terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Janeiro 2016 ou 13° de 2015?

Pois é, Janeiro tá acabando... mas estou pensando em considerar esse mês como um 13° de 2015. Os mercados continuaram caindo, a nossa economia continuou piorando, mais inflação, menos crescimento, a volta da nova matriz econômica assombrando... 'e nóis ó'!!!! Então continuamos em 2015...

Já na Argentina dizem Macri vai fazer o ano de  2016 o ano do consumismo: con su mismo carro, con su mismo salario, con su mismo... acho que a Presidanta não entendeu que era uma piada e resolveu estender a ideia para as terras tupiniquins. Pelo visto, teremos em 2016, uma nova oferta de crédito via bancos públicos (logicamente, os bancos privados não vão correr o risco de aumentar sua carteira de inadimplentes), alguns setores favorecidos pelas políticas que já vimos no passado, etc.

Será que vai funcionar? Acho que não!!! Se tudo der certo, vai dar errado! Acho que a injeção de crédito não vai ser suficiente para aquecer a economia. Na minha opinião não falta crédito, o que falta é estímulo para tomá-lo:

1. Empresários não sentem segurança em que esse crédito vai se pagar;
2. Consumidores tem receio de não cumprirem as obrigações por redução salarial (perda de comissões, horas extras) ou perda de emprego;
3. A inadimplência aumentou, então parte dos candidatos ao crédito (pessoas físicas ou jurídicas) já estão impedidos de tomá-lo. Bom temos a opção de criar um subprime via BNDEs, CEF e BB, mas não quero pensar nisso. Itaú, Bradesco e Santander da vida é que não vão colocar dinheiro em inadimplentes.

Então, se tudo der certo, vai dar errado! Agora se tudo der errado, e o crédito der certo... eu vejo mais inflação, mas dívida e, mesmo assim, retração do PIB. Isso porque vejo o crédito alimentando a inflação e não a economia.

Bom, já viram que não estou muito otimista com nossa Pátria auri-verde em 2016, mas vamos lá, poupando e investindo, pois enquanto uns choram outros vendem lenços...

Na próxima semana pretendo mostrar a catástrofe os resultados da minha carteira referente à janeiro.

Segue a minha homenagem ao PT. Como essa música é de 1987 e o clipe é muito tosco, preferi manter só o áudio...



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Tesouro Selic x Compromissada x CDB (x Poupança)

Pois é, o IOF passou a incidir sobre a Compromissada, então, a grande vantagem dela sobre o CDB acabou. Mesmo assim mantenho uma reserva equivalente a 30 dias dos meus gastos nela... já está com mais de 30 dias e taxa relativamente boa.

Seguido vejo em comentários de blogs e conversas com amigos questões sobre onde manter o dinheiro até atingir o montante para uma oportunidade de investimento melhor ou, no caso de investimento em Tesouro Direto até um dado papel atingir uma taxa mais atrativa, ou até a ação desejada chegar no preço alvo para compra (idem para ETF e FII), e assim por diante.

Por exemplo: Juquito quer investir em um CDB na corretora em que tem conta, mas o investimento mínimo é de R$ 10.000,00 e Juquito tem R$ 5.000,00 e está em dúvida se manda esse dinheiro para a corretora e aplica em Tesouro Selic ou mantem no seu banco comercial.

Outro exemplo: agora Juquito quer investir em Tesouro IPCA+, mas quer aguardar taxas melhores. E aí? Joga para o Tesouro Selic ou mantem no banco comercial.

Em dezembro/15, fiz três aplicações simultâneas: Tesouro Selic 2021 (Tesouro Direto); CDB com 85% do CDI e Compromissada DI com 89% do CDI. Também busquei o rendimento da poupança para a data de aniversário dos investimentos anteriores para comparação - não coloco dinheiro em caderneta de poupança. Abaixo seguem os resultados, com rentabilidades líquidas de IR e IOF:
Compromissada DI 89% do CDI: devido ao fato da Compromissada em que investi não incidir IOF, ela tem um rendimento inicial bem melhor que os demais. Inclusive, sempre mantenho o dinheiro de minha conta corrente nela, ou seja, o valor que uso no mês - pinga um pouquinho, mas pinga, e o trabalho é mínimo.
Mesmo após os 30 dias (final da incidência do IOF), o rendimento da Compromissada foi superior ao TD-Selic e, obviamente, maior que o CDB 85% do CDI.
A desvantagem dessa opção é que não conta com o FGC. Algumas compromissadas contam, mas a que aplico não conta com o FGC. Como o valor que deixo nessa aplicação é baixo, opto por correr o risco, até por que o banco é sólido (ao menos por enquanto).

CDB 85% do CDI: esse é um CDB com uma remuneração básica de mercado, para valores baixos e sem relacionamento. Conta com a vantagem do FGC, mas incide IOF e, aí, a rentabilidade inicia bastante baixa devido ao IOF e vai recuperando aos poucos.
Por render um % do CDI menor que a Compromissada, segue, mesmo após 30 dias, com rentabilidade inferior, mas muito similar ao TD-Selic.

TD-Selic: não fiz resgates do TD-Selic, portanto, os valores que usei para calcular a rentabilidade são os valores líquidos que apareciam no extrato. Esses valores ficaram muito similares ao CDB com 85% do CDI.
Bom, vejo muitos comentários que o TD-Selic paga 100% do CDI, mas tem a mordida da BM&F (0,3% a.a. - sobre o investido), corretagem e custódia (se a corretora cobrar), e as flutuações de mercado (menores do que para um título pré-fixado ou IPCA+, mas existem), ágio/deságio, mas para capitalizar para acessar um investimento melhor, ou aguardar o ponto de entrada em um título ou papel, prefiro manter na compromissada ou no CDB. Se você pagar pela transferência (TED) para a corretora, então piora a situação...

Poupança: não deve ser surpresa para ninguém que a caderneta de poupança teve o pior desempenho. Pior ainda se a oportunidade de investimento viesse antes do aniversário - imagina no 29 dia??? Mesmo incidindo IR e IOF as outras opções foram superiores à bendita.

Falou!!! Até a próxima...


sábado, 2 de janeiro de 2016

Metas SMART

Traduzindo do inglês, smart é um adjetivo que quer dizer inteligente, esperto. Então, uma meta smart seria uma meta inteligente.

Conheci o conceito de uma meta SMART, quando trabalhei numa multinacional. Meu chefe na época, um irlandês, comentou que as metas deviam ser SMART: specific, measurable, attainable/achieveble, relevant/realistic, time based/timely. No tupiniquim: específica, mensurável, atingível/realizável, relevante/realista e com prazo para ser atingida.


Vamos ver se tem sentido? Minha grande meta é atingir a independência financeira. Ok, ela é específica e posso até considerá-la mensurável, pois sei quanto preciso por ano para viver. Mas tenho que determinar um prazo para cumpri-la que pode ser um, cinco, dez, vinte anos, mas tenho que determinar esse prazo. Se esse prazo for muito curto, esta meta não será atingível ou realizável, e nem realista, e irá gerar uma desmotivação. Ao contrário, se o prazo for muito longo, também não dá para considera-la realista ou relevante. Metas, na minha opinião, devem ser difíceis o suficiente para serem desafiadoras mas não impossíveis para se tornarem desestimulantes.

Como já comentei, meu projeto de independência financeira, é algo novo no que tange à estruturação, portanto, não sei exatamente quantos anos levarei para atingir meu objetivo, mas estimo uns dez anos. Por isso, resolvi colocar metas SMART anuais e, para o ano de 2016, minha meta é que os rendimentos de minha carteira de investimentos financeiros cubram 13,5% do meu custo de vida, no final do ano. Atualmente eles cobrem 10%.

Considero como rendimentos, de acordo com minha carteira, os proventos de Fundos de Investimentos Imobiliários, Dividendos de Ações (quando e se existirem), lucro líquido real dos investimentos em Renda Fixa (lucro líquido descontado a inflação pelo IPCA). Provavelmente para 2016, os dividendos não existirão ainda.

Investir para viver... isso é o que busco!!!

Não pretendo viver para investir, ou seja, entrar numa corrida frenética para aumentar meu patrimônio através de aportes e resultados dos investimentos. Até porque, não entendo quase nada dessa área e, sem conhecimento, as chances de um retorno positivo são muito baixas, senão nulas. Não sou da área econômica, nem contábil, mas pretendo adquirir conhecimento sobre ambas as áreas, para melhorar meus resultados. Sim, o conhecimento é fundamental, independente do que formos fazer. Quando digo que não quero viver para investir, não estou dizendo que não vou me dedicar ou que vou 'fazer nas coxas'... só não vou entrar numa paranoia sobre investimentos.

O que busco é investir para viver. Obter uma renda passiva para custear minha vida, ou seja, atingir minha independência financeira. Meu foco não está em ser o melhor investidor, o que obtém os melhores resultados, o que achou a 'bola da vez' nos investimentos... só quero ter meus custos pagos pelo retorno dos meus investimentos, tarefa que não será nada fácil.

Esse projeto já iniciei há alguns anos, mas de uma forma empírica, nada estruturado, através do velho método da tentativa e erro, o que em investimentos, o segundo termo do binômio é o mais provável de ocorrer. Fiz da mesma forma que compramos um equipamento (desde uma simples lanterna até um complexo artefato de tecnologia) e começamos a operar sem ler o manual... em investimentos o resultado de operar sem conhecer é chama-se prejuízo. Aposto que, se alguém investiu sem ler o manual (leia-se: sem saber o que estava fazendo) teve prejuízo e, se por ventura obteve lucro, foi por sorte e não por competência.


Ao longo de 2015 comecei a colocar metas SMART e gostei. Em paralelo estudei mais sobre alguns investimentos e tracei um plano. Fui refinando esse plano e, para 2016, tenho planejamento mais estruturado para meus investimentos.


Com o que estudei, informações que obtive e as esfoladas que levei no passado (prejuízos), decidi, durante 2015, que minha carteira de investimentos financeiros seria concentrada em 80% de renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCA, LCI, LC, etc.) e 20% em Fundos de Investimentos Imobiliários. No final do ano, a Renda Fixa representava 81,5% da minha carteira e FIIs 18,5% - o que está aceitável tendo em vista a queda das cotas dos FII há alguns dias.


Seguindo a Regra Número Um (nunca perca dinheiro) e a Regra Número Dois (não esqueça a regra número um) de Warren Buffett, em 2016 pretendo iniciar aportes em BOVA11, em uma proporção tal que as eventuais perdas que possam haver sejam compensadas pela valorização real (descontados impostos e inflação) dos investimentos de menor risco da carteira. Posto isso, para o ano que começa, pretendo seguir com a concentração na renda fixa, mas reduzi-la para 75% da carteira, manter cerca de 20% em FIIs e entrar com uns 5% em BOVA11.


Minha meta SMART macro é passar de 10% de independência para 13,5% através da minha carteira de investimentos financeiros, sendo 8,5% através de rendimentos reais das aplicações de renda fixa e 5% de proventos de FIIs. Atualmente, a renda fixa contribui com 6,5% e os Fundos Imobiliários com 3,5% da minha despesa anual.

Bom, chega de papo e vamos trabalhar... desejo a todos um Feliz 2016, com muita paz, saúde, sucesso e realizações.