domingo, 26 de junho de 2016

TESOURO DIRETO - O MELHOR INVESTIMENTO RENDA FIXA EM 2016

Buenas galera!!! Tenho ouvido de amigos e lido a respeito do melhor investimento de 2016: o Tesouro Direto. 

"O Tesouro Direto é uma modalidade de investimento que vem garantindo rentabilidades extraordinárias nos últimos tempos. Por exemplo, o Título Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 acumula rentabilidade, em menos de seis meses, de 31,73% em 2016."

Usando uma máxima que deveria ser conhecida por todos: quando um investimento está na mídia é porque já está na hora de sair.

No caso do Tesouro Direto, essa máxima pode ser uma meia verdade. Embora trate-se de uma dívida, a garantia do Governo Federal é o grau máximo de segurança que podemos dispor num título de dívida no Brasil. Ou seja, se chegarmos ao ponto do governo não honrar a dívida, tudo o resto já foi pro vinagre!!!

Agora, as rentabilidades obtidas no curto prazo não são garantidas. Eu mesmo tenho rentabilidades de 32% no TD IPCA+35 e 17% no TD IPCA+24 num período de um ano. Entretanto, duvido muito que, por hora, novos aportes nesses papéis me trarão retornos similares no mesmo prazo.

Nos últimos meses não venho fazendo aportes no TD, mas pretendo retomá-los no TD IPCA+19, se eu estiver confortável com a taxa acordada para levar até o vencimento. Olhando nesse sentido, IPCA + 6% a.a. não é uma taxa ruim - podem ter investimentos melhores, mas essa taxa não é ruim. Avaliando risco x retorno acho que compensa para diversificação.

Sendo assim, concluo que o título da postagem que escolhi está correto, mas incompleto. Quem sabe mudar para:

TESOURO DIRETO - O MELHOR INVESTIMENTO DE RENDA FIXA EM 2016 (para quem entrou em 2015).

Bom, para finalizar... se achamos difícil chegar a IF, o que falar do cara do vídeo abaixo????


terça-feira, 7 de junho de 2016

Resultados ABR-MAI 2016

Boa noite, galera! Os últimos dois meses foram bem cheios. Por opção, o blog ficou para depois e o depois ficou perto do encerramento de Maio... que veio antes da metade de Junho - parece as metas do PT... se não consegue cumprir a meta, muda a meta.

O trabalho continuou a consumir bastante nesses dois meses mas foi bem interessante, e os investimentos também. Aproveitei para pensar sobre a estratégia e um novo balanceamento da carteira. Decidi manter a soma de FIIs e Ações em 25% da carteira, porém, FIIs vão oscilar de 15-20% e Ações de 5-10%. Graficamente vou considerar FIIs 17,5% e Ações 7,5%, ficando 2,5pp como desvio.

No geral, apesar da grande volatilidade (que já era esperada), os ativos tiveram bons resultados, principalmente as Ações (+18,56). Completando a renda variável, os FIIs rentabilizaram 5,73%.

Na Renda "Fixa" o TD teve uma rentabilidade de 2% e o as outras RFs 1,23%. Os impactos na renda fixa foram as realizações no Tesouro Direto e o valor em caixa no final de Maio que diminuiu a rentabilidade.

O crescimento patrimonial ficou em 5,91% - afetado por alguns gastos extras na casa e lazer. Deste crescimento, 2,68 p.p. vieram dos aportes e 3,23 p.p. do valorização da carteira, ou seja, 45% do crescimento vieram de aportes.

Abaixo segue a rentabilidade da carteira no bimestre Abril-Maio:


Renda Fixa

Tesouro Direto: a rentabilidade do TD foi baixa no bimestre (2%), mas no geral continua sendo bem positiva devido à valorização obtida em fevereiro e março. Acredito que boa parte da possível queda da Selic já esteja precificada e, por isso, vendi uma parte dos títulos, principalmente os pré-fixados. Também vendi alguns títulos IPCA+35 mas nada significativo. Por hora não pretendo realizar aportes significativos no Tesouro.



Outras Rendas Fixas: os maiores aportes do bimestre foram em CDBs com liquidez diária, uma vez que aguardo uma janela para investimentos mais rentáveis.

Como já mencionado, a rentabilidade dessa classe é prejudicada pelo colchão de segurança que fica em Compromissada e tem rotatividade. Junto com isso, no final de Maio recebi alguns valores que ficaram na conta para aplicação, então no montante esse valor foi representativo, mas não rendeu nada.

Por fim, a rentabilidade dessas rendas ficaram em 1,23%, o que é bem baixo.

Renda Variáves

Ações e ETFs: no período realizei PETR4, aportei mais em BOVA11, comprei BRSR6 e ESTC3. Para os próximos aportes, devo buscar outras ações para longo prazo, observando os fundamentos - caso não tenha segurança em nenhum papel, devo fazer novos aportes em BOVA11 buscando o balanceamento da carteira conforme definido na estratégia.


O lucro em PETR4 foi bem interessante!!! Sei que pode subir mais, mas não tenho segurança no papel, então acho que o melhor foi por o lucro no bolso.

Fundos Imobiliários: no bimestre (abr-mai) a carteira de FIIs continuou valorizando bem (5,73%), apesar de ser afetada negativamente por XTED11 em Abril e BRCR11 em Maio. No caso de BRCR11, com a devolução dos valores e o alto rendimento pago, essa queda é bem explicada - o dinheiro mudou de bolso mas a calça é a mesma. Quanto aos aportes, apenas reinvesti os rendimentos somado ao valor extra vindo de BRCR11, ou seja, a carteira continuou do mesmo tamanho.

Os proventos mensais ficaram em 0,84%, em abril e 3,48% em maio, porém, maio não dá para considerar devido ao valor extra de BRCR11. Acredito que para junho fique em 0,80%, se as cotas continuarem a se valorizar, o que representaria 3,51% dos gastos mensais (meta é 5%).

Aportes

Os gastos na casa e lazer (viajem) consumiram boa parte da mascada. A verdade é que a mesma quantia que investi eu gastei nesses 'extras', ficando em 15% da renda, aproximadamente. As viagens não param, pois temos compromisso em Junho que demanda viagem e depois vem as férias escolares... mas acredito que não será tão impactante e poderei aumentar o percentual investido.

Bola de Cristal

Em março escrevi que depois de dois meses de bonança havia uma dúvida se teríamos uma tempestade em Abril. Abril foi ligeiramente calmo, mas a tempestade veio em Maio... dólar subindo, bolsa caindo e juros no sobe e desce. Aparentemente, o mercado de junho está tranquilo, mas não se sabe até quando... até as reticências eu tinha escrito no domingo (05/06) - segunda viajei a trabalho e sabemos o que ocorreu. Lava jato na porta do PMDB gerando mais volatilidade, ou seja, Junho não está mais tranquilo!!! 

Na minha opinião, o cenário político continua dominante, e a fragilidade parece estar em todas as castas, ou seja, todos os partidos podem estar envolvidos em algum caso nebuloso - o que para mim não seria nenhuma novidade!!! Fica aí a sugestão de dois títulos para filmes uma vez que o MINc continua a existir: EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NA ELEIÇÃO PASSADA ou EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NA ADMINISTRAÇÃO PASSADA.

Quanto ao Impeachment, eu esperava mais dificuldades do que apresentou até agora. Aparentemente o mercado está certo do Impeachment e está mais voltado aos atos do Governo Temer. Eu ainda conto com algumas especulações na votação no Senado, mas vejo o Impeachment consolidado.

Embora o mês esteja calmo, fontes para volatilidade não faltam: Lava Jato, Impeachment, Copom, FED, Commodities, China... mas eu penso que os fatores externos (FED, Commodities, China) tendem a ganhar um peso maior e ditar o ritmo daqui para frente.

Sendo assim, meu foco principal continuará na renda fixa, mas provavelmente não Tesouro Direto, a não ser que as taxas do TD IPCA+ subam acima de 6,50-6,75 e TD Pré-Fixado estou fora. Na RV estou avaliando alguns FIIs, algumas Ações e BOVA11. É certo que algum aporte em RV eu farei caminhando para o balanço de 75% RF e 25 RV.

Abaixo segue gráfico da carteira em Maio.


Seguindo meu gosto eclético e variado, Eros Ramazzotti - Rosa Nata Ieri, em homenagem à bambina recém chegada...