terça-feira, 23 de agosto de 2016

Aportes de Agosto/16

Buenas galera! Mês de agosto quase no seu ocaso e vamos, resumidamente, ao relato das aquisições do mês:

Uma parte da mascada foi para IPTU (atrasado) dos terrenos que estou registrando. A partir do mês que vem a sangria continua com ITBI e taxa de registro.

Descontada a mordida para os imóveis, aproximadamente 65% do aporte foi em Doletas, TD (IPCA+19 e Selic) e Empréstimo "Garantido". 35% aportei em renda variável.

FIIs: minha carteira de FIIs estava muito concentrada em fundos da BTG e eu queira diminuir minha exposição a eles. Vendi 50% da posição de BRCR11, sendo 30% antes da queda da cotação. Com a grana dessa venda mais os proventos do mês comprei HGBS11, HGLG11, HGCR11 e HTMX11 (oportunidade quando a cota despencou), e reforcei JSRE11 e FFCI11. Agora a carteira está assim:
Ainda considero as exposições em BRCR11, BCFF11B e KNRI11 elevadas, mas já estou mais confortável com a carteira.

Ações: resolvi arriscar um pouco mais. Adquiri PETR4, para fazer venda coberta e RUMO3 acreditando na melhora da atividade econômica. Ou seja, dois papéis de elevado risco, principalmente para RUMO3, pois a área de logística depende muito do aquecimento da economia. Já PETR4 o foco é venda coberta e vamos ver no que dá!

E vocês? O que compraram?

Como estamos no mês do cachorro louco, o som de hoje é com Charles Master e banda:

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Mutley - Caça ao Tesouro (Direto)

Buenas galera! Há algum tempo escrevi sobre o melhor investimento em 2016 (para quem aplicou em 2015) - o Tesouro Direto clique aqui

Hoje vou contar a saga do investimento em Tesouro Direto que iniciei em 2015. Vamos lá, desde o Gênesis... em abril de 2015 estava eu fuçando na Internet quando encontrei o seguinte post:

É possível lucrar 30%, 40% a.a. no Tesouro Direto!


Noooooooosa!!!!!!!!!! Era tudo o que eu queria. O link do post é esse: http://investidorderisco.blogspot.com.br/2012/05/e-possivel-lucrar-30-40-aa-no-tesouro.html (blog do Investidor de Risco - IR). Bom, comecei a ler e tentar entender a lógica da Estratégia Mista do IR e, em maio de 2015, iniciei os aportes. Não vou postar aqui a estratégia, mas resumidamente o que fiz foi:
  • Aplicações em Tesouro Selic (TD-Selic) e Tesouro IPCA Principal com vencimento em 2035 (TD-IPCA+35)
  • Aportava em TD-IPCA+35 quando as taxas superavam 6,5%
  • Aportava em TD-Selic quando as taxas do TD-IPCA+35 estavam inferiores a 6,5%
  • Meu colchão de segurança estava (e está) em TD-Selic. Defini que 65% da carteira ficaria em TD-Selic
Abaixo está o gráfico da rentabilidade obtida no período:
Show, né? As últimas cinco barras são magníficas, 27,5% em cinco meses!
  • Rentabilidade média mensal: 1,7338%
  • Rentabilidade média anual: 22,909%
Pois é, mas nem tudo foi simples... agora vou apresentar os gráficos individuais: TD-Selic e TD-IPCA+35
  • TD-IPCA+35 rendeu 46,29% no período de 15 meses (mai/15 a jul/16)
    • 3,038% a.m.
    • 43,210% a.a.
  • Mas... passei oito meses no vermelho
  • Conheço muitas pessoas que não suportariam isso
  • TD-Selic rendeu 17,11% no período de 15 meses (mai/15 a jul/16)
    • 1,0669% a.m.
    • 13,581% a.a.

O resumo da ópera é o seguinte:

  1. O maior risco em Tesouro Direto é o calote do governo que, embora possível, acredito ser pouco provável
  2. Outro risco considerável é de as taxas do TD-IPCA+ não caírem até o vencimento - também pouco provável, pois estamos falando de 20 anos, aproximadamente
  3. Vi na Estratégia Mista uma forma de ganhar um bom retorno em renda fixa e, não dando certo, ainda assim seria um bom negócio
  4. Acreditei na estratégia e a segui independente da volatilidade e dos resultados de curto prazo - isso foi fundamental
  5. A reserva de emergência foi imprescindível - ela deu tranquilidade para atravessar as turbulências
  6. Quando aportava em TD-IPCA+35, aportava em taxas que eu estaria satisfeito para levar até o vencimento
  7. Continuo seguindo a Estratégia Mista, porém aportando apenas em TD-Selic (ou CBD com taxa maior)
  8. Fiz apenas um pequeno resgate de TD-IPCA+35, mas pretendo manter os títulos até as taxas baixarem de 4,5%
Meu intuito com esse post é chamar a atenção para alguns pontos que, na minha visão, são comuns a todos os investimentos (e empreendimentos). Muitas vezes eles não são seguidos, resultando em prejuízo:
  • Identificar os riscos e definir como gerenciá-los - pontos 1, 2 e 3
  • Temos que definir uma estratégia e segui-la (ponto 4)
  • O ponto 5 é muito negligenciado... a Reserva de Emergência! Vejo colegas abandonando investimentos ou realizando prejuízos por não terem essa reserva. Se no momento em que o TD-IPCA estava no vermelho eu tivesse tido problemas financeiros, a reserva estaria aí para eu não mexer no ativo de longo prazo (TD-IPCA) - é só um exemplo, mas serve para Ações, Imóveis, etc.
O post de hoje ficou longo, desculpa aí!!! O som de hoje Living Golour - Type (Álbum: Time's Up -1990)