segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Fechamento Outubro/16 - 7,26% mais perto da IF - medalha, medalha, medalha!!!

Buenas, galera! Minha formação é da área química, por isso, uma das minhas características é a sublimação... nas últimas semanas acabei não escrevendo e também acompanhando muito pouco os amigos da luta pela IF. Em suma, sumi um pouco focando no trabalho, o motor para chegar a IF.

Como praxe volto para postar os resultados do mês encerrado, mas antes, gostaria de sair um pouco do assunto finanças:

Hoje foi o dia de minha doação de sangue, um dia importante para mim. Um dia que me sinto muito feliz pelo ato praticado. Um ato simples que pode ajudar muita gente. Dor? Sim, a agulhada incomoda, mas, certamente a dor de quem recebe a doação é maior. Não escrevo isso para fazer marketing de bom samaritano e sim com o intuito de que você que não é doador venha a ser. É um ato gratuito de um valor incalculável!!!

Retornando ao assunto finanças, outubro foi mais um mês excelente. No início de 2016, tinha uma meta de chegar a 300k na minha carteira financeira (sem considerar imóveis), mas, a dois meses do término do ano, acredito que 400k seja uma meta possível, então... ao infinito e além!!!

Resultados de Outubro/16


  • Crescimento patrimonial: R$ 24.484 (+7,26%)
    • Aportes: R$ 14,717 (4,36%)
    • Valorização: R$ 9,767 (2,90%)
  • Ações: R$ 43.890
    • Valorização: +12,70%
    • Aportes: R$ 3.532
      • 100 ABEV3 - custo médio R$ 19,41 / ação
      • 100 VALE5 - custo médio R$ 16,24 / ação
    • Com excessão de ABEV3 (-2,97) e TUPY3 (-4,88), todas as ações tiveram valorização no mês
    • Destaques em valorização foram PETR4 (+31,70), BBAS3 (+28,85%) e VALE5 (+27,38%)
  • FIIs: R$ 52.840 
    • Cotas valorizaram +4,99%
    • Proventos: R$ 347
    • Venda R$ 2.789: 40 cotas de BCFF
    • Compras R$ 5.275: FIGS (15 cotas), FLRP (2 cotas), FFCI (267 cotas), HTMX (17 cotas), TRLX (5 cotas)
    • Aporte líquido R$ 2.139
  • Tesouro Direto: R$ 141.082
    • Aporte: R$ 3.527 em TD-IPCA 2019 e 2024
    • Valorização: +0,86%
      • A valorização foi baixa pois após meu aporte em TD-IPCA o juro futuro subiu e eu contava com mais queda. De toda a forma, no longo prazo acredito que comprei numa boa taxa.
  • Outras Rendas Fixas: R$ 115.905
    • Aporte R$ 3.500 num empréstimo garantido
    • Valorização: +1,04%
  • Reserva Cambial: R$ 8.094
    • Compra de US$ 300
    • Aporte de R$ 1.000 no fundo cambial
    • Valorização: -1,17%
  • Imóveis: R$ 500.000

Novembro, onde pretendo investir?

Atualmente minha carteria objetivo é 73% RF, 25% (Ações/ETF/FIIs) e 2% Dolar. Entretanto, considero o valor em RF que possuo bastante confortável e estou avaliando em reduzir o peso de RF para 65%, deixando 30% para Ações, ETF e FIIs e 5 em Dolar. Por hora isso ainda está em análise.
  • Renda Fixa:
    • A tendência é manter o foco em TD-IPCA 2019 e 2014
    • Talvez algum CDB atrelado ao CDI
  • Ações:
    • Com a queda de ABEV3, esta torna-se uma boa candidata a um aporte extra
    • Estou avaliando outros papéis com foco no B&H
  • FIIs:
    • A princípio vou continuar a compra nos segmentos de logística e shoppings, mas nesse mês, é provável que foque mais em logística. Preciso estudar um pouco mais o mercado...
    • Compra de FFCI é certa
  • Dolar:
    • Seguem as compras...
  • Imóveis:
    • Por hora, nem pensar!!!

Bola de Cristal

Volatilidade: estamos em temporada de balanços e isso influi. Mas a principal fonte de volatilidade, na minha opinião, fica por conta da eleição americana. Obviamente, um retrocesso no avanço das reformas também pode abalar a confiança nos ativos de risco.
Inflação: a inflação de setembro foi bem baixa, além das expectativa. A de Outubro espera-se algo na faixa de 0,27% e, se vier em linha, pode reforçar a confiança da trajetória mais comportada.
Bolsa: vai que é um Dodge, até quando? Não sei...
Juros: na última reunião do Copom tivemos o início do ciclo de cortes da taxa Selic e, pelo reflexo dos juros futuros, o mercado esperava algo mais. Acredito que o comportamento da inflação irá ditar o ritmo para as novas quedas de juros, uma vez que as reformas (aparentemente) estão andando bem.
Dólar: infelizmente não consegui comprar quando chegou próximo a R$ 3,11. Gostaria de comprar abaixo de R$ 3,15 em Novembro e acho que será possível.

Segue Neil Young e Pearl Jam...

domingo, 9 de outubro de 2016

Compras de Outubro (FIIs) + Carteira (atualização parcial)

Buenas, galera! Ao contrário de Setembro onde o mês iniciou de forma desestimulante pela sensível queda das comissões recebidas, Outubro mostrou-se bem promissor. Então vamos lá. A primeira parte da mascada já veio e já aloquei em FIIs.

Neste mês tive também a venda de parte de BCFF11B para reequilibrar a carteira mas, sendo sincero, vi que fiz algo um pouco sem sentido (para mim). Isso porque é um fundo que ainda pretendo manter em carteira. Sendo assim, é muito provável que no futuro (talvez distante) irei comprá-lo novamente. Além disso, parte dessa venda foi para baixar minha exposição ao BTG, mas acabei comprando outro FII com BTG no meio, ou seja, mudou o bolso mas a calça é a mesma. Paciência, quanto às compras, optei por:
Sim, isso mesmo, eu optei pela compra de VACÂNCIA. Não sei se foi certo ou errado... mas o tempo dirá. Dentre as vacâncias optei por dois segmentos: logística e shoppings - dois segmentos em que eu estava fora até maio deste ano


Shoppings: meu FII preferido no setor é HGBS11, mas nesse mês resolvi comprar dois outros. Um dos FIIs de Shopping que optei pela compra foi o FIGS11. Este FII tem participação em dois Shoppings localizados em Guarulhos/SP (36,5% do Parque Shopping Maia e 36,5% do Shopping Bonsucesso), e tem uma RMG de R$ 0,83 por cota até abril de 2019. Por hora o DY é elevado, mas o FII está gerando apenas 30-35% da RMG, e imagino que será difícil manter essa distribuição (R$ 0,83 por cota) após o abril de 2019, mas chegando na faixa de R$ 0,50 por cota, estarei satisfeito. Como entrei com poucas cotas, ao longo dos próximos meses vou avaliando e se resolver sair, sem problemas.
Investi também no FLRP11B, que possui 35,37% do Floripa Shopping Center, localizado em Florianópolis, na rodovia que liga o centro ao norte da ilha. O DY anual deve ficar na faixa de 7,5-8%. A ocupação de 97% foge à compra de vacância, mas entendo que ainda está descontado e, com uma melhora na economia, acredito na melhora na receita. Pelos meus critérios, o principal ponto negativo do FLRP11B é a baixa liquidez, no entanto avalio que esta seja suficiente para sair do papel com rapidez, caso deseje.

Logística: assim como o segmento de Shoppings, acho que os FIIs de logística estão bem descontados e resolvi apostar no setor. Até então estava exposto com HGLG11 e KNRI11 (tem cerca de 50% em imóveis para logística). No entanto, esse mês comprei TRXL11, que está com uma vacância enorme (64% física e 56% financeira). O fundo possui seis imóveis sendo três vagos (Pavuna, Navegantes e Parque Novo Mundo) e três locados (Ceratti, Magna e Itambé).
Também avaliei para compra o GRLV11, acho um bom fundo, porém preocupa a dependência da Ambev. Recentemente houve uma redução de 26,8% no valor do aluguel da Ambev, prorrogando o término da locação para 30/11/20. Vou seguir acompanhando...

Abaixo segue rentabilidade da carteira de FII, sem considerar os proventos recebidos, ou seja, somente  a valorização das cotas. Sinceramente, gostaria que estivessem todas no vermelho para continuar comprando barato!

Finalizando, abaixo segue minha carteira atualizada:
CARTEIRA IPV
set/16 out/16*
Tesouro Direto 136.345,37        137.704,83
Fundos Imobiliários        48.190,86          49.190,27
Ações/ETFs         35.412,00         37.364,00
Reserva Cambial           6.174,21            7.196,50
Outras RF       111.205,44        110.596,44
Subtotal    337.327,88    342.052,04
Imóveis     500.000,00      500.000,00
Total    837.327,88    842.052,04
*parcial

terça-feira, 4 de outubro de 2016

FII de Papéis - alto DY, mas...

Buenas galera!

Como já publiquei, minha carteira financeira (sem os imóveis) tem cerca de 15% de FIIs, que é a segunda classe de ativos que mais invisto atualmente, a primeira é RF. Então, obviamente FIIs não teriam esse lugar de destaque se não fosse de meu interesse.

Bom, preferências à parte, neste post gostaria de avaliar a evolução das cotas patrimoniais dos FIIs de Papéis para entender o que está ocorrendo com o valor desses FIIe se o DY está realmente compensando.

Desde já, deixo claro que não tenho nada contra eles, inclusive tenho alguns na minha carteira.

Abaixo seguem gráficos com a evolução das cotas patrimoniais de alguns FIIs de Papéis. Escolhi os FIIs pela liquidez e avaliei os últimos cinco anos (quando possível). No gráfico da esquerda plotei a variação nominal destas (com alguns ajustes) e no da direita a sua variação percentual.

 Notas:
  • BCRI11: inicio em 07/15 com a cota a R$ 100,00
  • CPTS11: inicio em 09/14 com a cota a R$ 100,00
  • HGCR11: dividi o valor da cota por 10 para não distorcer o gráfico, e melhorar a avaliação
  • JSRE11: em 30/09/14 incorporou BJRC11 e JSIM11 e desdobrou as cotas em 1:10. Para melhorar a visualização deixei todas as cotas na mesma base, ou seja, dividi as cotas anteriores ao desdobramento por 10. Este FII tem cerca de 55% do PL em recebíveis, 25% em cotas de FIIs, 1,4% em imóveis para locação e o restante em fundos de renda fixa, por isso alguns não consideram JSRE11 como FII de recebíveis, mas entendo que deva ser avaliado como tal
  • KNCR11: em 07/14 desdobrou as cotas em 1:10. Para melhorar a visualização deixei todas as cotas na mesma base, ou seja, dividi as cotas anteriores ao desdobramento por 10
Noto que, com a exceção do XPGA11, os demais FIIs tiveram valor das cotas patrimoniais caindo, ou sem uma evolução que acompanhasse ao menos o IPCA. A minha opinião é que o cotista, embora esteja recebendo um DY elevado, está 'perdendo' patrimônio uma vez que o PL não acompanha a inflação. Lembrando que valor e cotação não são a mesma coisa.

Avaliando as cotas patrimoniais dos FIIs de Tijolo, por ex., veremos que o valor também diminui, porém, isso deve-se à avaliação patrimonial, e espera-se que o patrimônio do fundo acompanhe (ou supere) a inflação, ao longo do tempo. Já nos recebíveis isso isso não ocorre pois o capital pago pelo devedor não é corrigido, uma vez que o rendimento é distribuído e/ou gasto nas despesas do FII.

Em conversa com o RI de alguns FIIs (aqueles retornaram meu contato), as informações foram de acordo com o que escrevi acima e, a sugestão lógica para manter o valor, seria o cotista reinvestir ao menos a perda com a inflação em novas cotas.

Então, avalio que o DY de um FII de recebíveis não é líquido e preciso destinar parte dele para a manutenção do patrimônio.

Você concorda?

Por fim, quero reforçar novamente que não tenho nada contra os FIIs de Papéis. Acho que é uma boa opção de investir de forma diversificada em recebíveis, e tenho cerca de 15% deles na minha carteira (JSRE11, KNCR11, FEXC11B), além de ter AGCX11 que possui 1/3 do PL em recebíveis. 

OBS: não considere esta postagem como uma recomendação de investimento até porque não sou habilitado para tal, o intuito é criar uma discussão sobre o tema para o crescimento de todos.

Um abraço e, como ando meio nostálgico, hoje All Along The Watchtower (Lenny Kravitz & Eric Clapton - 1999).

sábado, 1 de outubro de 2016

Fechamento Setembro/16 - 4,63% mais perto da IF - medalha, medalha, medalha!!!

Buenas galera! Tinha ideia de escrever mais em Setembro, mas família e trabalho consumiram o tempo desse humilde escriba! Tudo bem, tempo é questão de opção, e eu optei por deixar o blog de lado.
Não sei porque, mas a conjuntura microbiológica atacou o turma dos frigoríficos: calabresa azedando, salsicha esverdeando, mortadela estufando e linguiça frescal... deixa para lá. O resultado é que viajei muito nesse mês...
Mas... vamos ao que interessa: o fechamento de Setembro. Estamos encerrando o terceiro trimestre do ano, e só tenho a comemorar. Estou 25% acima da meta proposta em Janeiro, e acredito que chegarei a 30-35% de over no final do ano.
Como de praxe, segue abaixo a carteira atual, lembrando que os objetivos são RF (73% = Renda Fixa + Outros); RV (25% = FIIs 15% + Ações/ETF 10%) e Dolar (2%):
Os 3,49% referente a ETF correspondem à posição em BOVA11 e as demais ações estão assim divididas:
Em Setembro queria reduzir a posição em BCFF11B, mas minha ordem ainda não foi executada. As mudanças foram a inclusão de algumas cotas de FFCI11, HGLG11, HTMX11, JSRE11. E a troca de VRTA11 por FEXC11B - aí a Lei de Murphy apareceu... vendi VRTA11 a R$ 114,00 (hoje fechou a R$ 123,00) e comprei FEXC11B a R$ 110,20 (hoje fechou a R$ 111,00). A carteira de FIIs ficou assim distribuída:
Resultados de Setembro/16:
  • Crescimento patrimonial: 4,63% (Anual 58,44%)
    • Aportes: 3,56%
    • Valorização: 1,07%
  • Ações, tiveram uma valorização pífia: 0,01% = PIB 2014
    • RUMO3 caiu 11,9% e foi um dos principais drives para a baixa valorização em Setembro
    • Outro fator que levou a rentabilidade pro buraco é que, em PETR4 e BBAS3 fui exercido nas vendas cobertas que havia feito. Poderia ter rolado as Calls mas resolvi ver no que dava... deu M3RD4! Mas, foi um pequeno teste, e teve pouca influência no patrimônio. Caso não tivesse sido exercido a rentabilidade seria de +1,3% na carteira de ações
    • ESTC3 que caiu 7% em Agosto, valorizou 8,6% em Setembro e foi a ação com melhor desempenho no mês
  • FIIs: cotas valorizaram 1,26% e os proventos foram equivalentes a 0,75%
  • TD: valorizou 1,01%
  • Outras RF: valorizaram 0,91%
  • Doletas valorizaram pelo primeiro mês (mas não comemoro isso): 1,98% 
Aluguel:
Nossa, já ia esquecendo!!! Consegui um reajuste de 8,5% no aluguel do apartamento - não representa muito, mas melhor do que deixar o rendimento deteriorar. Sim, melhor ainda, manter um inquilino adimplente e que não incomoda!!!!

Outubro, onde pretendo investir?

  • Renda Fixa
    • Foco em TD IPCA+19, TD IPCA+24 e TD Selic
    • Distribuição no TD deve ficar em:
      • 50% em TD Selic
      • 15% entre IPCA+19 e IPCA+24
      • 35% já possuo em TD IPCA+35
  •  Ações
    • Foco no B&H
    • Não decidi se vou comprar um papel novo ou se vou reforçar as posições que já tenho - a microbiologia não me deixou pensar muito!!!
  • FIIs
    • Foco continua na venda de BCFF11B e rebalanceamento da carteira de FIIs, reforçando as posições em FFCI11, HGBS11, HGLG11, FEXC11, HTMX11 e HGCR11
  • Dólar
    • Manter os aportes para a reserva cambial e talvez elevá-la

Bola de Cristal:

Volatilidade: mantenho minha impressão que a questão política (interna) não gera mais tanta volatilidade. Temos o pleito municipal em andamento, mas acredito que ele tem pouca influência no mercado. Já a questão dos juros do FED e dos juros do Copom, estes sim acredito que causem mais influência - FED no mercado de risco em geral e Copom mais nos contratos de juros. Agora, o que ganhou força foram dois componentes extras: Trump e crise financeira na Europa... vamos acompanhando!
Inflação: as prévias indicam que a inflação está cedendo. Alimentos, que para mim, é a maior preocupação cedeu bem, então acredito que podemos ter um sinal de consistência na baixa. Agora minha maior preocupação é o Dólar (Trump + Europa)...
Bolsa: conforme já comentei, não sou grafista - sigo B&H. Entretanto, gosto de ver os gráficos e tento entendê-los. No mês passado, enxergava um suporte em 57259 e um outro em 55675, sendo esse o mais significativo. O primeiro foi perdido durante o mês, mas o segundo nem foi ameaçado. Ao meu ver, o Ibovespa segue uma consolidação e os principais suportes agora seriam: 57259 (rosa) e a LTA indicada pela linha azul. Já a resistência estaria na faixa dos 60000 pontos. Gostaria realmente de ver a tendencia de alta ser mantida!!!
Juros: este mês teremos reunião do COPOM nos dias 18 e 19. Eu já imagino que possamos ter uma queda de 0,25 pp Selic. Vamos ver... nesta semana o DI1F25 rompeu um suporte em 11,94 e acredito que possa cair bem agora rumo a juros de um dígito. Entendo que uma queda na Selic sustentaria o movimento.
Dólar: vem ficando na maior parte do tempo na faixa R$ 3,20 / R$ 3,30 - que parece ser a ideal para o BACEN. Temos o risco Europa e Trump que podem levar a nova apreciação do Dólar. Estou pensando em elevar de 2% para 5% minhas reservas cambias, mas por hora vou manter como está.

No clipe de hoje, um título sugestivo Takin' care of business (BTO)