domingo, 4 de dezembro de 2016

Fechamento Novembro/16 - 1,04% mais perto da IF - medalha, medalha, medalha!!!

Buenas, galera! Novembro foi um mês intenso, parece que levou um ano para passar, né? Eleições americanas, disparada do minério de ferro, reunião da OPEP, bolsa sobe, bolsa despenca, dólar dispara, dólar cai, dólar volta a subir, juros futuros sobem, juros futuros sobem mais um pouco, tragédia com a Chapecoense, oportunismo da máfia política, tensão - muita tensão! Por fim, o COPOM reduziu a nossa taxa Selic em 0,25pp como esperado. Na minha opinião uma decisão correta.

Na vida extra blog, o mês foi intenso também. Muitas viagens, preparação de agenda e contagem regressiva para as gloriosas e esperadas FÉRIAS!

Hoje o foco da postagem é o resultado do mês de Novembro, que foi negativo em todas as classes de ativos, com exceção do dólar. No entanto, achei estranho ter obtido resultado negativo nas Outras Rendas Fixas. No Tesouro Direto, como aplico uma grande parcela em TD-IPCA, é normal o resultado negativo, uma vez que o preço do título sofre marcação a mercado, mas na classe outras rendas fixas isso não deveria acontecer.

Mas, tudo bem, como a contabilidade é semelhante ao balanço de massa em um processo, uma hora essa diferença aparece...

Em resumo, o resultado da carteira financeira foi negativo em 2,30% e o patrimônio financeiro cresceu 1,04% (R$ 3.751), embora o aporte tenha sido de R$ 12.380.


Resultados de Novembro/16

  • Crescimento patrimonial: R$ 3.751 (+1,04%)
    • Aportes: R$ 12.380 (3,42%)
    • Valorização: - R$ 8.604 (-2,38%)
  • Ações: R$ 39.904
    • Valorização: -7,27%
    • Vendas: R$ 11.799
      • 200 BOVA11 - custo médio R$ 58,99 / ETF
    • Compras: R$ 10.991
      • 100 ABEV3 - custo médio R$ 18,08 / ação
      • 100 CVCB3 - custo médio R$ 23,21 / ação
      • 50 EGIE3 - custo médio R$ 35,95 / ação
      • 200 ITSA4 - custo médio R$ 8,77 / ação
      • 100 PETR4 - custo médio R$ 16,56 / ação
      • 100 WEGE3 - custo médio R$ 16,55 / ação
    • Aportes: -R$ 857
    • Com excessão de EGIE3 (estável), CVCB3 (+2,51) e VALE5 (+10,66), todas as ações desvalorizaram no mês
    • Mais de 70% da minha carteira teve queda superior a 10% no mês, entretanto a carteira ainda permanece positiva
  • FIIs: R$ 53.427 
    • Cotas desvalorizaram 2,93%
    • Proventos: R$ 365
    • Compras R$ 2.564: FIGS (5 cotas), FFCI (850 cotas), TRLX (5 cotas), MFII (5 cotas)
    • Aporte líquido R$ 2.199
  • Tesouro Direto: R$ 141.751
    • Aporte: R$ 2.004 em TD-IPCA 2019 e 2024
    • Valorização: -0,93%
      • TD-IPCA continua dersvalorizando com o juro futuro subindo, apesar da queda da Selic. Entretanto, no longo prazo acredito numa boa performance da carteira.
  • Outras Rendas Fixas: R$ 120.919
    • Aporte R$ 8.035 - principalmente em CDB
    • Valorização: -2,42%
  • Reserva Cambial: R$ 9.561
    • Aporte de R$ 1.000 no fundo cambial
    • Valorização: +5,13%
  • Imóveis: R$ 500.000

Outubro x Novembro:

Dezembro, onde pretendo investir?

No mês passado passei a considerar uma mudança na distribuição da carteira, e esta ficou assim: 65-70% RF, 25-30% (Ações/ETF/FIIs) e 5% Dólar.
  • Renda Fixa:
    • A tendência é manter aportes em TD-IPCA 2019 e 2014
    • Com a subida das taxas do TD-IPCA 2035 devo voltar aos aportes no papel
    • CDB atrelado ao CDI ou IPCA
  • Ações:
    • No mês passado vendi BOVA11 e ainda tenho algum saldo para compra de ações
    • Para dezembro devo incluir EZTC3 na carteira e, talvez, EMBR3
    • Estou avaliando outros papéis com foco no B&H
  • FIIs:
    • Sigo comprando no segmento de logística (TRXL, HGLG são candidatos), e dois papéis já definidos: FFCI e MFII
    • Por hora estou evitando recebíveis e agências
    • Meta atual da carteira: Agências 10%, Desenvolvimento 5%; Escritório 30%; Logística 15%; Shopping 10%, Hotéis 5%; Recebíveis 10% e Fundo de FIIs 15%
  • Dólar:
    • Seguem as compras...
  • Imóveis:
    • Por hora, nem pensar!!!

Bola de Cristal

Volatilidade: a crise européia deve voltar à cena (ao menos no curto prazo) e a instabilidade política interna está preocupando - onde há fumaça tem fogo!
Inflação: a inflação vem desacelerando, porém sinto que existe uma preocupação com o Dólar - o que não é infundado. Caso Trump coloque em prática seu plano de governo, deve ocorrer um aumento na inflação americana, ou seja, teremos inflação em Dólar.
Bolsa: no mês passado disse: "vai que é um Dodge, até quando? Não sei..." pois é eu estou considerando um período de baixa nos ativos - ótimo para o B&H!
Juros: na última reunião, o COPOM "frustrou" as expectativas do mercado e cortou a Selic em apenas 0,25pp. Na minha opinião foi bem acertado, não que não se pudesse cortar 0,50pp, mas acredito que o COPOM preferiu ser mais comedido em face as incertezas externas e internas. Acredito que na próxima reunião teremos um corte de 0,50pp - salvo algum evento muito atípico (disparada do Dólar além do controle, instabilidade política interna e/ou externa). Não estou considerando a renúncia do Renzi na Itália, pois isso já estava na conta, ao meu ver.
Dólar: com a eleição do Trump, minha expectativa de comprar a 3,15 foi por água a baixo. Mudou de fifteen para fifty - kkk. Enxergo o Dólar num patamar de 3,30 a 3,50, por hora, acho que vai um tempo até estabilizar.

Como em Novembro não faltou mau tempo... segue Guns'n'Roses November Rain