segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Educação financeira de pai para filho. O episódio do vídeo game...

Buenas, galera! Aos que são pais (ou que pretendem ser no futuro), vocês já se questionaram em como iniciar a educação financeira dos seus filhos? Eu me pergunto frequentemente, mas como toda a educação, acredito que ela se valha mais pelos exemplos do que pela teoria. Ou seja, acredito que os filhos tendem a seguir mais os exemplos do que os ensinamentos teóricos.

Há algum tempo atrás meu filho queria trocar o vídeo game dele, porém o vídeo game era praticamente novo e eu vi aí uma oportunidade de aprendizado para ele. Sugeri que ele comprasse o novo vídeo game pelo esforço dele, ou seja, poupando até juntar o valor.

  • Surpresa #1: eu imaginava que ele não se empolgaria com a ideia, mas ocorreu o contrário. Ele disse: "Bah! vai ser legal, porque todos os meus amigos ganham essas coisas dos pais, e eu vou comprar com o meu dinheiro".

  • Surpresa #2: após a grata satisfação pela reação dele à ideia, imaginei que ele iria desistir pelo caminho, mas não. Já fazem dois anos que ele vem poupando e, embora tenha passado por momentos de desilusão, devido ao saldo da sua poupança, ele se manteve firme e determinado.

  • Surpresa #3: durante as férias fomos olhar alguns vídeo games para avaliar a compra e comparamos o saldo dele... está quase lá. Aí sugeri um empréstimo para ver a reação dele. Obviamente que o imediatismo pesou, e ele não descartou a sugestão. Começou a avaliar, mas depois de um tempo declinou a proposta de empréstimo. "Quero comprar com o meu dinheiro" disse ele, e acrescentou: "se eu pegar emprestado, terei que pagar o que pedi emprestado, para depois conseguir comprar outra coisa que quiser". Realmente a atitude surpreendeu-me novamente. Trata-se de um pré-adolescente, ansioso para conquistar um bem que tem valor para ele, mas está, ao meu ver, agindo de forma muito mais responsável que muitos adultos que conheço.

Você tem alguma experiência na transferência da educação financeira aos seus filhos? Conte aí...

Hoje resolvi homenagear o amigo blogueiro Surfista Calhorda que recentemente passou a barreira dos 200k
http://elenaosurfanada.blogspot.com/2017/01/independencia-financeira-e-tchau.html
Achei no Youtube o clássico dos Replicantes "Surfista Calhorda"... a música é de 1986 do LP "O Futuro é Vortex", um dos mais influentes trabalhos do punk nacional.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Copom reduz a taxa Selic para 13,00% ao ano

"O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 13,00% a.a., sem viés.
A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:
O conjunto dos indicadores sugere atividade econômica aquém do esperado. A evidência disponível sinaliza que a retomada da atividade econômica deve ser ainda mais demorada e gradual que a antecipada previamente;
No âmbito externo, o cenário ainda é bastante incerto.  Entretanto, até o momento, os efeitos do fim do interregno benigno têm sido limitados;
A inflação recente continuou mais favorável que o esperado. Há evidências de que o processo de desinflação mais difundida tenha atingido também componentes mais sensíveis à política monetária e ao ciclo econômico;
A inflação acumulada no ano passado alcançou 6,3%, bem abaixo do esperado há poucos meses e dentro do intervalo de tolerância da meta para a inflação estabelecido para 2016;
As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus recuaram para em torno de 4,8% para 2017, e mantiveram-se ancoradas ao redor de 4,5% para 2018 e horizontes mais distantes;
As projeções condicionais do Copom também recuaram em relação às divulgadas no Relatório de Inflação passado, que foram baseadas no conjunto de informações disponíveis até 9 de dezembro de 2016. Dentre outros fatores, os recuos nas projeções foram influenciados por dados de inflação e atividade econômica divulgados desde então. As projeções no cenário de referência encontram-se em torno de 4,0% e 3,4% para 2017 e 2018, respectivamente. Já no cenário de mercado, situam-se em torno de 4,4% e 4,5% para 2017 e 2018, respectivamente; e
Os passos no processo de encaminhamento e aprovação das reformas fiscais têm sido positivos até o momento.
O Comitê ressalta os seguintes riscos para o cenário básico para a inflação:
Por um lado, (i) o alto grau de incerteza no cenário externo pode dificultar o processo de desinflação; (ii) o processo de desinflação de alguns componentes do IPCA mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária requer atenção contínua; (iii) o processo de aprovação e implementação das reformas e ajustes necessários na economia é longo e envolve incertezas;
Por outro lado, (iv) a atividade econômica mais fraca e o elevado nível de ociosidade na economia podem produzir desinflação mais rápida que a refletida nas projeções do Copom; (v) a inflação tem se mostrado mais favorável, o que pode sinalizar menor persistência no processo inflacionário; e (vi) o processo de aprovação e implementação das reformas e ajustes necessários na economia pode ocorrer de forma mais célere que o antecipado.
Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 13,00% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2017 e, com peso gradualmente crescente, de 2018, é compatível com intensificação da flexibilização monetária em curso.
O Copom avaliou a alternativa de reduzir a taxa básica de juros para 13,25% e sinalizar uma intensidade maior de queda para a próxima reunião. Entretanto, diante do ambiente com expectativas de inflação ancoradas, o Comitê entende que o atual cenário, com um processo de desinflação mais disseminado e atividade econômica aquém do esperado, já torna apropriada a antecipação do ciclo de distensão da política monetária, permitindo o estabelecimento do novo ritmo de flexibilização. A extensão do ciclo e possíveis revisões no ritmo de flexibilização continuarão dependendo das projeções e expectativas de inflação e da evolução dos fatores de risco mencionados acima.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel."
Será que o Ilan amarelou? O mercado já estava prevendo uma possibilidade dessa redução de 0,75 p.p., mas para um Copom tão austero e independente, que reduziu 0,25 p.p. na última reunião pular para 0,75 p.p., sei lá... não que eu seja contra ao corte de 0,75 p.p.
Fica claro no comunicado a preocupação com a atividade econômica, o que é louvável, mas o papel do Copom é controlar a inflação. Tudo bem, foi citado que a inflação veio menor que o esperado e está ancorada em níveis satisfatórios para os próximos dois anos e horizontes mais distantes. Mas o risco externo e interno (aprovação efetiva das reformas) ainda persistem e, acredito que o mercado agora vá precificar uma redução mais intensa da taxa Selic, indo para 10% no final de 2017, ou quem sabe até abaixo disso.
Fazendo um contraponto, talvez tenha sido uma bela tacada de mestre. Com a atividade fraca, e o ambiente ameno, acredito que o Copom tenha reduzido ao máximo possível a taxa de juro, e vai pagar para ver o que ocorre até fevereiro (e depois até abril). Se o ambiente continuar favorável, podemos ter um novo corte forte. Acredito que o mercado não vai aceitar menos que 0,50 p.p. e deve esperar novo corte de 0,75 p.p.
Porque isso seria uma tacada de mestre? Trump, a grande incógnita externa, assume no próximo dia 20 e, durante os primeiros 100 dias de governo, pode haver volatilidade, mas será o tempo que o mercado vai avaliar a realidade do novo governo antes de se posicionar realmente. Caso os ventos soprem a favor (dólar e inflação), continuaremos com o afrouxamento monetário, caso contrário, se a inflação voltar a subir, a festa pode acabar. Entretanto, se a taxa Selic ainda estiver alta, como aumentá-la? Agora, se ela estiver mais baixa, mesmo que gerando um pouco de inflação além do previsto, pode-se reduzir ou até interromper o ciclo de queda afetando menos a economia. Sendo assim, acredito que o Copom vai reduzir o máximo possível nas próximas duas reuniões (fevereiro e abril) e ajustar, se necessário, a partir de maio.
Não sei se você concorda ou discorda, mas não se abstenha. Deixe seu comentário para discutirmos o assunto, assim, todos ganham...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Fechamento Dezembro/16 - 4,01% mais perto da IF + primeiro ano do Blog! Medalha, medalha, medalha!!!

Buenas, galera! Dezembro se foi e 2016 também. Foi um ano dos improváveis e das mudanças: Impeachment, Brexit, Trump... mas vejo que foi um ano muito positivo, ao menos, acho que o Brasil termina muito melhor do que começou.
Para mim foi um ano incrível, com um excelente crescimento na minha carteira financeira, embora os imóveis estejam parados, mas imóveis são assim mesmo. No campo pessoal, o nascimento de minha filha, após de mais de uma década de espera foi o evento mais importante do ano, porque não da década.
Também foi o primeiro ano do Blog, o que me deu muito prazer em manter ao longo desses doze meses. Hoje, dia 02/jan, o blog está de aniversário!!!
Mas porque resolvi escrever o blog? Por que sei muito de economia e de TI e posso fazer algo novo e interessante? Não, longe disso... não sou da área econômica e sou um zero à esquerda em TI. Os motivos para iniciar o blog foram: entender um pouco mais sobre esse mundo das conexões sociais, estar mais ligado ao meu filho (pré adolescente) e, se possível, incentivá-lo a gostar de investimentos. Para mim seria mais fácil escrever sobre alimentos, aditivos e conservantes, contaminação, formulações de biscoitos, linguiças, mortadelas, salsichas, salames, queijos... mas, para mim, isso iria acrescentar muito pouco, então busquei escrever sobre investimentos. Assim, estou aprendendo algo novo a cada post, lendo os blogs dos amigos e com as trocas de idéias.
No mês de dezembro dediquei-me a finalizar o ano na empresa, com as visitas de final de ano e entrega de brindes aos clientes e, depois, engatei as férias. Vinte dias, até dia 09/jan, que estou interrompendo para postar. Nos investimentos, também tirei "férias" e foquei quase todos os aportes na renda fixa e dólar.
Vamos aos resultados de dezembro:
 
  • Evolução da carteira financeira: R$ 14.646 (4,01%)
  • Aportes: R$ 10.767 (2,95%)
  • Valorização da Carteira: R$ 3.878 (1,03%)

Renda Variável:

  • Ações: dezembro foi mais um mês negativo na carteira de ações
    • Valorização: -2,72%
    • Compras: 100 WEGE3 R$ 1.448,46
    • Proventos: R$ 486,35
  • Fundos Imobiliários: o mês foi de valorização para a carteira de FIIs
    • Valorização: 0,70%
    • Compras: R$ 1.350,42 sendo: 200 FFCI11 R$ 325,09 + 10 MFII11 R$ 1.025,33
    • Proventos: R$ 387,82

Renda Fixa:

  • Tesouro Direto: boa valorização em dezembro e aportei quando houve a alta dos juros no início do mês
    • Valorização: 2,52 %
    • Compras:R$ 3.778,59 sendo: 0,88 TD-IPCA19 (R$ 2.256,20) + 0,17 TD-IPCA24 (R$ 317,19) + 1,25 TD-IPCA35 (R$ 1.205,20)
  • Outras Rendas Fixas:
    • Valorização: 1,06%
    • Aportes: R$ 2.064,15

Reserva Cambial:

  • Doletas: tiveram um bom aporte, mas a rentabilidade foi negativa.
    • Valorização: -3,52%
    • Aporte (fundo cambial): R$ 3.000,00

Principais pontos de 2016:

  • Evolução patrimonial da carteira financeira: R$ 166.722 (+78,58%)
  • Valorização da carteira financeira: 17,46%
  • Aportes: R$ 110.216 - média superior a 9k / mês
  • Ações: valorização de 39,74%
  • FIIs: valorização de 24,83%
  • Tesouro Direto: valorização de 21,90%
  • Outras Rendas Fixas: valorização de 6,75%
  • Doletas: desvalorização de 2,86% (aportes iniciaram em junho)
  • Diminuição da exposição em imóveis de 70,1% para 56,8% sem girar patrimônio, apenas pelo aumento da posição em outros ativos

E 2017?


Eu já tenho minhas expectativas para o ano, mas prefiro colocar num próximo post para não deixar esse tão longo. O que gostaria de adiantar é que espero um ano bem positivo e vejo dois fatores principais de instabilidade:
  • Prosseguimento do governo Temer
  • Realidade do governo Trump
  • Obviamente, existem várias hidden threats, mas isso é tão complicado de avaliar como contemplá-las num planejamento (ao menos para mim)
Sendo assim, o que pretendo é:
  • Manter o mesmo ritmo... aportes em renda fixa, ações, fundos imobiliários e dólar
  • Crescer 35% na carteira financeira, passando dos 500k
  • Com o crescimento acima, a exposição em imóveis cairia para menos de 50%, mantendo a mesma avaliação dos imóveis
  • Alterar minha carteira financeira para 30% RV, 65% RF, manter as doletas em 5%. 
Com um pequeno delay no tema, U2 - New Year's Day