sábado, 5 de agosto de 2017

Fechamento de Julho/17 -

Sinto que o crescimento do mês
passado foi fogo de palha...
Buenas, galera! Esse mês voltamos à ciranda de sempre... sem crescimento na carteira financeira, mas também quase sem queda. Um encolhimento de 0,07% - estável. Pois é, minha via crucis deve seguir por mais dois meses.

Então vamos ao desempenho:

A CARTEIRA FINANCEIRA diminuiu 0,07%a CARTEIRA GLOBAL avançou 1,5%. Em 2017 o crescimento foi 7,6% para a Financeira e 18,1% para a Global. Abaixo seguem os comparativos da Carteira Financeira frente aos principais indicadores e a atual distribuição das carteiras (Financeira e Global).

Aporte? Não esse mês! Novamente draguei a carteira financeira, mas o dinheiro não desapareceu. Virou mais um pedaço de terra. Embora sem valores, o gráfico aportes mostra que a classe mais castigada nesse mês foi a de Outras Rendas Fixas, enquanto que o TD recebeu um pouco da mascada. Ações também cederam capital e FIIs receberam um leve aporte. No total, o desfalque foi significativo. Apenas as doletas permaneceram sem aporte nem retiradas.

Perdas e Ganhos



A carteira teve uma valorização interessante de 1,83%. Continua superando o CDI, IFIX, Poupança, Dólar e IPCA. Neste mês ficou para trás apenas do Ibovespa.

Ações valorizaram 4,44% no mês, levemente abaixo do Ibovespa (4,80%). Os destaques do mês foram BBAS3 e HGTX3 e, na ponta negativa, TUPY3 foi a única ação com queda na carteira.

FIIs valorizaram 0,30% que, embora baixo, performou melhor que o IFIX (-0,39%). O destaque do mês foi a queda de BRCR11.

Outras Rendas Fixas valorizaram 0,99% contra 0,80% do CDI, em linha com os demais meses.

Tesouro Direto após dois meses no marasmo, voltou a turbinar e encerrou julho com valorização de 2,74%. O TD-IPCA+35 que vinha afetando negativamente os resultados dos últimos dois meses, subiu 4,69% em julho dando uma boa ajuda na carteira

Reserva Cambial seguiu a queda do dólar no mercado e ficou negativa em 4,76%. No entanto caiu menos que o Dólar Comercial (-5,92%).

Bola de Cristal


Quem sabe teremos alguns momentos de tranquilidade. Será? No final de junho não via um cenário muito positivo, mas a condenação de Lula e a força do governo deram um ânimo ao mercado.

No entanto não vejo nenhum desses fatos como algo duradouro. A condenação de Lula foi em primeira instância e pode ser revertida ou não ratificada pela segunda instância até o pleito de 2018. De concreto deu a ele um motivo claro para candidatar-se: foro privilegiado.

A força de Temer... salvou o pescoço dele, mas não sei se terá força para seguir com as reformas, em especial a da previdência. Tomara que sim e que não saia muito caro. Eu preferia o Maia no lugar dele nesse momento, mas vamos em frente.

Ações: parecia que a consolidação iria romper para baixo, mas vieram boas novas e as ações decolaram. Em especial as estatais que ainda estavam mais atrás na recuperação. Claro, isso tudo tem influência no curto prazo, no longo prazo tanto faz. O foco é boas empresas e aportar constantemente. No meu caso, só manutenção até retomar o poder de aporte.

FIIs: continuo acreditando na resiliência deles, embora parece que estão mostrando esgotamento. Acho que o fim do ciclo de queda dos juros pode trazer uma realização nos papéis.

Juros: a queda de 100 bps foi concretizada em 25 e 26/07. Por hora acredito que teremos mais um corte igual em setembro. Vamos ver se os TDs indexados cedem um pouco mais pois quero realizar o lucro de alguns títulos...

Dólar: caiu forte em Julho ao perder os 3,20 e acredito que vai enroscar na casa dos 3,10. Continuo sem aportar.

Som de hoje: Megadeth - Holy Wars

sábado, 29 de julho de 2017

DIs longos flertando com o patamar pré-Joesley

Buenas, galera! Um post rápido apenas para atualizar o comportamento dos juros futuros.

Na última postagem havia comentado que os DI1F19 já havia retornado ao patamar pré-crise, enquanto que o DI1F25 ainda estava sobre uma resistência e que, assim que rompida poderia tomar trajetória até a faixa de 10,00. Isso ocorreu na semana seguinte com o mercado acreditando no corte dos juros pelo COPOM.
1. O gráfico verde e vermelho é o DI1F19 e o azul e rosa o DI1F25
2. No dia 17/05 marcado pelas setas verdes os DIs estavam em ancorados nos suportes de 8,70 (DI1F19) e 10,00 (DI1F25) e, no dia seguinte, subiram na faixa de 130-150 bps.
3. O DI1F25 encontrava-se sobre o suporte na região dos 10,60. Logo depois da linha pontilhada do retângulo da consolidação ele rompeu a consolidação e passou pela antiga resistência dos 10,41 vindo testar os 10,00.
4. Depois desse movimento acredito que ele permaneça testando os 10,00 por um tempo antes de romper e cair em direção aos 9,60 e, depois, 9,20. Vale lembrar que as incertezas políticas afetam muito a curva desse DI.
5. O DI1F19 também caiu e com mais vontade. Isso porque as incertezas o afetam menos, uma vez que tem prazo curto. Não vejo muito mais espaço para queda no DI1F19 que deve acompanhar a expectativa da Selic para o final de 2018. Como já está em 8,00/8,10 pode cair quanto mais? 50, 100 bps? Será que teremos Selic abaixo de 7,5 ou 7? Temos que aguardar, mas eu considero 7,5.

Quanto ao Tesouro Direto, como esperado o TD-IPCA+19 caiu forte acompanhando a curva do DI19. O mesmo podemos falar sobre o TD-Pré+23 que retornou ao patamar pré-Joesley.

Já os TD-IPCA+24, TD-IPCA+35 e TD-IPCA+45 estão mais céticos e guardando um pouco de incerteza.
Pré23 -5pp: TD-Préfixado venc. 2023 com 5 pontos percentuais a menos
Fiz isso para ficar mais fácil de visualizar no gráfico
Para facilitar, tracei linhas horizontais partindo do ponto em que estavam as taxas dos TDs no dia 17/05.
TD-IPCA+19: linha mais baixa - está na cota de 4,60
TD-Pré+23: próxima linha - está na cota de 5,03 (portanto o valor correto é 10,03)
TD-IPCA+24/35/45: logo acima da linha do TD-Pré+23 - está na cota de 5,10

Sendo assim, continuo aguardando o TD-IPCA+35 chegar ao patamar pré-crise para trocar um pouco desse título para TD-Selic23.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Os juros futuros 51 dias após a delação da JBndeS!

Buenas, galera! Lembram do dia 18/05/17? Eu lembro, e como lembro. Estava bem confiante na queda dos juros dos TD-IPCA, tanto que no dia 17 havia postado um estudo gráfico sobre as curvas de juros DI1F19 e DI1F25 - Juros Futuros - em queda aguardando a reunião da turma do Ilan

Eis que veio a delação da JBS e os juros subiram. No dia seguinte eu iria vender parte dos TD-IPCA35 que tenho e colocar em TD-Selic. Como diz meu herói Maxwel Smart "foi por um tantinho assim!"

Paciência, não tenho o poder de prever o futuro, então VTNC-PQP!!! Aproveitando o problema para estudar mais e acompanhar a evolução gráfica, percebo que hoje, 51 dias após a delação, a curva de juros curta (2019) já retornou ao mesmo patamar de 17/05, enquanto que a longa (2025) ainda está bastante acima do seu ponto na mesma data. Motivo para isso? Para mim é a instabilidade e incerteza política. Temer cai ou não cai? Maia assume e pode estar envolvido na Lava Jato? Quem tem chances nas eleições de 2018 que já começaram? 

Minha cara quando as taxas subiram e eu não tinha vendido
os títulos que queria ainda
Sim, essa idiotice de eleições antecipadas é besteira que só serve para discurso de demagogo. Nem quem defende essa burrice acha que é viável, mas para efeito de discurso e se fazer de vítima se prestam a defender uma causa perdida. Para termos a eleição antecipada, esta precisa ser aprovada através de uma PEC e, aí, até ser discutida, aprovada, e efetivamente colocada em prática... estaremos no pleito de 2018. Ou seja, é como tosquiar porco, muito berro e nada de lã!!!

Bom, mas o assunto era o gráfico de juros, correto? Então vamos lá. 
1. O gráfico verde e vermelho é o DI1F19 e o azul e rosa o DI1F25
2. No dia 17/05 marcado pelas setas verdes os DIs estavam em ancorados nos suportes de 8,70 (DI1F19) e 10,00 (DI1F25) e, no dia seguinte, subiram na faixa de 130-150 bps.
3. O DI1F19 caiu rapidamente até o antigo suporte de 9,20 e logo rompeu retornando ao mesmo patamar pré-crise (seta vermelha). Ou seja, até 2019 pouco coisa vai influenciar a trajetória dos juros e o mercado já estima a Selic na faixa de 8,00 então pode cair mais um pouquinho.
4. O DI1F25 também caiu rápido mas encontrou suporte nos 10,60. Esse ponto serviu como resistência de meados de fevereiro até final de abril. Acredito que assim que rompido esse suporte, poderemos ter uma rápida queda até os 10,00 e poderei vender parte dos meus preciosos.
5. Vejo o DI1F25 consolidado no quadro verde e, ao meu ver, o motivo dessa consolidação é a incerteza política. O preço das reformas subiu e nem tudo o que estava previsto vai passar, além de não sabermos se vai passar. Então acho justo e até barato o mercado cobrar esses 60 bps pela nossa safadeza.

Isso explica porque as curva do TD-IPCA+19 (azul claro) já está praticamente no patamar pré-crise enquanto que as taxas dos mesmos títulos com vencimentos mais longos (24, 35 e 45) e o TD-Pré23 ainda estão substancialmente acima do patamar pré-crise.
Pré23 -5pp: TD-Préfixado venc. 2023 com 5 pontos percentuais a menos
Fiz isso para ficar mais fácil de visualizar no gráfico
No gráfico acima percebe-se que as curvas amarela (TD-IPCA35) e azul escuro (TD-IPCA45) andam juntas mesmo, pois estão sobrepostas.

O TD-Pré23 teve uma subida maior, mas também uma queda mais rápida. Felizmente (assim espero) na época da explosão comprei esse título ao invés dos indexados.

Bueno, o texto já ficou longo e então hoje vamos parando por aqui mesmo!

Abraço e sucesso a todos!!!

Ah! Sim, hoje tem clipe... tupiniquim... Ultraje a Rigor (Dinheiro)


domingo, 2 de julho de 2017

Fechamento Junho/17 - de volta ao crescimento! Medalha, Medalha, Medalha!

Buenas, galera! Esse mês foi incrível. Eu estava aguardando uma nova queda na carteira financeira, mas eis que para minha grata surpresa, tive uma pequena evolução de 0,55%. Como desde fevereiro não via esse número positivo, isso foi ótimo! Outro fato que me alegrou é que, após três meses de retiradas, esse mês tive aporte na carteira. Foi pouco, 0,41% sobre o saldo do mês passado, mas também é animador.

Como ainda tenho três meses de investimento forte no projeto do reflorestamento, estou ciente que os números podem voltar ao negativo nos próximos fechamentos.

Então vamos ao desempenho:

A CARTEIRA FINANCEIRA cresceu 0,55% e a CARTEIRA GLOBAL avançou 1,8%. Nos seis meses de 2017 o crescimento foi 7,7% para a Financeira e 16,3% para a Global. Abaixo segue os comparativos da Carteira Financeira frente aos principais indicadores e a atual distribuição das carteiras (Financeira e Global)




Em Maio, não fui muito feliz em aportar em ações, pois comprei antes do dia 18 - paciência! Mesmo entendendo que tudo pode mudar a qualquer hora, optei por diminuir a exposição em ações e manter mais recursos na renda fixa. Gostaria de estar fazendo o contrário, porém os compromissos assumidos não permitem.

Perdas e Ganhos


A carteira teve uma valorização de 0,14%. Continua perdendo para todos os benchmarks, inclusive para a poupança, mas nesse mês ganhou da grana que ficou na carteira.

Ações, novamente tiveram o pior desempenho do mês, caindo 1,14% e perdendo para o Ibovespa que valorizou 0,30% em Junho. ESTC3 foi a ação que mais impactou negativamente o resultado, enquanto que CVCB3 foi a que teve o melhor desempenho.

FIIs valorizaram 0,64% e perdeu para o IFIX (+0,85%). O destaque do mês foi FIGS11 que valorizou 14,54%. Nesse mês aumentei a posição em RNGO11 e inclui SDIL11 na carteira.

Outras Rendas Fixas valorizaram 1,08% contra 0,81% do CDI, e nesse mês foi a melhor rentabilidade da carteira.

Tesouro Direto novamente ficou estável, com valorização de 0,01%. Novamente a ponta negativa foi o TD-IPCA35 com queda de 0,94%, enquanto que os pós-fixados tiveram o melhor desempenho. Achei estranho o descasamento das rentabilidades dos pré-fixados, onde os títulos com cupom tiveram queda acentuada enquanto que os sem cupons tiveram uma boa rentabilidade. Acredito que o extrato esteja considerando o pagamento dos cupons que ocorrem no primeiro dia útil de julho. Se for isso mesmo, em poucos dias essa distorção corrige. 

Reserva Cambial embora o dólar comercial tenha valorizado 2,41% no mês, minha reserva cambial apresentou queda de 0,40%.

Bola de Cristal


Não vejo muita novidade no ar... incertezas e incertezas. O ambiente externo arrefeceu e o interno parece estar caminhando para um acordão.

Posso estar errado, mas acredito que a pizza está assando. STF baixou a guarda, a amnésia seletiva toma conta dos investigados, o pleito de 2018 já está correndo... e as reformas? Se sair a trabalhista sem muita descaracterização, já considero lucro.

Lula 2018? Acho que mesmo sem condenação ele não se candidata, ou entra na corrida sem muita vontade. Vamos aos fatos: governar com dinheiro é bom, governar sem dinheiro é o problema. De todos os defeitos que vejo nele, a falta de esperteza não é um deles.


Ações: até o final de junho via o cenário consolidado. Acredito que o viés de baixa deve prevalecer, mas o que acho e o que vai acontecer nem sempre convergem.

FIIs: continuo acreditando na resiliência deles.

Juros: continuo acreditando na queda. Recessão e baixa inflação devem pressionar a próxima reunião do COPOM em 25 e 26/07. Imagino um novo corte de 100 bps na taxa Selic.

Dólar: mostrou força em Junho e encostou em 3,35 - acima da zona de estabilidade que eu considerava (3,20 - 3,30). Continuo sem aportar.

Clipe de hoje: Wild Flower (The Cult)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Educação financeira de pai para filho. Final feliz para o episódio do vídeo game.

Buenas Galera! Em janeiro desse ano escrevi esse post contando a saga do meu filho para a troca do seu videogame.

Na época ele já vinha poupando há quase dois anos para isso e, nesse último final de semana, ele conseguiu realizar o seu objetivo. Foi uma conquista que me deixou muito orgulhoso. Durante essa caminhada ele abdicou de pegar empréstimo para antecipar a compra e poupou religiosamente com foco no longo prazo. Conheço muitos adultos que não demonstram a mesma paciência e perseverança desse garoto de 13 anos.

Lembro-me de quando fiz minha primeira venda e meu chefe disse que para vender R$ 100,00 ou R$ 100.000,00 usava-se o mesmo processo. Hoje com mais experiência entendo que isso é verdade, e ouso a dizer que, para conquistar a IF ou comprar um bem desejado também se usa mesmo processo. Muda-se o objetivo, mas a disciplina e o foco no longo prazo devem ser o mesmo.


Mudando radicalmente de assunto, mas mantendo a tradição de minhas chamadas para a Doação de Sangue, no último dia 14 foi o Dia Mundial do Doador de Sangue. Não doei sangue nesse dia, pois ainda não faz 60 dias da minha última doação, mas, assim que estiver apto a doar novamente, eu farei nova doação.


domingo, 11 de junho de 2017

Fechamento Maio/17 - tá ruim mas tá bom!

Buenas, galera! Meu último post foi dia 16/05 e nele comentei sobre a expectativa otimista que o mercado estava com a queda dos juros futuros Juros Futuros - em queda aguardando a reunião da turma do Ilan. Bem, um dia depois o bicho pegou, houve a delação da JBS e isso atingiu em cheio o governo Temer. Olha o que aconteceu com o Ibovespa - coitado!!!

Vínhamos numa bela alta desde o inicio de 2016 e o mercado esperava o rompimento da resistência dos 69.478 pontos (linha amarela). Aí, após o fechamento do mercado no dia 17/05 veio a notícia da delação e, no dia 18, o sell-off com o rompimento da LTA (linha azul) que suportava a alta desde o final de janeiro de 2016. Bueno, eu também apostava no rompimento da máxima e estava reforçando posições... paciência, fiz algumas compras no topo, mas sem estresse, no longo prazo tudo se resolve.

No dia 18? Nem operei. Primeiro não iria vender no pânico e, depois, tinha uma reunião com cliente marcada para as 10 da manhã que emendou com um almoço, ou seja, só fui ver o que estava acontecendo com o Ibov aí pelas 14:00.

E agora José? Agora, estou em compasso de espera, até porque tenho alguns compromissos e não tenho pressa em aportar. Entendo que o mercado consolidou e as bombas políticas vs os avanços das reformas vão ditar o rumo. Particularmente acredito que teremos mais correções, mas só o tempo dirá o que realmente vai acontecer.

Então vamos aos resultados:

A CARTEIRA FINANCEIRA encolheu 1,2%, o que já era esperado, mas a CARTEIRA GLOBAL avançou 1,1%, devido ao pagamento de mais uma parcela da terra.

No mês passado, havia diminuído a exposição em ações e comprado algumas doletas quando os pilas ianques caíram a 3,10 - bendita hora!!! Em Maio reforcei as ações e não aportei em dólar. Infelizmente, comprei a maior parte das ações antes do dia 17. A limada em Maio ficou concentrada em CDBs e TD.

Perdas e Ganhos


A carteira teve uma desvalorização de 0,3%, ou seja, perdeu para o CDI e para o IFIX e até para a poupança (+0,58%.) Na realidade, perdeu até para a grana que ficou na carteira, mas ganhou do IBOV.

Ações, ao contrário do mês passado, tiveram o pior desempenho do mês, caindo 4,24% e perdendo para o Ibovespa que perdeu 4,12% no período. BBAS3 foi a ação que mais impactou negativamente o resultado, enquanto que WEGE3 foi a que teve o melhor desempenho.

FIIs valorizaram 1,28% e bateram novamente o IFIX (+1,02%). O destaque do mês foi HGRE11 que valorizou 9,19%.

Outras Rendas Fixas valorizaram 1,11% contra 0,93% do CDI - nada mal, para 'perda fixa' como alguns chamam.

Tesouro Direto caiu 0,01%, ou seja, ficou praticamente estável, mas por ser uma renda fixa muitos esperam rentabilidade positiva. No entanto, papéis que tem marcação a mercado variam, e tornam a renda fixa não tão fixa assim. Novamente o principal impacto negativo veio do TD-IPCA35 que, embora tenha caído apenas 0,57%, devido ao seu peso na carteira foi o que mais contribuiu para o resultado negativo.

Reserva Cambial foi o grande drive positivo da carteira no mês. A valorização foi de 4,72% superando o dólar comercial (+1,93%).

Bola de Cristal


No último mês dividi as expectativas entre os fronts externo e interno.

No front externo minhas considerações ficavam a cargo da economia chinesa, tensões entre Coréia do Norte e EUA, política fiscal do Trump e as eleições francesas. Das quatro, a economia chinesa muito me preocupa e não entendo porque os mercados estão ignorando esse problemas - talvez os tubas estejam desovando suas posições bem quietinho, sei lá, mas algo não me cheira bem.

Já no front interno eu me mostrava bastante pessimista, porém não imaginava uma bosta tão grande. Não defendo o Temer, até por que, para mim, é tudo farinha do mesmo saco, mas esperava que ele remasse até 2018 com certa blindagem tranquilidade para que as reformas fossem aprovadas.

Agora, com todos os nossos problemas internos, os externos podem até contribuir, mas não devem piorar muito a toada por aqui.

Ações: acho que devem sofrer bastante. Espera-se que os bancos entrem na ciranda das delações, novas denúncias devem aparecer e envolver o nome do presidente... Mas, o que mais temo, é que os nomes da área econômica sejam ligados a alguma falcatrua e passemos a ter incerteza da continuidade desse time. O pulga que está atrás da minha orelha: Henrique Meirelles - presidente do Conselho de Administração da J&F Investimentos de 2012 a 2016.

FIIs: acredito que sejam mais resilientes pois a precificação está muito mais atrelada à queda dos juros do que a política.

Juros: acredito que continuem em queda e pela expectativa de recessão, associada à baixa inflação. Não me surpreenderia se o mercado passasse a precificar uma queda de 100 bps para a próxima reunião. Se for aportar, provavelmente os pós fixados sejam minha classe preferida no momento.

Dólar: parece ter encontrado uma zona de estabilidade entre 3,20 e 3,30. Por hora não pretendo aportar, a não que demonstre força para subir acima de 3,35 e se manter.

Clipe de hoje: RISE (PIL) - Live at Glastonbury 2013. Pois é, com a idade os quilos não chegaram só para mim. I could be wrong, i could be right - who knows, wherever...

terça-feira, 16 de maio de 2017

Juros Futuros - em queda aguardando a reunião da turma do Ilan

Buenas Galera! Faz algum tempo que não falo mais sobre os juros futuros, mas estamos numa época de expectativa da nova taxa de juros básicos definido pelo COPOM e o tema está na pauta - o último post foi este.

Inflação abaixo das expectativas, recessão e queda no risco país pavimentam a estrada ladeira abaixo para os juros futuros que, ao meu ver, devem continuar seu movimento de baixa - bolsa e títulos pré-fixados agradecem!

Gosto de rever o que escrevi no passado e comparar com a atualidade. Na época escrevi que esperava que o DI1F19 perdendo o suporte de 9,80 (linha verde) caminharia rumo aos 8,70 (linha rosa) com um possível suporte na região de 9,20 (linha amarela). Esse suporte de 9,20 se concretizou levemente acima (por volta de 9,30), o que considero bem aceitável. Agora espero que o DI1F19 permaneça na região de 8,70 pelo menos até a próxima reunião do COPOM. A partir daí não existem mais suportes gráficos, mas não acredito em uma queda muito acentuada, uma vez que hoje o mercado projeta uma Selic na faixa de 8,20 (média) para o final de 2018.

Bom, mas para quem está posicionado em TD-IPCA ou TD-Pré o mais importante não é o DI1F19 e sim o DI1F25. Isso porque 2019 está logo aí e os movimentos não refletem mudanças significativas nos preços desses títulos. Por outro lado, o DI1F25 já trás uma curva mais longa e impactos maiores nos valores dos títulos - no meu caso, o TD-IPCA35. Esse gráfico é mais influenciado pela instabilidade política e econômica, trazendo mais volatilidade à curva. Isso explica o repique no final de abril, por exemplo.

O andamento das reformas e o julgamento da chapa Dilma-Temer devem trazer volatilidade. A aprovação das reformas e a manutenção do presidente devem confirmar o rompimento do suporte atual (10,05 - linha pontilhada branca). Como escrevi no post anterior, esse DI não tem mais suportes e deve criar seus novos pontos de suportes e resistências, mas acredito em um suporte na faixa de 9,45 (linha pontilhada laranja)... vamos ver!