sexta-feira, 31 de março de 2017

A carne continua fraca...

Buenas galera! Nessa altura já deveria estar preparando o post do final de mês com rentabilidade, etc., mas estive extremamente ocupado nessas duas últimas semanas e ainda estava devendo mais um post sobre a Carne é Fraca, então la vai...

Conforme eu havia comentado no post A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte? o papelão na carne era um papelão da fiscalização, realmente comprova-se que isso é absurdo. Colocar papelão no CMS significa entrar com caixas de papelão no setor que produz CMS, o que não é permitido. Provavelmente estava faltando bandejas plásticas para os sacos de CMS serem depositados e irem para o congelamento - a "solução" seria depositar os sacos de CMS em caixas de papelão e enviar assim para o túnel de congelamento. Caso o CMS não seja congelado logo é bem provável que seja condenado (enviado para ração animal).

O outro absurdo foi o que publicaram sobre o ácido ascórbico (vitamina C). No post eu comento que deveria ser outro produto entre eles o ácido sórbico, justamente o que o delator Daniel Gouvêa Teixeira citou em entrevista ao Fantástico. Agora, não fizeram pesquisa de formol, o que é mais grave.

Na mesma entrevista o fiscal agropecuário diz que um frigorífico usava 94% de CMS no produto. Bom, aí tem algum erro de matemática: o frigorífico estaria usando 94% de CMS, mais Fécula de Mandioca, mais Proteína de Soja, mais Sal, até 10% de água, mais condimentos, antioxidante, estabilizante... ops! passou muito dos 100%.

Na minha opinião, a legislação sobre carnes no Brasil é muito rígida e atrasada. O RIISPOA que é a Bíblia da Inspeção é de 1952 e teve uma maquiada em 2016. Por exemplo:
  • Permite-se adicionar até 3% de água em produtos frescais e até 10% em produtos cozidos. Na vida real isso é bem diferente
  • É permitido uso de amido em salsichas e apresuntado (máximo 2%), mortadelas, fiambres e embutidos cozidos (máximo 5%). Não é permitido em linguiças (inclusive calabresa cozida) e presunto
  • É permitido uso de 2,5% de proteína de soja em algumas linguiças e 4% em salsichas, mortadelas e embutidos cozidos
  • Não é permitido o uso de corante artificial em produtos cárneos
  • É permitido o uso de ácido sórbico e seus sais (sorbatos) somente na parte externa, nunca na massa
  • Não é permitido o uso de CMS em produtos frescais
Enfim, o que enumerei acima são apenas exemplos da legislação, mas que em muitos casos não são seguidos e nem fiscalizados. A fiscalização é falha e o ramo é promíscuo.

Na minha opinião, as fraudes sanitárias deveriam ser fortemente combatidas, como o uso de CMS em produtos frescais e o controle microbiológico de carnes e produtos cárneos. Pega o produto no ponto de venda e analisa - simples assim! Depois vai ter choro, porque a culpa é do mercado que não conservou, ou a culpa é da industria porque produziu sem higiene, etc. mas saúde é saúde.

Quanto as fraudes econômicas, como a adição de água, fécula, proteína fora do limite permitido, penso que a legislação deveria ser mais branda e deixar o produtor mais livre desde que informe no rótulo do produto o que está vendendo. É assim em outros países. Então, se quero vender salsicha com 10% de fécula, tudo bem, desde que esteja informado no rótulo. Aí cabe a fiscalização conferir se o informado bate com o produzido.

Vejam como a legislação atual favorece ao infrator: se o Frigorífico A produzir salsicha com 2,1% de amido, terá a mesma penalidade de um Frigorífico B que venha a produzir com 10% de amido. Então, se é para correr o risco, corre-se para ganhar bem, ou seja, o crime tem que compensar.

Isso não é de hoje, no tempo em que haviam aqueles frangos caixa d'água, que eram injetados até o máximo, se você injetasse 10% ou 60% a multa era a mesma. E, além disso, quando um frigorífico era multado, ele já tinha ganho 10x ou mais o valor da multa no frango injetado que tinha vendido. Já faz quase dez anos que não se injeta mais, o MAPA lacrou as injetoras, mas ainda tem alguns artistas que conseguem, não só em frango, mas em carne suína e bovina também. 

Se quiserem encontrar fraudes em embutidos, segue a lista:

  • Presença de corante artificial
  • Presença de amido acima do permitido e em produto que não é permitido
    • Salsicha e apresuntado (máx 2%)
    • Mortadela e fiambre (máx 5%)
    • Presunto e linguiças (qualquer tipo, inclusive calabresa cozida) não é permitido
  • Presença de ácido sórbico e seus sais em linguiças, mortadelas, salsichas, etc.
  • Presença de CMS acima do limite ou em produtos onde não é permitido - essa análise é mais difícil, pois precisaria de uma análise de DNA
Mudando de assunto (pero no mucho), hoje saíram novos laudos de produtos dos frigoríficos que haviam sido interditados. Resultado: tudo dentro dos padrões!!! Entretanto, não analisaram os parâmetros que estavam fora na primeira análise como teor de amido e presença de ácido sórbico e seus sais.

Bueno, vamos encerrando por aqui, que tenho mais algumas fórmulas para conferir... enquanto alguns choram, outros vendem lenços, né?

Clipe de hoje: Janaynna e Jorge & Mateus ¨A carne é Fraca¨


domingo, 19 de março de 2017

Pagando a conta!!!

Adios mi cerdo!
Buenas, galera! Gostei muito de escrever o post passado A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte?, sobre a operação Carne Fraca da PF. A repercussão foi interessante e devo voltar ao tema em breve. Entretanto, hoje retorno ao projeto da produção de eucaliptos, falando sobre a aquisição da terra. Então, quebrei o porquinho e tô raspando a guaiaca... amanhã pago a entrada referente a aquisição da terra. Sinceramente, dá dó em baixar as aplicações, vender FIIs, vender Ações... mas, como diz um filósofo amigo meu:

Quem tem medo de cagar, não come!!!


Bueno, vamos nessa, pagar a entrada e suar para honrar as cinco prestações. A negociação foi a seguinte: entrada de 45% do valor total e cinco prestações mensais de 11% cada. Isso vai representar, na teoria, um desfalque cerca de 30% da minha carteira de investimentos. Dói na alma!!! Na prática, pretendo reduzir esse impacto pois boa parte do valor vai sair dos aportes mensais que não farei... continua doendo na alma!!!

Porque parcelei? Primeiro, pois eu teria que vender muitos ativos e não estava seguro que essa seria a hora. Segundo, porque o vendedor iria descontar apenas o valor do rendimento da poupança para um eventual pagamento à vista. E, em terceiro lugar, costumo parcelar imóveis e serviços - imóveis para avaliar se não tem nenhum problema escondido embora a documentação da terra esteja toda ok; e serviços pois quero saber se o que foi feito funciona antes de pagar.

Porque não financiei em prazo maior? Conseguir financiamento para imóveis rurais não é fácil, inclusive não encontrei nenhuma modalidade direta para isso. As opções que eu teria seriam contrair empréstimo pessoal; fazer um empréstimo com garantia em imóveis/automóvel; e consórcio. Colocar a terra em garantia não passava pela minha cabeça, pois DIZEM que o crédito rural para custeio é interessante - aí por setembro devo ficar sabendo. Assim, evitei ficar com a terra alienada.
Mansão do Mutley

De todas as opções de financiamento a melhor seria via consórcio. Comprar um carta e dar o lance para contemplação, o que, na média, ficaria num CET de aproximadamente 0,9% a.m. Não é alto como um empréstimo, mas não é nada vantajoso ao meu ver - prefiro apertar agora e não dever nada.

Next steps... os próximos passos são (1) a busca de fornecedores para as mudas, e a turma para realizar o plantio; (2) providenciar as ligações de energia e água potável para a propriedade; (3) definir o projeto da "mansão" que vou construir no sítio e avaliar os custos para isso. Tenho uns cinco meses para pesquisar bem e acertar tudo - obviamente que a prioridade são as mudas e o plantio.

O contrato e o advogado!!! Já ia esquecendo... contratei um advogado para assessorar na 'negociação'. Na verdade apenas para orientar nas cláusulas do contrato de compra e venda. O custo é baixíssimo comparado ao valor do investimento, e parti do princípio de que prefiro pagar um advogado sem necessidade agora do que ter que correr atrás de um por necessidade depois.

Riscos de compra na propriedade rural: como todo o imóvel é importante verificar se há algum impedimento sobre o mesmo antes da compra. No caso dos imóveis rurais, eles podem ser reserva indígena, podem estar averbados como reserva legal (RL) para outra área ou da mesma, podem ser ou conter uma fração muito elevada de áreas de preservação permanente (APP), podem ser parques nacionais, estaduais ou municipais (na sua totalidade ou em parte), podem conter ônus diversos, estarem hipotecados, estarem em disputa judicial, fazerem parte de inventário ainda não finalizado, terem cédulas pignoratícias, etc. Então, como não é meu cotidiano, prefiro delegar essa verificação para alguém competente, no caso um corretor de imóveis e/ou um advogado.

Bom, vou encerrando por aqui para amanhã ir em busca da mascada... e, seguindo a sugestão do amigo VC1KK, vou mudar drasticamente a linha dos clipes que coloco nas postagens...


sexta-feira, 17 de março de 2017

A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte?

Buenas, galera! Hoje acordei com uma boa notícia: a Operação Carne Fraca da PF. Surpreso? Não, conheço bem essa turma e o que a imprensa está publicando não é novidade para mim. Sim, tem algumas coisas que talvez não seja bem assim.

Antes de continuar a falar sobre a operação de hoje, gostaria de retornar à dezembro de 2015, quando, na Universidade de Umuarama/PR, foi constatada a presença de formol em carnes da JBndeS. Obviamente a empresa negou e ficou por isso mesmo. Agora, novamente a 'santa' empresa da família Batista Sobrinho está na maracutaia. Sim, não está sozinha, a BRF também figura na bagunça, junto com algumas outras menores, mas não menos culpadas.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/exame-laboratorial-encontra-formol-em-lote-de-carne-vendido-no-parana-cdqtai0kc7x22ck50kryx5mv6
Retornando à operação da Polícia Federal, como comentei, não me causa a menor surpresa o que li na imprensa. Já participei de diversos projetos em frigoríficos para aumentar o shelf-life de produtos. Isso não é errado? Não, bem ao contrário! Aumentar a validade de um produto melhorando o processo, usando matérias-primas, ingredientes, aditivos e coadjuvantes corretos e na quantidade segura, é louvável. Entretanto, recuperar carne estragada, maquiar um processo ineficiente, fraudar os produtos economicamente, isso é deplorável.

Agora, três situações que saíram na imprensa me parecem que não são bem assim:

Carne de cabeça em linguiça: em alguns meios de comunicação foi exposto que não se pode usar carne de cabeça em embutidos. Na verdade, a legislação permite o uso de carne de cabeça em embutidos que sejam submetidos a tratamento térmico. Exemplificando, pode-se usar carne de cabeça em linguiça calabresa cozida, mas não pode em linguiça calabresa frescal. Carne de cabeça não são os miolos, e sim as aparas da cabeça após a retirada da máscara (pele + orelhas). Na Itália e na França existe uma iguaria feita com a bochecha suína e bovina.

Ácido Ascórbico é cancerígeno: este é o absurdo dos absurdos, ácido ascórbico e vitamina C são a mesma coisa. É um poderoso antioxidante que previne o escorbuto e é associado à diminuição de radicais livres no nosso organismo, ou seja, é mais provável que combata o câncer, do que provoque.

Um grande defensor da ingestão de Vitamina C foi Linus Pauling (Nobel de Química em 1954 e Nobel da Paz em 1962). Durante quase três décadas ingeriu cerca de 18 g de vitamina C diariamente. Morreu aos 93 anos de câncer, justamente o que ele assegurava que a vitamina C prevenia. Segundo ele, a alta ingestão de ácido ascórbico retardou o aparecimento de câncer, já seus críticos dizem que essa ingestão elevada causou o câncer. De qualquer forma, com 93 anos ele já estava no lucro...

O ácido ascórbico e seus sais são aditivos que não tem limite de uso em produtos cárneos, ou seja, pode-se usar a quantidade que desejar. No entanto, em carnes "in natura", no Brasil, nenhum aditivo é permitido, nem o ácido ascórbico, muito embora, o seu uso como prevenção seria inócuo ao ser humano. Sinceramente, eu acho o termo ácido ascórbico era para encobrir o real produto químico que estavam adicionando - usam-se essas técnicas em frigorífico. O ácido ascórbico até pode recupera um pouco a cor vermelha da carne, mas não faz milagre. Já alguns outros químicos podem ser mais eficazes no mascarar a qualidade da carne como: formol, antibióticos, sulfitos, ácido sórbico e sorbato...

Papelão na Carne Moída, chamada de CMS: primeiro, carne moída e CMS são coisas bem distintas. Aqui acho que existe um mal entendido. Conheço muito bem frigoríficos, e digo que é praticamente impossível colocar papelão no CMS e em qualquer outro produto cárneo. Simplesmente porque não se consegue entrar com papelão na área de produção de qualquer frigorífico (exceto fundo de quintal).

CMS é a sigla para carne mecanicamente separada. A mais comum é a de frango e é obtida através de uma extratora de CMS que, basicamente, é um moedor de carne onde coloca-se os ossos de frango (dorso, ossos de peito e pescoço, principalmente) num bocal; uma rosca sem fim empurra esses ossos e prensa-os contra uma série de 'laminas'; a pressão gerada faz com que a carne passe entre as lâminas e os ossos sigam em frente saindo no bocal. O produto obtido é similar a uma geleia. O vídeo abaixo mostra um frigorífico bem rústico extraindo CMS. A higiene e o processo são péssimos!!!


O CMS só pode ser utilizado em produtos cozidos como Salsicha, Mortadela, Calabresa Cozida, Lanches, Empanados, e outros cozidos. Entretanto existe alguns criminosos que usam em produtos frescos como linguiças, hambúrgueres, carne moída...

Dicas para o mercado, não o de ações: eu tenho algumas manias quando escolho alimentos processados no mercado.

  • Não foco muito na data de validade, mas sim na data de fabricação. Quanto mais novo o produto, melhor
    • Olho também a qualidade do carimbo, pois ter sido adulterado
  • Não compro produtos fatiados ou porcionados pelo supermercado, pois podem re-embalar no final da validade ou já vencidos - vejam o vídeo!
    • Não é culpa do frigorífico pois o mercado recebeu o produto dentro da validade
    • Também não sei se essa prática continua na rede que aparece no vídeo, mas já fiz diversos flagrantes de produtos vencidos em diversas redes de supermercados, nacionais e multinacionais
  • Quando compro carne embalada eu furo a embalagem e avalio o aroma. Se o aroma estiver ácido ou podre não compro
    • No final de semana passado, furei quatro embalagens de peito de frango e todas com cheiro de podre. Paguei um pouco mais caro por uma outra marca que estava com aroma suave e característico
  • Embutido e queijos embalados a vácuo, eu verifico se a embalagem está firme, sem estufamento e se o produto não apresenta líquido solto na embalagem
    • Um pouco de líquido é normal
    • Se o líquido estiver esbranquiçado indica contaminação elevada - não compre!
  • Pão, molho de tomate, pasta de cebola e pasta de alho, normalmente faço em casa - melhor e mais barato!

segunda-feira, 13 de março de 2017

IPV, o semi-empreendedor! Nova fase da vida...

Buenas galera! Aos que me acompanham, já perceberam que gosto de privacidade (aos que não acompanham muito, que fiquem sabendo). Outra característica minha, é estar seguro dos meus investimentos, e essa característica chega a ser, em certos momentos, exagerado. Eu sei, isso não é muito bom, mas deixa-me com duas opções: mudar ou me adaptar.

Opto pela segunda: adaptar meus investimentos em ativos que me deixem seguro. Não digo com isso que a renda fixa que aplico é segura, e sim que meu dinheiro aplicado nela não me tira o sono, nem que o dinheiro que investi em imóveis é seguro e que tem uma rentabilidade astronômica, mas também não me tira o sono.

O lado negativo dessa busca por segurança é a inaptidão pelo empreendedorismo. Realmente não sou um empreendedor, pelo menos não até agora*, e nos moldes comuns de empreendedorismo. Não penso em montar uma loja, ou um comércio eletrônico. Gosto muito de frigoríficos, mas não me passa pela cabeça em ter um, nem criar boi, suínos ou frangos. Tenho um emprego CLT e uma representação comercial. E é isso! Um me dá segurança e outro um extra. Ajustei minhas despesas para que meu fixo mais o fixo da minha esposa custeiem a casa, e que as comissões fiquem livres para investir.
*Não até agora: muitos se tornam empreendedores devido a necessidade. Até então não tive necessidade de empreeender, o que não quer dizer que no futuro essa necessidade não apareça.
Como comentei, nunca empreendi nos moldes convencionais, porém, comprei imóveis para renda e para futuras construções, e agora entro numa nova fase:

IPV - AGROSILVOPASTORIL


No caso, ficarei somente na parte do silvo, o agropastoril talvez no futuro, mas não é a ideia original.

Quem compra terra não erra, diz o ditado - espero que ele esteja certo... mas sou um otimista nato. Avalio os riscos e foco no resultado positivo.

Há aproximadamente um ano venho estudando a compra de um pedaço pequeno de terra para cultivo de eucalipto. O mercado está em baixa e o povo que plantou eucalipto focou na produção de energia, pois é um ciclo curto. Agora estão migrando para pasto e, aonde conseguem mecanizar a terra, para as culturas tradicionais (milho e soja).

Meu projeto é cultivar com foco em madeira para serraria, uma vez que a lenha já sai automaticamente no ralheio, na desrama e nas sobras do corte. Bom, esse é o projeto, mas costumo aprender o caminho, caminhando... então, pode ser que daqui há alguns anos o mercado tenha mudado e eu avalie diferente.

Isso também dará uma mudada no blog, pois terei um assunto diferente para comentar por aqui: a saga desse investimento de longo prazo. Inciando, já posso expor...

Os fatores de decisão para compra da terra


Tamanho: como não tenho experiência, busquei um sítio pequeno para iniciar, o que foi difícil, pois as opções que vinha encontrando eram grandes demais ou pequenas demais.

Preço por hectare: conseguia bons preços em áreas muito longes e/ou em grandes extensões, o que inviabilizava o investimento ou estava acima do meu limite. Quando achava áreas pequenas e com melhor localização, o preço por hectare que estava era elevado, ou já tinham muitas benfeitorias o que inviabilizava.

Topografia: para o plantio de eucaliptos eu não preciso de uma área mecanizada. Pode ser uma área dobrada, mas que não seja uma pirambeira que depois não consiga transportar, nem que seja virada em pedra pois gastaria muito com o manejo e perderia muita área. O desenvolvimento das árvores também poderia ficar comprometido.

Localização: lenha é um produto de baixo valor agregado, então quanto menor o deslocamento para escoar a produção, melhor. Mas IPV, seu projeto é para madeira, não? Sim... mas sempre terei uma produção de lenha, é inerente ao processo, e tenho que dar escoamento para ela.

Água: o ideal é que a terra tenha fonte de água, para não depender exclusivamente de São Pedro.

Infraestrutura: é importante para o escoamento o acesso a estradas. Energia elétria e água de concessionária disponíveis também, pois pretendo fazer uma pequena casa para passar alguns finais de semana.

A terra prometida!


Finalmente, achei a terra que estava procurando... obviamente que abri mão de alguns quesitos, pois perfeição é difícil. O principal foi o valor - ficou cerca de 15% acima do que queria pagar, mas a qualidade da terra é superior ao que estava buscando. Ou seja, comprei uma terra melhor do que precisava.

Tamanho: ficou bem dentro do que buscava. Área pequena porém viável para a produção.

Preço por hectare: ficou em 20,7k, o que não é uma pechincha, mas na região em que estou comprando e, pelo fato de metade dela ser mecanizada, o preço está da média para baixo.

Topografia: conforme comentei, metade da área é mecanizada, inclusive está com plantio de milho. A área é pouco dobrada o que facilita numa eventual saída do investimento (venda), pois é uma área mais versátil.

Localização: na minha avaliação é excelente, pois num raio de 80 km tenho cerca de 10 indústrias grandes consumidoras de lenha (frigoríficos e laticínios, principalmente). Além disso, há muitos produtores de frango onde usam tanto lenha como maravalha e cavaco.

Água: não idntifiquei nenhuma fonte/mina d'água, mas tem uma sanga/riacho no início da propriedade e nas propriedades vizinhas tem açude que já foram oferecidos - só canalizar.

Infraestrutura: Em questão de estradas, dois km de chão e uns quatro de paralelepípedo, depois asfalto, o que facilita bem o escoamento. Tem disponibilidade de energia e água, só terei o custo de fazer as ligações.

Bueno! Agora é esperar passar o inverno e começar a plantar os ZOCALITOS!




sábado, 4 de março de 2017

A encruzilhada...

Buenas, galera! Quando iniciei o blog, no início de 2016, eu havia decidido não publicar valores. Isso devido a alguns motivos:
  • Privacidade: em uma postagem antiga, eu já expus que a única pessoa que o blog tem que agradar sou eu. Se eu estiver satisfeito com as postagens e com a evolução, em especial, de conhecimento, isso me basta. Então, pouco me importa se o valor do patrimônio é de interesse público ou não.
  • Segurança: embora a maioria da turma das finanças usam pseudônimos para garantir seu anonimato, há sempre o possibilidade de nossa identidade vazar. Vejo isso com um grande risco de segurança, independente do patrimônio que possuímos.
  • Veracidade das informações: podemos publicar o patrimônio que for, não há garantia de que isso seja verdade. Eu posso ser um multimilionário que está só passando o tempo, ou posso ser um quebrado que deve até as calças. A minha realidade patrimonial com o que é publicado pode não ter relação nenhuma.
Bem, passado um tempo do blog, houve o fechamento de um blog que fazia um ranking (não recordo o nome) alguns amigos da fianasfera resolveram criar um novo ranking. Um blogueiro contatou-me para eu postar os valores para entrar no ranking dele. Acabei passando a postar os valores, mas não fui incluído no ranking. Fiquei chateado? Não, nem um pouco... vi que o ranking já tinha bastante participantes e fiquei contente pelos dois: eu por não precisar participar e ele por conseguir montar seu ranking.

No entanto, já havia publicado os valores. Notei que isso aumentou o tráfego no blog, e os comentário também, então continuei atualizando mensalmente.

Eis que ontem soube que minha identidade pode ter sido descoberta! Como? Bom... existe um ditado que diz que "segredo em dois, só matando um"... Realmente, não sei se isso ocorreu ou não, mas, prefiro não descobrir da pior forma.

Então, eu me vi numa encruzilhada: ou fechava o blog, ou voltava ao sistema antigo. Por hora, estou optando pela opção 'b'. Retirei os posts onde haviam valores e os próximos posts voltam às origens, ou seja, sem publicar patrimônio, compras, etc.

Amigos, espero que entendam minha posição. Acredito que postar valores não tem tanta importância como dividir as experiências que tivemos para conquistá-los.

Abraço e sucesso a todos!

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