sábado, 5 de agosto de 2017

Fechamento de Julho/17 -

Sinto que o crescimento do mês
passado foi fogo de palha...
Buenas, galera! Esse mês voltamos à ciranda de sempre... sem crescimento na carteira financeira, mas também quase sem queda. Um encolhimento de 0,07% - estável. Pois é, minha via crucis deve seguir por mais dois meses.

Então vamos ao desempenho:

A CARTEIRA FINANCEIRA diminuiu 0,07%a CARTEIRA GLOBAL avançou 1,5%. Em 2017 o crescimento foi 7,6% para a Financeira e 18,1% para a Global. Abaixo seguem os comparativos da Carteira Financeira frente aos principais indicadores e a atual distribuição das carteiras (Financeira e Global).

Aporte? Não esse mês! Novamente draguei a carteira financeira, mas o dinheiro não desapareceu. Virou mais um pedaço de terra. Embora sem valores, o gráfico aportes mostra que a classe mais castigada nesse mês foi a de Outras Rendas Fixas, enquanto que o TD recebeu um pouco da mascada. Ações também cederam capital e FIIs receberam um leve aporte. No total, o desfalque foi significativo. Apenas as doletas permaneceram sem aporte nem retiradas.

Perdas e Ganhos



A carteira teve uma valorização interessante de 1,83%. Continua superando o CDI, IFIX, Poupança, Dólar e IPCA. Neste mês ficou para trás apenas do Ibovespa.

Ações valorizaram 4,44% no mês, levemente abaixo do Ibovespa (4,80%). Os destaques do mês foram BBAS3 e HGTX3 e, na ponta negativa, TUPY3 foi a única ação com queda na carteira.

FIIs valorizaram 0,30% que, embora baixo, performou melhor que o IFIX (-0,39%). O destaque do mês foi a queda de BRCR11.

Outras Rendas Fixas valorizaram 0,99% contra 0,80% do CDI, em linha com os demais meses.

Tesouro Direto após dois meses no marasmo, voltou a turbinar e encerrou julho com valorização de 2,74%. O TD-IPCA+35 que vinha afetando negativamente os resultados dos últimos dois meses, subiu 4,69% em julho dando uma boa ajuda na carteira

Reserva Cambial seguiu a queda do dólar no mercado e ficou negativa em 4,76%. No entanto caiu menos que o Dólar Comercial (-5,92%).

Bola de Cristal


Quem sabe teremos alguns momentos de tranquilidade. Será? No final de junho não via um cenário muito positivo, mas a condenação de Lula e a força do governo deram um ânimo ao mercado.

No entanto não vejo nenhum desses fatos como algo duradouro. A condenação de Lula foi em primeira instância e pode ser revertida ou não ratificada pela segunda instância até o pleito de 2018. De concreto deu a ele um motivo claro para candidatar-se: foro privilegiado.

A força de Temer... salvou o pescoço dele, mas não sei se terá força para seguir com as reformas, em especial a da previdência. Tomara que sim e que não saia muito caro. Eu preferia o Maia no lugar dele nesse momento, mas vamos em frente.

Ações: parecia que a consolidação iria romper para baixo, mas vieram boas novas e as ações decolaram. Em especial as estatais que ainda estavam mais atrás na recuperação. Claro, isso tudo tem influência no curto prazo, no longo prazo tanto faz. O foco é boas empresas e aportar constantemente. No meu caso, só manutenção até retomar o poder de aporte.

FIIs: continuo acreditando na resiliência deles, embora parece que estão mostrando esgotamento. Acho que o fim do ciclo de queda dos juros pode trazer uma realização nos papéis.

Juros: a queda de 100 bps foi concretizada em 25 e 26/07. Por hora acredito que teremos mais um corte igual em setembro. Vamos ver se os TDs indexados cedem um pouco mais pois quero realizar o lucro de alguns títulos...

Dólar: caiu forte em Julho ao perder os 3,20 e acredito que vai enroscar na casa dos 3,10. Continuo sem aportar.

Som de hoje: Megadeth - Holy Wars

sábado, 29 de julho de 2017

DIs longos flertando com o patamar pré-Joesley

Buenas, galera! Um post rápido apenas para atualizar o comportamento dos juros futuros.

Na última postagem havia comentado que os DI1F19 já havia retornado ao patamar pré-crise, enquanto que o DI1F25 ainda estava sobre uma resistência e que, assim que rompida poderia tomar trajetória até a faixa de 10,00. Isso ocorreu na semana seguinte com o mercado acreditando no corte dos juros pelo COPOM.
1. O gráfico verde e vermelho é o DI1F19 e o azul e rosa o DI1F25
2. No dia 17/05 marcado pelas setas verdes os DIs estavam em ancorados nos suportes de 8,70 (DI1F19) e 10,00 (DI1F25) e, no dia seguinte, subiram na faixa de 130-150 bps.
3. O DI1F25 encontrava-se sobre o suporte na região dos 10,60. Logo depois da linha pontilhada do retângulo da consolidação ele rompeu a consolidação e passou pela antiga resistência dos 10,41 vindo testar os 10,00.
4. Depois desse movimento acredito que ele permaneça testando os 10,00 por um tempo antes de romper e cair em direção aos 9,60 e, depois, 9,20. Vale lembrar que as incertezas políticas afetam muito a curva desse DI.
5. O DI1F19 também caiu e com mais vontade. Isso porque as incertezas o afetam menos, uma vez que tem prazo curto. Não vejo muito mais espaço para queda no DI1F19 que deve acompanhar a expectativa da Selic para o final de 2018. Como já está em 8,00/8,10 pode cair quanto mais? 50, 100 bps? Será que teremos Selic abaixo de 7,5 ou 7? Temos que aguardar, mas eu considero 7,5.

Quanto ao Tesouro Direto, como esperado o TD-IPCA+19 caiu forte acompanhando a curva do DI19. O mesmo podemos falar sobre o TD-Pré+23 que retornou ao patamar pré-Joesley.

Já os TD-IPCA+24, TD-IPCA+35 e TD-IPCA+45 estão mais céticos e guardando um pouco de incerteza.
Pré23 -5pp: TD-Préfixado venc. 2023 com 5 pontos percentuais a menos
Fiz isso para ficar mais fácil de visualizar no gráfico
Para facilitar, tracei linhas horizontais partindo do ponto em que estavam as taxas dos TDs no dia 17/05.
TD-IPCA+19: linha mais baixa - está na cota de 4,60
TD-Pré+23: próxima linha - está na cota de 5,03 (portanto o valor correto é 10,03)
TD-IPCA+24/35/45: logo acima da linha do TD-Pré+23 - está na cota de 5,10

Sendo assim, continuo aguardando o TD-IPCA+35 chegar ao patamar pré-crise para trocar um pouco desse título para TD-Selic23.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Os juros futuros 51 dias após a delação da JBndeS!

Buenas, galera! Lembram do dia 18/05/17? Eu lembro, e como lembro. Estava bem confiante na queda dos juros dos TD-IPCA, tanto que no dia 17 havia postado um estudo gráfico sobre as curvas de juros DI1F19 e DI1F25 - Juros Futuros - em queda aguardando a reunião da turma do Ilan

Eis que veio a delação da JBS e os juros subiram. No dia seguinte eu iria vender parte dos TD-IPCA35 que tenho e colocar em TD-Selic. Como diz meu herói Maxwel Smart "foi por um tantinho assim!"

Paciência, não tenho o poder de prever o futuro, então VTNC-PQP!!! Aproveitando o problema para estudar mais e acompanhar a evolução gráfica, percebo que hoje, 51 dias após a delação, a curva de juros curta (2019) já retornou ao mesmo patamar de 17/05, enquanto que a longa (2025) ainda está bastante acima do seu ponto na mesma data. Motivo para isso? Para mim é a instabilidade e incerteza política. Temer cai ou não cai? Maia assume e pode estar envolvido na Lava Jato? Quem tem chances nas eleições de 2018 que já começaram? 

Minha cara quando as taxas subiram e eu não tinha vendido
os títulos que queria ainda
Sim, essa idiotice de eleições antecipadas é besteira que só serve para discurso de demagogo. Nem quem defende essa burrice acha que é viável, mas para efeito de discurso e se fazer de vítima se prestam a defender uma causa perdida. Para termos a eleição antecipada, esta precisa ser aprovada através de uma PEC e, aí, até ser discutida, aprovada, e efetivamente colocada em prática... estaremos no pleito de 2018. Ou seja, é como tosquiar porco, muito berro e nada de lã!!!

Bom, mas o assunto era o gráfico de juros, correto? Então vamos lá. 
1. O gráfico verde e vermelho é o DI1F19 e o azul e rosa o DI1F25
2. No dia 17/05 marcado pelas setas verdes os DIs estavam em ancorados nos suportes de 8,70 (DI1F19) e 10,00 (DI1F25) e, no dia seguinte, subiram na faixa de 130-150 bps.
3. O DI1F19 caiu rapidamente até o antigo suporte de 9,20 e logo rompeu retornando ao mesmo patamar pré-crise (seta vermelha). Ou seja, até 2019 pouco coisa vai influenciar a trajetória dos juros e o mercado já estima a Selic na faixa de 8,00 então pode cair mais um pouquinho.
4. O DI1F25 também caiu rápido mas encontrou suporte nos 10,60. Esse ponto serviu como resistência de meados de fevereiro até final de abril. Acredito que assim que rompido esse suporte, poderemos ter uma rápida queda até os 10,00 e poderei vender parte dos meus preciosos.
5. Vejo o DI1F25 consolidado no quadro verde e, ao meu ver, o motivo dessa consolidação é a incerteza política. O preço das reformas subiu e nem tudo o que estava previsto vai passar, além de não sabermos se vai passar. Então acho justo e até barato o mercado cobrar esses 60 bps pela nossa safadeza.

Isso explica porque as curva do TD-IPCA+19 (azul claro) já está praticamente no patamar pré-crise enquanto que as taxas dos mesmos títulos com vencimentos mais longos (24, 35 e 45) e o TD-Pré23 ainda estão substancialmente acima do patamar pré-crise.
Pré23 -5pp: TD-Préfixado venc. 2023 com 5 pontos percentuais a menos
Fiz isso para ficar mais fácil de visualizar no gráfico
No gráfico acima percebe-se que as curvas amarela (TD-IPCA35) e azul escuro (TD-IPCA45) andam juntas mesmo, pois estão sobrepostas.

O TD-Pré23 teve uma subida maior, mas também uma queda mais rápida. Felizmente (assim espero) na época da explosão comprei esse título ao invés dos indexados.

Bueno, o texto já ficou longo e então hoje vamos parando por aqui mesmo!

Abraço e sucesso a todos!!!

Ah! Sim, hoje tem clipe... tupiniquim... Ultraje a Rigor (Dinheiro)


domingo, 2 de julho de 2017

Fechamento Junho/17 - de volta ao crescimento! Medalha, Medalha, Medalha!

Buenas, galera! Esse mês foi incrível. Eu estava aguardando uma nova queda na carteira financeira, mas eis que para minha grata surpresa, tive uma pequena evolução de 0,55%. Como desde fevereiro não via esse número positivo, isso foi ótimo! Outro fato que me alegrou é que, após três meses de retiradas, esse mês tive aporte na carteira. Foi pouco, 0,41% sobre o saldo do mês passado, mas também é animador.

Como ainda tenho três meses de investimento forte no projeto do reflorestamento, estou ciente que os números podem voltar ao negativo nos próximos fechamentos.

Então vamos ao desempenho:

A CARTEIRA FINANCEIRA cresceu 0,55% e a CARTEIRA GLOBAL avançou 1,8%. Nos seis meses de 2017 o crescimento foi 7,7% para a Financeira e 16,3% para a Global. Abaixo segue os comparativos da Carteira Financeira frente aos principais indicadores e a atual distribuição das carteiras (Financeira e Global)




Em Maio, não fui muito feliz em aportar em ações, pois comprei antes do dia 18 - paciência! Mesmo entendendo que tudo pode mudar a qualquer hora, optei por diminuir a exposição em ações e manter mais recursos na renda fixa. Gostaria de estar fazendo o contrário, porém os compromissos assumidos não permitem.

Perdas e Ganhos


A carteira teve uma valorização de 0,14%. Continua perdendo para todos os benchmarks, inclusive para a poupança, mas nesse mês ganhou da grana que ficou na carteira.

Ações, novamente tiveram o pior desempenho do mês, caindo 1,14% e perdendo para o Ibovespa que valorizou 0,30% em Junho. ESTC3 foi a ação que mais impactou negativamente o resultado, enquanto que CVCB3 foi a que teve o melhor desempenho.

FIIs valorizaram 0,64% e perdeu para o IFIX (+0,85%). O destaque do mês foi FIGS11 que valorizou 14,54%. Nesse mês aumentei a posição em RNGO11 e inclui SDIL11 na carteira.

Outras Rendas Fixas valorizaram 1,08% contra 0,81% do CDI, e nesse mês foi a melhor rentabilidade da carteira.

Tesouro Direto novamente ficou estável, com valorização de 0,01%. Novamente a ponta negativa foi o TD-IPCA35 com queda de 0,94%, enquanto que os pós-fixados tiveram o melhor desempenho. Achei estranho o descasamento das rentabilidades dos pré-fixados, onde os títulos com cupom tiveram queda acentuada enquanto que os sem cupons tiveram uma boa rentabilidade. Acredito que o extrato esteja considerando o pagamento dos cupons que ocorrem no primeiro dia útil de julho. Se for isso mesmo, em poucos dias essa distorção corrige. 

Reserva Cambial embora o dólar comercial tenha valorizado 2,41% no mês, minha reserva cambial apresentou queda de 0,40%.

Bola de Cristal


Não vejo muita novidade no ar... incertezas e incertezas. O ambiente externo arrefeceu e o interno parece estar caminhando para um acordão.

Posso estar errado, mas acredito que a pizza está assando. STF baixou a guarda, a amnésia seletiva toma conta dos investigados, o pleito de 2018 já está correndo... e as reformas? Se sair a trabalhista sem muita descaracterização, já considero lucro.

Lula 2018? Acho que mesmo sem condenação ele não se candidata, ou entra na corrida sem muita vontade. Vamos aos fatos: governar com dinheiro é bom, governar sem dinheiro é o problema. De todos os defeitos que vejo nele, a falta de esperteza não é um deles.


Ações: até o final de junho via o cenário consolidado. Acredito que o viés de baixa deve prevalecer, mas o que acho e o que vai acontecer nem sempre convergem.

FIIs: continuo acreditando na resiliência deles.

Juros: continuo acreditando na queda. Recessão e baixa inflação devem pressionar a próxima reunião do COPOM em 25 e 26/07. Imagino um novo corte de 100 bps na taxa Selic.

Dólar: mostrou força em Junho e encostou em 3,35 - acima da zona de estabilidade que eu considerava (3,20 - 3,30). Continuo sem aportar.

Clipe de hoje: Wild Flower (The Cult)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Educação financeira de pai para filho. Final feliz para o episódio do vídeo game.

Buenas Galera! Em janeiro desse ano escrevi esse post contando a saga do meu filho para a troca do seu videogame.

Na época ele já vinha poupando há quase dois anos para isso e, nesse último final de semana, ele conseguiu realizar o seu objetivo. Foi uma conquista que me deixou muito orgulhoso. Durante essa caminhada ele abdicou de pegar empréstimo para antecipar a compra e poupou religiosamente com foco no longo prazo. Conheço muitos adultos que não demonstram a mesma paciência e perseverança desse garoto de 13 anos.

Lembro-me de quando fiz minha primeira venda e meu chefe disse que para vender R$ 100,00 ou R$ 100.000,00 usava-se o mesmo processo. Hoje com mais experiência entendo que isso é verdade, e ouso a dizer que, para conquistar a IF ou comprar um bem desejado também se usa mesmo processo. Muda-se o objetivo, mas a disciplina e o foco no longo prazo devem ser o mesmo.


Mudando radicalmente de assunto, mas mantendo a tradição de minhas chamadas para a Doação de Sangue, no último dia 14 foi o Dia Mundial do Doador de Sangue. Não doei sangue nesse dia, pois ainda não faz 60 dias da minha última doação, mas, assim que estiver apto a doar novamente, eu farei nova doação.


domingo, 11 de junho de 2017

Fechamento Maio/17 - tá ruim mas tá bom!

Buenas, galera! Meu último post foi dia 16/05 e nele comentei sobre a expectativa otimista que o mercado estava com a queda dos juros futuros Juros Futuros - em queda aguardando a reunião da turma do Ilan. Bem, um dia depois o bicho pegou, houve a delação da JBS e isso atingiu em cheio o governo Temer. Olha o que aconteceu com o Ibovespa - coitado!!!

Vínhamos numa bela alta desde o inicio de 2016 e o mercado esperava o rompimento da resistência dos 69.478 pontos (linha amarela). Aí, após o fechamento do mercado no dia 17/05 veio a notícia da delação e, no dia 18, o sell-off com o rompimento da LTA (linha azul) que suportava a alta desde o final de janeiro de 2016. Bueno, eu também apostava no rompimento da máxima e estava reforçando posições... paciência, fiz algumas compras no topo, mas sem estresse, no longo prazo tudo se resolve.

No dia 18? Nem operei. Primeiro não iria vender no pânico e, depois, tinha uma reunião com cliente marcada para as 10 da manhã que emendou com um almoço, ou seja, só fui ver o que estava acontecendo com o Ibov aí pelas 14:00.

E agora José? Agora, estou em compasso de espera, até porque tenho alguns compromissos e não tenho pressa em aportar. Entendo que o mercado consolidou e as bombas políticas vs os avanços das reformas vão ditar o rumo. Particularmente acredito que teremos mais correções, mas só o tempo dirá o que realmente vai acontecer.

Então vamos aos resultados:

A CARTEIRA FINANCEIRA encolheu 1,2%, o que já era esperado, mas a CARTEIRA GLOBAL avançou 1,1%, devido ao pagamento de mais uma parcela da terra.

No mês passado, havia diminuído a exposição em ações e comprado algumas doletas quando os pilas ianques caíram a 3,10 - bendita hora!!! Em Maio reforcei as ações e não aportei em dólar. Infelizmente, comprei a maior parte das ações antes do dia 17. A limada em Maio ficou concentrada em CDBs e TD.

Perdas e Ganhos


A carteira teve uma desvalorização de 0,3%, ou seja, perdeu para o CDI e para o IFIX e até para a poupança (+0,58%.) Na realidade, perdeu até para a grana que ficou na carteira, mas ganhou do IBOV.

Ações, ao contrário do mês passado, tiveram o pior desempenho do mês, caindo 4,24% e perdendo para o Ibovespa que perdeu 4,12% no período. BBAS3 foi a ação que mais impactou negativamente o resultado, enquanto que WEGE3 foi a que teve o melhor desempenho.

FIIs valorizaram 1,28% e bateram novamente o IFIX (+1,02%). O destaque do mês foi HGRE11 que valorizou 9,19%.

Outras Rendas Fixas valorizaram 1,11% contra 0,93% do CDI - nada mal, para 'perda fixa' como alguns chamam.

Tesouro Direto caiu 0,01%, ou seja, ficou praticamente estável, mas por ser uma renda fixa muitos esperam rentabilidade positiva. No entanto, papéis que tem marcação a mercado variam, e tornam a renda fixa não tão fixa assim. Novamente o principal impacto negativo veio do TD-IPCA35 que, embora tenha caído apenas 0,57%, devido ao seu peso na carteira foi o que mais contribuiu para o resultado negativo.

Reserva Cambial foi o grande drive positivo da carteira no mês. A valorização foi de 4,72% superando o dólar comercial (+1,93%).

Bola de Cristal


No último mês dividi as expectativas entre os fronts externo e interno.

No front externo minhas considerações ficavam a cargo da economia chinesa, tensões entre Coréia do Norte e EUA, política fiscal do Trump e as eleições francesas. Das quatro, a economia chinesa muito me preocupa e não entendo porque os mercados estão ignorando esse problemas - talvez os tubas estejam desovando suas posições bem quietinho, sei lá, mas algo não me cheira bem.

Já no front interno eu me mostrava bastante pessimista, porém não imaginava uma bosta tão grande. Não defendo o Temer, até por que, para mim, é tudo farinha do mesmo saco, mas esperava que ele remasse até 2018 com certa blindagem tranquilidade para que as reformas fossem aprovadas.

Agora, com todos os nossos problemas internos, os externos podem até contribuir, mas não devem piorar muito a toada por aqui.

Ações: acho que devem sofrer bastante. Espera-se que os bancos entrem na ciranda das delações, novas denúncias devem aparecer e envolver o nome do presidente... Mas, o que mais temo, é que os nomes da área econômica sejam ligados a alguma falcatrua e passemos a ter incerteza da continuidade desse time. O pulga que está atrás da minha orelha: Henrique Meirelles - presidente do Conselho de Administração da J&F Investimentos de 2012 a 2016.

FIIs: acredito que sejam mais resilientes pois a precificação está muito mais atrelada à queda dos juros do que a política.

Juros: acredito que continuem em queda e pela expectativa de recessão, associada à baixa inflação. Não me surpreenderia se o mercado passasse a precificar uma queda de 100 bps para a próxima reunião. Se for aportar, provavelmente os pós fixados sejam minha classe preferida no momento.

Dólar: parece ter encontrado uma zona de estabilidade entre 3,20 e 3,30. Por hora não pretendo aportar, a não que demonstre força para subir acima de 3,35 e se manter.

Clipe de hoje: RISE (PIL) - Live at Glastonbury 2013. Pois é, com a idade os quilos não chegaram só para mim. I could be wrong, i could be right - who knows, wherever...

terça-feira, 16 de maio de 2017

Juros Futuros - em queda aguardando a reunião da turma do Ilan

Buenas Galera! Faz algum tempo que não falo mais sobre os juros futuros, mas estamos numa época de expectativa da nova taxa de juros básicos definido pelo COPOM e o tema está na pauta - o último post foi este.

Inflação abaixo das expectativas, recessão e queda no risco país pavimentam a estrada ladeira abaixo para os juros futuros que, ao meu ver, devem continuar seu movimento de baixa - bolsa e títulos pré-fixados agradecem!

Gosto de rever o que escrevi no passado e comparar com a atualidade. Na época escrevi que esperava que o DI1F19 perdendo o suporte de 9,80 (linha verde) caminharia rumo aos 8,70 (linha rosa) com um possível suporte na região de 9,20 (linha amarela). Esse suporte de 9,20 se concretizou levemente acima (por volta de 9,30), o que considero bem aceitável. Agora espero que o DI1F19 permaneça na região de 8,70 pelo menos até a próxima reunião do COPOM. A partir daí não existem mais suportes gráficos, mas não acredito em uma queda muito acentuada, uma vez que hoje o mercado projeta uma Selic na faixa de 8,20 (média) para o final de 2018.

Bom, mas para quem está posicionado em TD-IPCA ou TD-Pré o mais importante não é o DI1F19 e sim o DI1F25. Isso porque 2019 está logo aí e os movimentos não refletem mudanças significativas nos preços desses títulos. Por outro lado, o DI1F25 já trás uma curva mais longa e impactos maiores nos valores dos títulos - no meu caso, o TD-IPCA35. Esse gráfico é mais influenciado pela instabilidade política e econômica, trazendo mais volatilidade à curva. Isso explica o repique no final de abril, por exemplo.

O andamento das reformas e o julgamento da chapa Dilma-Temer devem trazer volatilidade. A aprovação das reformas e a manutenção do presidente devem confirmar o rompimento do suporte atual (10,05 - linha pontilhada branca). Como escrevi no post anterior, esse DI não tem mais suportes e deve criar seus novos pontos de suportes e resistências, mas acredito em um suporte na faixa de 9,45 (linha pontilhada laranja)... vamos ver!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Imóveis entram na carteira?

Buenas galera! 

Com dívida, eu me sinto preso!!!
Nesse mês a previsão é de uma baixa nas comissões recebidas na ordem de 20%, então vou raspar o que tiver para cobrir a prestação da terra. O lado bom é que terei pago 67% da cota. Essa descapitalização, obviamente tem um impacto na minha carteira, como postei em março, minha carteira encolheu. Mas e meu patrimônio? Imóveis entram ou não na carteira? O que eu penso sobre isso?


Imóveis entram na carteira?

Sim, na minha opinião, imóveis entram na carteira, desde que sejam adquiridos para investimento. A grande dificuldade é de atribuir um valor de mercado a eles, pois, pela sua baixa liquidez e sua exclusividade, fica difícil precificá-los. Por isso, eu divido minha carteira em Carteira Financeira e Carteira Global.


Carteira Financeira:

Nela entram apenas os ativos que podem ser precificados facilmente, tais como Ações, ETFs, FIIs, Tesouro Direto, CDBs, LCAs, LCIs, Debêntures, Ouro, Dólar, Euro, etc. Mesmo aqueles que não têm liquidez diária, pois, embora não seja possível resgatá-los de imediato, é possível precificá-los.

Carteira Global:

Aqui, além dos ativos da Carteira Financeira, coloco os imóveis que tenho para investimento. Então, se tiver imóveis para locação, terrenos, áreas rurais, etc. entram nessa carteira. Não entram aqui a casa onde moro, automóvel, barcos, nave espacial, moto, skate, prancha de surf. Embora a residência e veículos, contabilmente, sejam ativos, a maioria da galera da finansfera só considera ativo o que coloca dinheiro no bolso, de acordo com Robert Kiyosaki. Eu também concordo com isso, uma vez que o foco aqui não é apresentar um balanço auditável e, sim, buscar a IF.

Terreno coloca dinheiro no bolso?

Sim. Colocar dinheiro no bolso, não quer dizer criar um fluxo de caixa. Por isso, um terreno vai colocar dinheiro no bolso, desde que valorize ao longo do tempo. E se não valorizar? Não é impossível, mas é improvável - até hoje nunca vi isso ocorrer com quem comprou para longo prazo. Já vi pessoas que compraram sem condições e tiveram que vender às pressas. Aí perderam dinheiro, mas isso foi fruto da falta de planejamento e não do terreno (ou de qualquer outro imóvel).

Eu entendo que todo o investimento com marcação à mercado, quer seja renda variável, fixa ou imóveis tem que ter um bom planejamento que começa com a reserva de emergência. É a reserva que vai garantir que você não precise queimar um ativo, permitindo que você espere um momento melhor para vendê-lo.

Patrimônio x Ativo:

Em síntese, eu considero todos os ativos na minha Carteira Global mas não todo o patrimônio. Veículo e residência são bens patrimoniais, mas não considero ativos pois não colocam dinheiro no bolso. Assim, no meu entendimento, todo ativo é um patrimônio, mas nem todo o patrimônio é um ativo.

Hoje, um clipe onde impera a simplicidade, porém com muita qualidade - três acordes são suficientes se bem tocados. Stray Cats - Rock This Town

domingo, 30 de abril de 2017

Fechamento Abril/17 - Carteira financeira continua a encolher, mas bem pouquinho...

Buenas, galera! Depois de algumas semanas no ostracismo, mas não no ócio, esse humilde escriba volta ao teclado para o fechamento do mês de Abril/17.

Abril foi um mês de quaresma, muitos feriados e alguns não recorrentes, como IPTUs e o aniversário da minha filha que consumiram uma graninha considerável. Nas comissões, o impacto mais forte será sentido nos meses seguintes, por hora, está tudo dominado! Tive sim, uma queda de cerca de 6% nas entradas comparado a março, mas isso está dentro do normal. 

De forma geral a CARTEIRA FINANCEIRA continuou encolhendo (-0,4%), como esperado, pois estou pagando a terra. Já a CARTEIRA GLOBAL cresceu (+1,4%) - nada mal considerando que nela tenho quase 60% em imóveis.
Avaliando mês a mês as classes de investimento, optei por limar um pouco a carteira de ações esse mês, até em virtude de sua boa performance, e tive a oportunidade de comprar dólar quanto este caiu próximo a R$ 3,10.

Perdas e Ganhos 


A carteira financeira teve valorização de 1,05%. Isso supera IBOV, IFIX e CDI.

Ações tiveram a maior valorização da carteira com 4,24% - chupa IBOV (+0,64)!!! Destaque para HGTX3 com valorização de 23% no período.

FIIs valorizaram 0,95% também superando o seu benchmark, o IFIX (+0,16%), mas de forma mais comedida. O destaque foi MFII11 que valorizou 9,52%.

Outras Rendas Fixas também valorizaram bem, subindo 1,54% contra 0,79% do CDI em abril (se não estou enganado), puxado pelo recebimento de um empréstimo garantido.

Tesouro Direto foi a classe negativa do mês (-0,81%). As incertezas políticas fizeram subir as taxas dos títulos mais longos, e o título que mais afetou minha carteira foi o TD-IPCA35 (-3,14%). No entanto, com valorização de 58% em menos de dois anos, uma queda de 3,14% nesse título, não o torna um mal investimento.

Reserva Cambial fiz um bom aporte quando o dólar bateu nos R$ 3,10 e isso contribuiu para uma boa rentabilidade no período (+1,65%) contra 1,41% do dólar. Também vendi um contrato de ouro que tinha, mas quero postar isso em separado, pois foi uma pequena experiência.

Bola de Cristal


No último mês não coloquei esse quadro, até porque não tive muito tempo para escrever e não via nada muito explícito. Haviam sim, fatores de risco, mas via-os muito latentes.

  • Front Externo:

    • A semana vai começar com o mercado digerindo a notícia do PMI chinês abaixo do esperado - a saúde da economia chinesa é algo que eu vejo com bastante ceticismo. Além do PMI chinês teremos outros PMI importantes para o mercado ao longo da semana (EUA, Alemanha e Reino Unido).
    • A tensão entre EUA e Coréia do Norte não me parece com cara de que será resolvida com diálogo e sem surpresas.
    • O mercado gostou da conversa de Trump sobre a forte baixa nos impostos. Porém, ainda não ouvimos a repercussão disso na cabeça dos membros do FED. Agora, é certo de que a abiogênese não existe nem na biologia nem nas finanças. Eu espero, para o médio prazo, um aumento da inflação americana.
    • A eleição francesa coroa a semana e pode causar uma boa volatilidade. Não acredito que Le Pen consiga tirar a diferença em uma semana, mas olhando o histórico das pesquisas Macron vem caindo e Le Pen subindo - podemos ter surpresa!!!

  • Front Doméstico:

    • Projeção da Selic vem caindo, porém a curva de juros futuros subiram com as incertezas políticas e, em especial, dúvidas sobre a aprovação da reforma da previdência. Eu acho que o governo vai ter que fazer muitas concessões nessa reforma, e o mercado ainda não precificou tudo.
    • Campanha eleitoral de 2018 já começou e vai ter muita merda no ventilador. Além disso, quanto mais postergar as votações, pior fica para o governo, pois nossos "excelentíssimos" congressistas não vão querer deixar o deles na reta.
    • Protestos contra as reformas podem ganhar força e isso dificultaria para o governo Temer que, até então, tem uma relativa força no congresso.
    • Investigações estão provando que direita e esquerda é uma questão de oportunidade e não de ideologia, ou seja, são tudo farinha do mesmo saco. Para mim, nenhuma novidade!!!
    • Como visto, não ando muito otimista... espero estar enganado e que as reformas avancem sem muita descaracterização. Entretanto, acho que com o jogo político isso vai ser muito improvável.
    • Bom mesmo foi a reforma trabalhista. Espero que não sofra nenhum revés, em especial na questão da contribuição sindical. Para mim esse foi o principal ponto, pois vai diminuir em muito a arrecadação dessa turma. Nada contra os sindicatos, mas eles têm renda mesmo sem mostrar serviço.
O som de hoje, Metallica -  ...And Justice For All

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Fechamento Março/17 - a carteira encolheu!!!

Buenas, galera! Março já acabou faz dias e eu ainda não postei o fechamento do mês... antes tarde do que nunca, né?

Devido a correria em que me encontro vou ser bastante sintético nessa apresentação, então vamos aos números:

A carteira financeira encolheu 7,8% no mês de março ante fevereiro devido à retirada para o pagamento da entrada da terra. Como tenho mais cinco prestações para pagar, a expectativa para os próximos meses é de aporte nulo e, inclusive, mais retiradas.

Optei em primeiro lugar pelo resgate de CDBs de bancos médios e aplicações em renda fixa com perfis semelhantes. Em seguida, saquei alguns valores em TD-Selic para completar o valor necessário. Com esse encolhimento da RF, ações e FIIs acabaram aumentando sua fatia na carteira financeira.

Quanto à rentabilidade, o mês de março não deixou a desejar. As carteiras de Ações e Fundos Imobiliários valorizaram +0,24% e -0,80%, respectivamente. IBOV e IFIX performaram -2,52% e +0,20%.

As carteiras de Outras Rendas Fixas e Tesouro Direto tiveram as valorizações de +2,27% e +0,62%, respectivamente, enquanto o CDI valorizou 1,05% em março. Fechando o tema, a reserva cambial valorizou 0,72%

Com a mexida que fiz no mês passado, a carteira financeira mudou a configuração, diminuindo a concentração em Renda Fixa para 60,1% e elevando os pesos de Renda Variável para 35,6% e Reserva Cambial para 4,3%.

Embora tenha havido uma queda na Carteira Financeira, considerando a compra da terra, o patrimônio cresceu 3,3% em março, o que não é nada mal.

Para finalizar, peço desculpas pela ausência, inclusive não tenho nem visitado os blogs que costumo ler assiduamente, mas para terem uma ideia, agora são 23:41 e amanhã, às 05:30 já estarei dentro de uma fábrica prestando consultoria... realmente o tempo está escasso.

Um grande abraço e sucesso a todos!!!

sexta-feira, 31 de março de 2017

A carne continua fraca...

Buenas galera! Nessa altura já deveria estar preparando o post do final de mês com rentabilidade, etc., mas estive extremamente ocupado nessas duas últimas semanas e ainda estava devendo mais um post sobre a Carne é Fraca, então la vai...

Conforme eu havia comentado no post A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte? o papelão na carne era um papelão da fiscalização, realmente comprova-se que isso é absurdo. Colocar papelão no CMS significa entrar com caixas de papelão no setor que produz CMS, o que não é permitido. Provavelmente estava faltando bandejas plásticas para os sacos de CMS serem depositados e irem para o congelamento - a "solução" seria depositar os sacos de CMS em caixas de papelão e enviar assim para o túnel de congelamento. Caso o CMS não seja congelado logo é bem provável que seja condenado (enviado para ração animal).

O outro absurdo foi o que publicaram sobre o ácido ascórbico (vitamina C). No post eu comento que deveria ser outro produto entre eles o ácido sórbico, justamente o que o delator Daniel Gouvêa Teixeira citou em entrevista ao Fantástico. Agora, não fizeram pesquisa de formol, o que é mais grave.

Na mesma entrevista o fiscal agropecuário diz que um frigorífico usava 94% de CMS no produto. Bom, aí tem algum erro de matemática: o frigorífico estaria usando 94% de CMS, mais Fécula de Mandioca, mais Proteína de Soja, mais Sal, até 10% de água, mais condimentos, antioxidante, estabilizante... ops! passou muito dos 100%.

Na minha opinião, a legislação sobre carnes no Brasil é muito rígida e atrasada. O RIISPOA que é a Bíblia da Inspeção é de 1952 e teve uma maquiada em 2016. Por exemplo:
  • Permite-se adicionar até 3% de água em produtos frescais e até 10% em produtos cozidos. Na vida real isso é bem diferente
  • É permitido uso de amido em salsichas e apresuntado (máximo 2%), mortadelas, fiambres e embutidos cozidos (máximo 5%). Não é permitido em linguiças (inclusive calabresa cozida) e presunto
  • É permitido uso de 2,5% de proteína de soja em algumas linguiças e 4% em salsichas, mortadelas e embutidos cozidos
  • Não é permitido o uso de corante artificial em produtos cárneos
  • É permitido o uso de ácido sórbico e seus sais (sorbatos) somente na parte externa, nunca na massa
  • Não é permitido o uso de CMS em produtos frescais
Enfim, o que enumerei acima são apenas exemplos da legislação, mas que em muitos casos não são seguidos e nem fiscalizados. A fiscalização é falha e o ramo é promíscuo.

Na minha opinião, as fraudes sanitárias deveriam ser fortemente combatidas, como o uso de CMS em produtos frescais e o controle microbiológico de carnes e produtos cárneos. Pega o produto no ponto de venda e analisa - simples assim! Depois vai ter choro, porque a culpa é do mercado que não conservou, ou a culpa é da industria porque produziu sem higiene, etc. mas saúde é saúde.

Quanto as fraudes econômicas, como a adição de água, fécula, proteína fora do limite permitido, penso que a legislação deveria ser mais branda e deixar o produtor mais livre desde que informe no rótulo do produto o que está vendendo. É assim em outros países. Então, se quero vender salsicha com 10% de fécula, tudo bem, desde que esteja informado no rótulo. Aí cabe a fiscalização conferir se o informado bate com o produzido.

Vejam como a legislação atual favorece ao infrator: se o Frigorífico A produzir salsicha com 2,1% de amido, terá a mesma penalidade de um Frigorífico B que venha a produzir com 10% de amido. Então, se é para correr o risco, corre-se para ganhar bem, ou seja, o crime tem que compensar.

Isso não é de hoje, no tempo em que haviam aqueles frangos caixa d'água, que eram injetados até o máximo, se você injetasse 10% ou 60% a multa era a mesma. E, além disso, quando um frigorífico era multado, ele já tinha ganho 10x ou mais o valor da multa no frango injetado que tinha vendido. Já faz quase dez anos que não se injeta mais, o MAPA lacrou as injetoras, mas ainda tem alguns artistas que conseguem, não só em frango, mas em carne suína e bovina também. 

Se quiserem encontrar fraudes em embutidos, segue a lista:

  • Presença de corante artificial
  • Presença de amido acima do permitido e em produto que não é permitido
    • Salsicha e apresuntado (máx 2%)
    • Mortadela e fiambre (máx 5%)
    • Presunto e linguiças (qualquer tipo, inclusive calabresa cozida) não é permitido
  • Presença de ácido sórbico e seus sais em linguiças, mortadelas, salsichas, etc.
  • Presença de CMS acima do limite ou em produtos onde não é permitido - essa análise é mais difícil, pois precisaria de uma análise de DNA
Mudando de assunto (pero no mucho), hoje saíram novos laudos de produtos dos frigoríficos que haviam sido interditados. Resultado: tudo dentro dos padrões!!! Entretanto, não analisaram os parâmetros que estavam fora na primeira análise como teor de amido e presença de ácido sórbico e seus sais.

Bueno, vamos encerrando por aqui, que tenho mais algumas fórmulas para conferir... enquanto alguns choram, outros vendem lenços, né?

Clipe de hoje: Janaynna e Jorge & Mateus ¨A carne é Fraca¨


domingo, 19 de março de 2017

Pagando a conta!!!

Adios mi cerdo!
Buenas, galera! Gostei muito de escrever o post passado A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte?, sobre a operação Carne Fraca da PF. A repercussão foi interessante e devo voltar ao tema em breve. Entretanto, hoje retorno ao projeto da produção de eucaliptos, falando sobre a aquisição da terra. Então, quebrei o porquinho e tô raspando a guaiaca... amanhã pago a entrada referente a aquisição da terra. Sinceramente, dá dó em baixar as aplicações, vender FIIs, vender Ações... mas, como diz um filósofo amigo meu:

Quem tem medo de cagar, não come!!!


Bueno, vamos nessa, pagar a entrada e suar para honrar as cinco prestações. A negociação foi a seguinte: entrada de 45% do valor total e cinco prestações mensais de 11% cada. Isso vai representar, na teoria, um desfalque cerca de 30% da minha carteira de investimentos. Dói na alma!!! Na prática, pretendo reduzir esse impacto pois boa parte do valor vai sair dos aportes mensais que não farei... continua doendo na alma!!!

Porque parcelei? Primeiro, pois eu teria que vender muitos ativos e não estava seguro que essa seria a hora. Segundo, porque o vendedor iria descontar apenas o valor do rendimento da poupança para um eventual pagamento à vista. E, em terceiro lugar, costumo parcelar imóveis e serviços - imóveis para avaliar se não tem nenhum problema escondido embora a documentação da terra esteja toda ok; e serviços pois quero saber se o que foi feito funciona antes de pagar.

Porque não financiei em prazo maior? Conseguir financiamento para imóveis rurais não é fácil, inclusive não encontrei nenhuma modalidade direta para isso. As opções que eu teria seriam contrair empréstimo pessoal; fazer um empréstimo com garantia em imóveis/automóvel; e consórcio. Colocar a terra em garantia não passava pela minha cabeça, pois DIZEM que o crédito rural para custeio é interessante - aí por setembro devo ficar sabendo. Assim, evitei ficar com a terra alienada.
Mansão do Mutley

De todas as opções de financiamento a melhor seria via consórcio. Comprar um carta e dar o lance para contemplação, o que, na média, ficaria num CET de aproximadamente 0,9% a.m. Não é alto como um empréstimo, mas não é nada vantajoso ao meu ver - prefiro apertar agora e não dever nada.

Next steps... os próximos passos são (1) a busca de fornecedores para as mudas, e a turma para realizar o plantio; (2) providenciar as ligações de energia e água potável para a propriedade; (3) definir o projeto da "mansão" que vou construir no sítio e avaliar os custos para isso. Tenho uns cinco meses para pesquisar bem e acertar tudo - obviamente que a prioridade são as mudas e o plantio.

O contrato e o advogado!!! Já ia esquecendo... contratei um advogado para assessorar na 'negociação'. Na verdade apenas para orientar nas cláusulas do contrato de compra e venda. O custo é baixíssimo comparado ao valor do investimento, e parti do princípio de que prefiro pagar um advogado sem necessidade agora do que ter que correr atrás de um por necessidade depois.

Riscos de compra na propriedade rural: como todo o imóvel é importante verificar se há algum impedimento sobre o mesmo antes da compra. No caso dos imóveis rurais, eles podem ser reserva indígena, podem estar averbados como reserva legal (RL) para outra área ou da mesma, podem ser ou conter uma fração muito elevada de áreas de preservação permanente (APP), podem ser parques nacionais, estaduais ou municipais (na sua totalidade ou em parte), podem conter ônus diversos, estarem hipotecados, estarem em disputa judicial, fazerem parte de inventário ainda não finalizado, terem cédulas pignoratícias, etc. Então, como não é meu cotidiano, prefiro delegar essa verificação para alguém competente, no caso um corretor de imóveis e/ou um advogado.

Bom, vou encerrando por aqui para amanhã ir em busca da mascada... e, seguindo a sugestão do amigo VC1KK, vou mudar drasticamente a linha dos clipes que coloco nas postagens...


sexta-feira, 17 de março de 2017

A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte?

Buenas, galera! Hoje acordei com uma boa notícia: a Operação Carne Fraca da PF. Surpreso? Não, conheço bem essa turma e o que a imprensa está publicando não é novidade para mim. Sim, tem algumas coisas que talvez não seja bem assim.

Antes de continuar a falar sobre a operação de hoje, gostaria de retornar à dezembro de 2015, quando, na Universidade de Umuarama/PR, foi constatada a presença de formol em carnes da JBndeS. Obviamente a empresa negou e ficou por isso mesmo. Agora, novamente a 'santa' empresa da família Batista Sobrinho está na maracutaia. Sim, não está sozinha, a BRF também figura na bagunça, junto com algumas outras menores, mas não menos culpadas.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/exame-laboratorial-encontra-formol-em-lote-de-carne-vendido-no-parana-cdqtai0kc7x22ck50kryx5mv6
Retornando à operação da Polícia Federal, como comentei, não me causa a menor surpresa o que li na imprensa. Já participei de diversos projetos em frigoríficos para aumentar o shelf-life de produtos. Isso não é errado? Não, bem ao contrário! Aumentar a validade de um produto melhorando o processo, usando matérias-primas, ingredientes, aditivos e coadjuvantes corretos e na quantidade segura, é louvável. Entretanto, recuperar carne estragada, maquiar um processo ineficiente, fraudar os produtos economicamente, isso é deplorável.

Agora, três situações que saíram na imprensa me parecem que não são bem assim:

Carne de cabeça em linguiça: em alguns meios de comunicação foi exposto que não se pode usar carne de cabeça em embutidos. Na verdade, a legislação permite o uso de carne de cabeça em embutidos que sejam submetidos a tratamento térmico. Exemplificando, pode-se usar carne de cabeça em linguiça calabresa cozida, mas não pode em linguiça calabresa frescal. Carne de cabeça não são os miolos, e sim as aparas da cabeça após a retirada da máscara (pele + orelhas). Na Itália e na França existe uma iguaria feita com a bochecha suína e bovina.

Ácido Ascórbico é cancerígeno: este é o absurdo dos absurdos, ácido ascórbico e vitamina C são a mesma coisa. É um poderoso antioxidante que previne o escorbuto e é associado à diminuição de radicais livres no nosso organismo, ou seja, é mais provável que combata o câncer, do que provoque.

Um grande defensor da ingestão de Vitamina C foi Linus Pauling (Nobel de Química em 1954 e Nobel da Paz em 1962). Durante quase três décadas ingeriu cerca de 18 g de vitamina C diariamente. Morreu aos 93 anos de câncer, justamente o que ele assegurava que a vitamina C prevenia. Segundo ele, a alta ingestão de ácido ascórbico retardou o aparecimento de câncer, já seus críticos dizem que essa ingestão elevada causou o câncer. De qualquer forma, com 93 anos ele já estava no lucro...

O ácido ascórbico e seus sais são aditivos que não tem limite de uso em produtos cárneos, ou seja, pode-se usar a quantidade que desejar. No entanto, em carnes "in natura", no Brasil, nenhum aditivo é permitido, nem o ácido ascórbico, muito embora, o seu uso como prevenção seria inócuo ao ser humano. Sinceramente, eu acho o termo ácido ascórbico era para encobrir o real produto químico que estavam adicionando - usam-se essas técnicas em frigorífico. O ácido ascórbico até pode recupera um pouco a cor vermelha da carne, mas não faz milagre. Já alguns outros químicos podem ser mais eficazes no mascarar a qualidade da carne como: formol, antibióticos, sulfitos, ácido sórbico e sorbato...

Papelão na Carne Moída, chamada de CMS: primeiro, carne moída e CMS são coisas bem distintas. Aqui acho que existe um mal entendido. Conheço muito bem frigoríficos, e digo que é praticamente impossível colocar papelão no CMS e em qualquer outro produto cárneo. Simplesmente porque não se consegue entrar com papelão na área de produção de qualquer frigorífico (exceto fundo de quintal).

CMS é a sigla para carne mecanicamente separada. A mais comum é a de frango e é obtida através de uma extratora de CMS que, basicamente, é um moedor de carne onde coloca-se os ossos de frango (dorso, ossos de peito e pescoço, principalmente) num bocal; uma rosca sem fim empurra esses ossos e prensa-os contra uma série de 'laminas'; a pressão gerada faz com que a carne passe entre as lâminas e os ossos sigam em frente saindo no bocal. O produto obtido é similar a uma geleia. O vídeo abaixo mostra um frigorífico bem rústico extraindo CMS. A higiene e o processo são péssimos!!!


O CMS só pode ser utilizado em produtos cozidos como Salsicha, Mortadela, Calabresa Cozida, Lanches, Empanados, e outros cozidos. Entretanto existe alguns criminosos que usam em produtos frescos como linguiças, hambúrgueres, carne moída...

Dicas para o mercado, não o de ações: eu tenho algumas manias quando escolho alimentos processados no mercado.

  • Não foco muito na data de validade, mas sim na data de fabricação. Quanto mais novo o produto, melhor
    • Olho também a qualidade do carimbo, pois ter sido adulterado
  • Não compro produtos fatiados ou porcionados pelo supermercado, pois podem re-embalar no final da validade ou já vencidos - vejam o vídeo!
    • Não é culpa do frigorífico pois o mercado recebeu o produto dentro da validade
    • Também não sei se essa prática continua na rede que aparece no vídeo, mas já fiz diversos flagrantes de produtos vencidos em diversas redes de supermercados, nacionais e multinacionais
  • Quando compro carne embalada eu furo a embalagem e avalio o aroma. Se o aroma estiver ácido ou podre não compro
    • No final de semana passado, furei quatro embalagens de peito de frango e todas com cheiro de podre. Paguei um pouco mais caro por uma outra marca que estava com aroma suave e característico
  • Embutido e queijos embalados a vácuo, eu verifico se a embalagem está firme, sem estufamento e se o produto não apresenta líquido solto na embalagem
    • Um pouco de líquido é normal
    • Se o líquido estiver esbranquiçado indica contaminação elevada - não compre!
  • Pão, molho de tomate, pasta de cebola e pasta de alho, normalmente faço em casa - melhor e mais barato!

segunda-feira, 13 de março de 2017

IPV, o semi-empreendedor! Nova fase da vida...

Buenas galera! Aos que me acompanham, já perceberam que gosto de privacidade (aos que não acompanham muito, que fiquem sabendo). Outra característica minha, é estar seguro dos meus investimentos, e essa característica chega a ser, em certos momentos, exagerado. Eu sei, isso não é muito bom, mas deixa-me com duas opções: mudar ou me adaptar.

Opto pela segunda: adaptar meus investimentos em ativos que me deixem seguro. Não digo com isso que a renda fixa que aplico é segura, e sim que meu dinheiro aplicado nela não me tira o sono, nem que o dinheiro que investi em imóveis é seguro e que tem uma rentabilidade astronômica, mas também não me tira o sono.

O lado negativo dessa busca por segurança é a inaptidão pelo empreendedorismo. Realmente não sou um empreendedor, pelo menos não até agora*, e nos moldes comuns de empreendedorismo. Não penso em montar uma loja, ou um comércio eletrônico. Gosto muito de frigoríficos, mas não me passa pela cabeça em ter um, nem criar boi, suínos ou frangos. Tenho um emprego CLT e uma representação comercial. E é isso! Um me dá segurança e outro um extra. Ajustei minhas despesas para que meu fixo mais o fixo da minha esposa custeiem a casa, e que as comissões fiquem livres para investir.
*Não até agora: muitos se tornam empreendedores devido a necessidade. Até então não tive necessidade de empreeender, o que não quer dizer que no futuro essa necessidade não apareça.
Como comentei, nunca empreendi nos moldes convencionais, porém, comprei imóveis para renda e para futuras construções, e agora entro numa nova fase:

IPV - AGROSILVOPASTORIL


No caso, ficarei somente na parte do silvo, o agropastoril talvez no futuro, mas não é a ideia original.

Quem compra terra não erra, diz o ditado - espero que ele esteja certo... mas sou um otimista nato. Avalio os riscos e foco no resultado positivo.

Há aproximadamente um ano venho estudando a compra de um pedaço pequeno de terra para cultivo de eucalipto. O mercado está em baixa e o povo que plantou eucalipto focou na produção de energia, pois é um ciclo curto. Agora estão migrando para pasto e, aonde conseguem mecanizar a terra, para as culturas tradicionais (milho e soja).

Meu projeto é cultivar com foco em madeira para serraria, uma vez que a lenha já sai automaticamente no ralheio, na desrama e nas sobras do corte. Bom, esse é o projeto, mas costumo aprender o caminho, caminhando... então, pode ser que daqui há alguns anos o mercado tenha mudado e eu avalie diferente.

Isso também dará uma mudada no blog, pois terei um assunto diferente para comentar por aqui: a saga desse investimento de longo prazo. Inciando, já posso expor...

Os fatores de decisão para compra da terra


Tamanho: como não tenho experiência, busquei um sítio pequeno para iniciar, o que foi difícil, pois as opções que vinha encontrando eram grandes demais ou pequenas demais.

Preço por hectare: conseguia bons preços em áreas muito longes e/ou em grandes extensões, o que inviabilizava o investimento ou estava acima do meu limite. Quando achava áreas pequenas e com melhor localização, o preço por hectare que estava era elevado, ou já tinham muitas benfeitorias o que inviabilizava.

Topografia: para o plantio de eucaliptos eu não preciso de uma área mecanizada. Pode ser uma área dobrada, mas que não seja uma pirambeira que depois não consiga transportar, nem que seja virada em pedra pois gastaria muito com o manejo e perderia muita área. O desenvolvimento das árvores também poderia ficar comprometido.

Localização: lenha é um produto de baixo valor agregado, então quanto menor o deslocamento para escoar a produção, melhor. Mas IPV, seu projeto é para madeira, não? Sim... mas sempre terei uma produção de lenha, é inerente ao processo, e tenho que dar escoamento para ela.

Água: o ideal é que a terra tenha fonte de água, para não depender exclusivamente de São Pedro.

Infraestrutura: é importante para o escoamento o acesso a estradas. Energia elétria e água de concessionária disponíveis também, pois pretendo fazer uma pequena casa para passar alguns finais de semana.

A terra prometida!


Finalmente, achei a terra que estava procurando... obviamente que abri mão de alguns quesitos, pois perfeição é difícil. O principal foi o valor - ficou cerca de 15% acima do que queria pagar, mas a qualidade da terra é superior ao que estava buscando. Ou seja, comprei uma terra melhor do que precisava.

Tamanho: ficou bem dentro do que buscava. Área pequena porém viável para a produção.

Preço por hectare: ficou em 20,7k, o que não é uma pechincha, mas na região em que estou comprando e, pelo fato de metade dela ser mecanizada, o preço está da média para baixo.

Topografia: conforme comentei, metade da área é mecanizada, inclusive está com plantio de milho. A área é pouco dobrada o que facilita numa eventual saída do investimento (venda), pois é uma área mais versátil.

Localização: na minha avaliação é excelente, pois num raio de 80 km tenho cerca de 10 indústrias grandes consumidoras de lenha (frigoríficos e laticínios, principalmente). Além disso, há muitos produtores de frango onde usam tanto lenha como maravalha e cavaco.

Água: não idntifiquei nenhuma fonte/mina d'água, mas tem uma sanga/riacho no início da propriedade e nas propriedades vizinhas tem açude que já foram oferecidos - só canalizar.

Infraestrutura: Em questão de estradas, dois km de chão e uns quatro de paralelepípedo, depois asfalto, o que facilita bem o escoamento. Tem disponibilidade de energia e água, só terei o custo de fazer as ligações.

Bueno! Agora é esperar passar o inverno e começar a plantar os ZOCALITOS!