segunda-feira, 19 de junho de 2017

Educação financeira de pai para filho. Final feliz para o episódio do vídeo game.

Buenas Galera! Em janeiro desse ano escrevi esse post contando a saga do meu filho para a troca do seu videogame.

Na época ele já vinha poupando há quase dois anos para isso e, nesse último final de semana, ele conseguiu realizar o seu objetivo. Foi uma conquista que me deixou muito orgulhoso. Durante essa caminhada ele abdicou de pegar empréstimo para antecipar a compra e poupou religiosamente com foco no longo prazo. Conheço muitos adultos que não demonstram a mesma paciência e perseverança desse garoto de 13 anos.

Lembro-me de quando fiz minha primeira venda e meu chefe disse que para vender R$ 100,00 ou R$ 100.000,00 usava-se o mesmo processo. Hoje com mais experiência entendo que isso é verdade, e ouso a dizer que, para conquistar a IF ou comprar um bem desejado também se usa mesmo processo. Muda-se o objetivo, mas a disciplina e o foco no longo prazo devem ser o mesmo.


Mudando radicalmente de assunto, mas mantendo a tradição de minhas chamadas para a Doação de Sangue, no último dia 14 foi o Dia Mundial do Doador de Sangue. Não doei sangue nesse dia, pois ainda não faz 60 dias da minha última doação, mas, assim que estiver apto a doar novamente, eu farei nova doação.


domingo, 11 de junho de 2017

Fechamento Maio/17 - tá ruim mas tá bom!

Buenas, galera! Meu último post foi dia 16/05 e nele comentei sobre a expectativa otimista que o mercado estava com a queda dos juros futuros Juros Futuros - em queda aguardando a reunião da turma do Ilan. Bem, um dia depois o bicho pegou, houve a delação da JBS e isso atingiu em cheio o governo Temer. Olha o que aconteceu com o Ibovespa - coitado!!!

Vínhamos numa bela alta desde o inicio de 2016 e o mercado esperava o rompimento da resistência dos 69.478 pontos (linha amarela). Aí, após o fechamento do mercado no dia 17/05 veio a notícia da delação e, no dia 18, o sell-off com o rompimento da LTA (linha azul) que suportava a alta desde o final de janeiro de 2016. Bueno, eu também apostava no rompimento da máxima e estava reforçando posições... paciência, fiz algumas compras no topo, mas sem estresse, no longo prazo tudo se resolve.

No dia 18? Nem operei. Primeiro não iria vender no pânico e, depois, tinha uma reunião com cliente marcada para as 10 da manhã que emendou com um almoço, ou seja, só fui ver o que estava acontecendo com o Ibov aí pelas 14:00.

E agora José? Agora, estou em compasso de espera, até porque tenho alguns compromissos e não tenho pressa em aportar. Entendo que o mercado consolidou e as bombas políticas vs os avanços das reformas vão ditar o rumo. Particularmente acredito que teremos mais correções, mas só o tempo dirá o que realmente vai acontecer.

Então vamos aos resultados:

A CARTEIRA FINANCEIRA encolheu 1,2%, o que já era esperado, mas a CARTEIRA GLOBAL avançou 1,1%, devido ao pagamento de mais uma parcela da terra.

No mês passado, havia diminuído a exposição em ações e comprado algumas doletas quando os pilas ianques caíram a 3,10 - bendita hora!!! Em Maio reforcei as ações e não aportei em dólar. Infelizmente, comprei a maior parte das ações antes do dia 17. A limada em Maio ficou concentrada em CDBs e TD.

Perdas e Ganhos


A carteira teve uma desvalorização de 0,3%, ou seja, perdeu para o CDI e para o IFIX e até para a poupança (+0,58%.) Na realidade, perdeu até para a grana que ficou na carteira, mas ganhou do IBOV.

Ações, ao contrário do mês passado, tiveram o pior desempenho do mês, caindo 4,24% e perdendo para o Ibovespa que perdeu 4,12% no período. BBAS3 foi a ação que mais impactou negativamente o resultado, enquanto que WEGE3 foi a que teve o melhor desempenho.

FIIs valorizaram 1,28% e bateram novamente o IFIX (+1,02%). O destaque do mês foi HGRE11 que valorizou 9,19%.

Outras Rendas Fixas valorizaram 1,11% contra 0,93% do CDI - nada mal, para 'perda fixa' como alguns chamam.

Tesouro Direto caiu 0,01%, ou seja, ficou praticamente estável, mas por ser uma renda fixa muitos esperam rentabilidade positiva. No entanto, papéis que tem marcação a mercado variam, e tornam a renda fixa não tão fixa assim. Novamente o principal impacto negativo veio do TD-IPCA35 que, embora tenha caído apenas 0,57%, devido ao seu peso na carteira foi o que mais contribuiu para o resultado negativo.

Reserva Cambial foi o grande drive positivo da carteira no mês. A valorização foi de 4,72% superando o dólar comercial (+1,93%).

Bola de Cristal


No último mês dividi as expectativas entre os fronts externo e interno.

No front externo minhas considerações ficavam a cargo da economia chinesa, tensões entre Coréia do Norte e EUA, política fiscal do Trump e as eleições francesas. Das quatro, a economia chinesa muito me preocupa e não entendo porque os mercados estão ignorando esse problemas - talvez os tubas estejam desovando suas posições bem quietinho, sei lá, mas algo não me cheira bem.

Já no front interno eu me mostrava bastante pessimista, porém não imaginava uma bosta tão grande. Não defendo o Temer, até por que, para mim, é tudo farinha do mesmo saco, mas esperava que ele remasse até 2018 com certa blindagem tranquilidade para que as reformas fossem aprovadas.

Agora, com todos os nossos problemas internos, os externos podem até contribuir, mas não devem piorar muito a toada por aqui.

Ações: acho que devem sofrer bastante. Espera-se que os bancos entrem na ciranda das delações, novas denúncias devem aparecer e envolver o nome do presidente... Mas, o que mais temo, é que os nomes da área econômica sejam ligados a alguma falcatrua e passemos a ter incerteza da continuidade desse time. O pulga que está atrás da minha orelha: Henrique Meirelles - presidente do Conselho de Administração da J&F Investimentos de 2012 a 2016.

FIIs: acredito que sejam mais resilientes pois a precificação está muito mais atrelada à queda dos juros do que a política.

Juros: acredito que continuem em queda e pela expectativa de recessão, associada à baixa inflação. Não me surpreenderia se o mercado passasse a precificar uma queda de 100 bps para a próxima reunião. Se for aportar, provavelmente os pós fixados sejam minha classe preferida no momento.

Dólar: parece ter encontrado uma zona de estabilidade entre 3,20 e 3,30. Por hora não pretendo aportar, a não que demonstre força para subir acima de 3,35 e se manter.

Clipe de hoje: RISE (PIL) - Live at Glastonbury 2013. Pois é, com a idade os quilos não chegaram só para mim. I could be wrong, i could be right - who knows, wherever...

terça-feira, 16 de maio de 2017

Juros Futuros - em queda aguardando a reunião da turma do Ilan

Buenas Galera! Faz algum tempo que não falo mais sobre os juros futuros, mas estamos numa época de expectativa da nova taxa de juros básicos definido pelo COPOM e o tema está na pauta - o último post foi este.

Inflação abaixo das expectativas, recessão e queda no risco país pavimentam a estrada ladeira abaixo para os juros futuros que, ao meu ver, devem continuar seu movimento de baixa - bolsa e títulos pré-fixados agradecem!

Gosto de rever o que escrevi no passado e comparar com a atualidade. Na época escrevi que esperava que o DI1F19 perdendo o suporte de 9,80 (linha verde) caminharia rumo aos 8,70 (linha rosa) com um possível suporte na região de 9,20 (linha amarela). Esse suporte de 9,20 se concretizou levemente acima (por volta de 9,30), o que considero bem aceitável. Agora espero que o DI1F19 permaneça na região de 8,70 pelo menos até a próxima reunião do COPOM. A partir daí não existem mais suportes gráficos, mas não acredito em uma queda muito acentuada, uma vez que hoje o mercado projeta uma Selic na faixa de 8,20 (média) para o final de 2018.

Bom, mas para quem está posicionado em TD-IPCA ou TD-Pré o mais importante não é o DI1F19 e sim o DI1F25. Isso porque 2019 está logo aí e os movimentos não refletem mudanças significativas nos preços desses títulos. Por outro lado, o DI1F25 já trás uma curva mais longa e impactos maiores nos valores dos títulos - no meu caso, o TD-IPCA35. Esse gráfico é mais influenciado pela instabilidade política e econômica, trazendo mais volatilidade à curva. Isso explica o repique no final de abril, por exemplo.

O andamento das reformas e o julgamento da chapa Dilma-Temer devem trazer volatilidade. A aprovação das reformas e a manutenção do presidente devem confirmar o rompimento do suporte atual (10,05 - linha pontilhada branca). Como escrevi no post anterior, esse DI não tem mais suportes e deve criar seus novos pontos de suportes e resistências, mas acredito em um suporte na faixa de 9,45 (linha pontilhada laranja)... vamos ver!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Imóveis entram na carteira?

Buenas galera! 

Com dívida, eu me sinto preso!!!
Nesse mês a previsão é de uma baixa nas comissões recebidas na ordem de 20%, então vou raspar o que tiver para cobrir a prestação da terra. O lado bom é que terei pago 67% da cota. Essa descapitalização, obviamente tem um impacto na minha carteira, como postei em março, minha carteira encolheu. Mas e meu patrimônio? Imóveis entram ou não na carteira? O que eu penso sobre isso?


Imóveis entram na carteira?

Sim, na minha opinião, imóveis entram na carteira, desde que sejam adquiridos para investimento. A grande dificuldade é de atribuir um valor de mercado a eles, pois, pela sua baixa liquidez e sua exclusividade, fica difícil precificá-los. Por isso, eu divido minha carteira em Carteira Financeira e Carteira Global.


Carteira Financeira:

Nela entram apenas os ativos que podem ser precificados facilmente, tais como Ações, ETFs, FIIs, Tesouro Direto, CDBs, LCAs, LCIs, Debêntures, Ouro, Dólar, Euro, etc. Mesmo aqueles que não têm liquidez diária, pois, embora não seja possível resgatá-los de imediato, é possível precificá-los.

Carteira Global:

Aqui, além dos ativos da Carteira Financeira, coloco os imóveis que tenho para investimento. Então, se tiver imóveis para locação, terrenos, áreas rurais, etc. entram nessa carteira. Não entram aqui a casa onde moro, automóvel, barcos, nave espacial, moto, skate, prancha de surf. Embora a residência e veículos, contabilmente, sejam ativos, a maioria da galera da finansfera só considera ativo o que coloca dinheiro no bolso, de acordo com Robert Kiyosaki. Eu também concordo com isso, uma vez que o foco aqui não é apresentar um balanço auditável e, sim, buscar a IF.

Terreno coloca dinheiro no bolso?

Sim. Colocar dinheiro no bolso, não quer dizer criar um fluxo de caixa. Por isso, um terreno vai colocar dinheiro no bolso, desde que valorize ao longo do tempo. E se não valorizar? Não é impossível, mas é improvável - até hoje nunca vi isso ocorrer com quem comprou para longo prazo. Já vi pessoas que compraram sem condições e tiveram que vender às pressas. Aí perderam dinheiro, mas isso foi fruto da falta de planejamento e não do terreno (ou de qualquer outro imóvel).

Eu entendo que todo o investimento com marcação à mercado, quer seja renda variável, fixa ou imóveis tem que ter um bom planejamento que começa com a reserva de emergência. É a reserva que vai garantir que você não precise queimar um ativo, permitindo que você espere um momento melhor para vendê-lo.

Patrimônio x Ativo:

Em síntese, eu considero todos os ativos na minha Carteira Global mas não todo o patrimônio. Veículo e residência são bens patrimoniais, mas não considero ativos pois não colocam dinheiro no bolso. Assim, no meu entendimento, todo ativo é um patrimônio, mas nem todo o patrimônio é um ativo.

Hoje, um clipe onde impera a simplicidade, porém com muita qualidade - três acordes são suficientes se bem tocados. Stray Cats - Rock This Town

domingo, 30 de abril de 2017

Fechamento Abril/17 - Carteira financeira continua a encolher, mas bem pouquinho...

Buenas, galera! Depois de algumas semanas no ostracismo, mas não no ócio, esse humilde escriba volta ao teclado para o fechamento do mês de Abril/17.

Abril foi um mês de quaresma, muitos feriados e alguns não recorrentes, como IPTUs e o aniversário da minha filha que consumiram uma graninha considerável. Nas comissões, o impacto mais forte será sentido nos meses seguintes, por hora, está tudo dominado! Tive sim, uma queda de cerca de 6% nas entradas comparado a março, mas isso está dentro do normal. 

De forma geral a CARTEIRA FINANCEIRA continuou encolhendo (-0,4%), como esperado, pois estou pagando a terra. Já a CARTEIRA GLOBAL cresceu (+1,4%) - nada mal considerando que nela tenho quase 60% em imóveis.
Avaliando mês a mês as classes de investimento, optei por limar um pouco a carteira de ações esse mês, até em virtude de sua boa performance, e tive a oportunidade de comprar dólar quanto este caiu próximo a R$ 3,10.

Perdas e Ganhos 


A carteira financeira teve valorização de 1,05%. Isso supera IBOV, IFIX e CDI.

Ações tiveram a maior valorização da carteira com 4,24% - chupa IBOV (+0,64)!!! Destaque para HGTX3 com valorização de 23% no período.

FIIs valorizaram 0,95% também superando o seu benchmark, o IFIX (+0,16%), mas de forma mais comedida. O destaque foi MFII11 que valorizou 9,52%.

Outras Rendas Fixas também valorizaram bem, subindo 1,54% contra 0,79% do CDI em abril (se não estou enganado), puxado pelo recebimento de um empréstimo garantido.

Tesouro Direto foi a classe negativa do mês (-0,81%). As incertezas políticas fizeram subir as taxas dos títulos mais longos, e o título que mais afetou minha carteira foi o TD-IPCA35 (-3,14%). No entanto, com valorização de 58% em menos de dois anos, uma queda de 3,14% nesse título, não o torna um mal investimento.

Reserva Cambial fiz um bom aporte quando o dólar bateu nos R$ 3,10 e isso contribuiu para uma boa rentabilidade no período (+1,65%) contra 1,41% do dólar. Também vendi um contrato de ouro que tinha, mas quero postar isso em separado, pois foi uma pequena experiência.

Bola de Cristal


No último mês não coloquei esse quadro, até porque não tive muito tempo para escrever e não via nada muito explícito. Haviam sim, fatores de risco, mas via-os muito latentes.

  • Front Externo:

    • A semana vai começar com o mercado digerindo a notícia do PMI chinês abaixo do esperado - a saúde da economia chinesa é algo que eu vejo com bastante ceticismo. Além do PMI chinês teremos outros PMI importantes para o mercado ao longo da semana (EUA, Alemanha e Reino Unido).
    • A tensão entre EUA e Coréia do Norte não me parece com cara de que será resolvida com diálogo e sem surpresas.
    • O mercado gostou da conversa de Trump sobre a forte baixa nos impostos. Porém, ainda não ouvimos a repercussão disso na cabeça dos membros do FED. Agora, é certo de que a abiogênese não existe nem na biologia nem nas finanças. Eu espero, para o médio prazo, um aumento da inflação americana.
    • A eleição francesa coroa a semana e pode causar uma boa volatilidade. Não acredito que Le Pen consiga tirar a diferença em uma semana, mas olhando o histórico das pesquisas Macron vem caindo e Le Pen subindo - podemos ter surpresa!!!

  • Front Doméstico:

    • Projeção da Selic vem caindo, porém a curva de juros futuros subiram com as incertezas políticas e, em especial, dúvidas sobre a aprovação da reforma da previdência. Eu acho que o governo vai ter que fazer muitas concessões nessa reforma, e o mercado ainda não precificou tudo.
    • Campanha eleitoral de 2018 já começou e vai ter muita merda no ventilador. Além disso, quanto mais postergar as votações, pior fica para o governo, pois nossos "excelentíssimos" congressistas não vão querer deixar o deles na reta.
    • Protestos contra as reformas podem ganhar força e isso dificultaria para o governo Temer que, até então, tem uma relativa força no congresso.
    • Investigações estão provando que direita e esquerda é uma questão de oportunidade e não de ideologia, ou seja, são tudo farinha do mesmo saco. Para mim, nenhuma novidade!!!
    • Como visto, não ando muito otimista... espero estar enganado e que as reformas avancem sem muita descaracterização. Entretanto, acho que com o jogo político isso vai ser muito improvável.
    • Bom mesmo foi a reforma trabalhista. Espero que não sofra nenhum revés, em especial na questão da contribuição sindical. Para mim esse foi o principal ponto, pois vai diminuir em muito a arrecadação dessa turma. Nada contra os sindicatos, mas eles têm renda mesmo sem mostrar serviço.
O som de hoje, Metallica -  ...And Justice For All

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Fechamento Março/17 - a carteira encolheu!!!

Buenas, galera! Março já acabou faz dias e eu ainda não postei o fechamento do mês... antes tarde do que nunca, né?

Devido a correria em que me encontro vou ser bastante sintético nessa apresentação, então vamos aos números:

A carteira financeira encolheu 7,8% no mês de março ante fevereiro devido à retirada para o pagamento da entrada da terra. Como tenho mais cinco prestações para pagar, a expectativa para os próximos meses é de aporte nulo e, inclusive, mais retiradas.

Optei em primeiro lugar pelo resgate de CDBs de bancos médios e aplicações em renda fixa com perfis semelhantes. Em seguida, saquei alguns valores em TD-Selic para completar o valor necessário. Com esse encolhimento da RF, ações e FIIs acabaram aumentando sua fatia na carteira financeira.

Quanto à rentabilidade, o mês de março não deixou a desejar. As carteiras de Ações e Fundos Imobiliários valorizaram +0,24% e -0,80%, respectivamente. IBOV e IFIX performaram -2,52% e +0,20%.

As carteiras de Outras Rendas Fixas e Tesouro Direto tiveram as valorizações de +2,27% e +0,62%, respectivamente, enquanto o CDI valorizou 1,05% em março. Fechando o tema, a reserva cambial valorizou 0,72%

Com a mexida que fiz no mês passado, a carteira financeira mudou a configuração, diminuindo a concentração em Renda Fixa para 60,1% e elevando os pesos de Renda Variável para 35,6% e Reserva Cambial para 4,3%.

Embora tenha havido uma queda na Carteira Financeira, considerando a compra da terra, o patrimônio cresceu 3,3% em março, o que não é nada mal.

Para finalizar, peço desculpas pela ausência, inclusive não tenho nem visitado os blogs que costumo ler assiduamente, mas para terem uma ideia, agora são 23:41 e amanhã, às 05:30 já estarei dentro de uma fábrica prestando consultoria... realmente o tempo está escasso.

Um grande abraço e sucesso a todos!!!

sexta-feira, 31 de março de 2017

A carne continua fraca...

Buenas galera! Nessa altura já deveria estar preparando o post do final de mês com rentabilidade, etc., mas estive extremamente ocupado nessas duas últimas semanas e ainda estava devendo mais um post sobre a Carne é Fraca, então la vai...

Conforme eu havia comentado no post A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte? o papelão na carne era um papelão da fiscalização, realmente comprova-se que isso é absurdo. Colocar papelão no CMS significa entrar com caixas de papelão no setor que produz CMS, o que não é permitido. Provavelmente estava faltando bandejas plásticas para os sacos de CMS serem depositados e irem para o congelamento - a "solução" seria depositar os sacos de CMS em caixas de papelão e enviar assim para o túnel de congelamento. Caso o CMS não seja congelado logo é bem provável que seja condenado (enviado para ração animal).

O outro absurdo foi o que publicaram sobre o ácido ascórbico (vitamina C). No post eu comento que deveria ser outro produto entre eles o ácido sórbico, justamente o que o delator Daniel Gouvêa Teixeira citou em entrevista ao Fantástico. Agora, não fizeram pesquisa de formol, o que é mais grave.

Na mesma entrevista o fiscal agropecuário diz que um frigorífico usava 94% de CMS no produto. Bom, aí tem algum erro de matemática: o frigorífico estaria usando 94% de CMS, mais Fécula de Mandioca, mais Proteína de Soja, mais Sal, até 10% de água, mais condimentos, antioxidante, estabilizante... ops! passou muito dos 100%.

Na minha opinião, a legislação sobre carnes no Brasil é muito rígida e atrasada. O RIISPOA que é a Bíblia da Inspeção é de 1952 e teve uma maquiada em 2016. Por exemplo:
  • Permite-se adicionar até 3% de água em produtos frescais e até 10% em produtos cozidos. Na vida real isso é bem diferente
  • É permitido uso de amido em salsichas e apresuntado (máximo 2%), mortadelas, fiambres e embutidos cozidos (máximo 5%). Não é permitido em linguiças (inclusive calabresa cozida) e presunto
  • É permitido uso de 2,5% de proteína de soja em algumas linguiças e 4% em salsichas, mortadelas e embutidos cozidos
  • Não é permitido o uso de corante artificial em produtos cárneos
  • É permitido o uso de ácido sórbico e seus sais (sorbatos) somente na parte externa, nunca na massa
  • Não é permitido o uso de CMS em produtos frescais
Enfim, o que enumerei acima são apenas exemplos da legislação, mas que em muitos casos não são seguidos e nem fiscalizados. A fiscalização é falha e o ramo é promíscuo.

Na minha opinião, as fraudes sanitárias deveriam ser fortemente combatidas, como o uso de CMS em produtos frescais e o controle microbiológico de carnes e produtos cárneos. Pega o produto no ponto de venda e analisa - simples assim! Depois vai ter choro, porque a culpa é do mercado que não conservou, ou a culpa é da industria porque produziu sem higiene, etc. mas saúde é saúde.

Quanto as fraudes econômicas, como a adição de água, fécula, proteína fora do limite permitido, penso que a legislação deveria ser mais branda e deixar o produtor mais livre desde que informe no rótulo do produto o que está vendendo. É assim em outros países. Então, se quero vender salsicha com 10% de fécula, tudo bem, desde que esteja informado no rótulo. Aí cabe a fiscalização conferir se o informado bate com o produzido.

Vejam como a legislação atual favorece ao infrator: se o Frigorífico A produzir salsicha com 2,1% de amido, terá a mesma penalidade de um Frigorífico B que venha a produzir com 10% de amido. Então, se é para correr o risco, corre-se para ganhar bem, ou seja, o crime tem que compensar.

Isso não é de hoje, no tempo em que haviam aqueles frangos caixa d'água, que eram injetados até o máximo, se você injetasse 10% ou 60% a multa era a mesma. E, além disso, quando um frigorífico era multado, ele já tinha ganho 10x ou mais o valor da multa no frango injetado que tinha vendido. Já faz quase dez anos que não se injeta mais, o MAPA lacrou as injetoras, mas ainda tem alguns artistas que conseguem, não só em frango, mas em carne suína e bovina também. 

Se quiserem encontrar fraudes em embutidos, segue a lista:

  • Presença de corante artificial
  • Presença de amido acima do permitido e em produto que não é permitido
    • Salsicha e apresuntado (máx 2%)
    • Mortadela e fiambre (máx 5%)
    • Presunto e linguiças (qualquer tipo, inclusive calabresa cozida) não é permitido
  • Presença de ácido sórbico e seus sais em linguiças, mortadelas, salsichas, etc.
  • Presença de CMS acima do limite ou em produtos onde não é permitido - essa análise é mais difícil, pois precisaria de uma análise de DNA
Mudando de assunto (pero no mucho), hoje saíram novos laudos de produtos dos frigoríficos que haviam sido interditados. Resultado: tudo dentro dos padrões!!! Entretanto, não analisaram os parâmetros que estavam fora na primeira análise como teor de amido e presença de ácido sórbico e seus sais.

Bueno, vamos encerrando por aqui, que tenho mais algumas fórmulas para conferir... enquanto alguns choram, outros vendem lenços, né?

Clipe de hoje: Janaynna e Jorge & Mateus ¨A carne é Fraca¨


domingo, 19 de março de 2017

Pagando a conta!!!

Adios mi cerdo!
Buenas, galera! Gostei muito de escrever o post passado A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte?, sobre a operação Carne Fraca da PF. A repercussão foi interessante e devo voltar ao tema em breve. Entretanto, hoje retorno ao projeto da produção de eucaliptos, falando sobre a aquisição da terra. Então, quebrei o porquinho e tô raspando a guaiaca... amanhã pago a entrada referente a aquisição da terra. Sinceramente, dá dó em baixar as aplicações, vender FIIs, vender Ações... mas, como diz um filósofo amigo meu:

Quem tem medo de cagar, não come!!!


Bueno, vamos nessa, pagar a entrada e suar para honrar as cinco prestações. A negociação foi a seguinte: entrada de 45% do valor total e cinco prestações mensais de 11% cada. Isso vai representar, na teoria, um desfalque cerca de 30% da minha carteira de investimentos. Dói na alma!!! Na prática, pretendo reduzir esse impacto pois boa parte do valor vai sair dos aportes mensais que não farei... continua doendo na alma!!!

Porque parcelei? Primeiro, pois eu teria que vender muitos ativos e não estava seguro que essa seria a hora. Segundo, porque o vendedor iria descontar apenas o valor do rendimento da poupança para um eventual pagamento à vista. E, em terceiro lugar, costumo parcelar imóveis e serviços - imóveis para avaliar se não tem nenhum problema escondido embora a documentação da terra esteja toda ok; e serviços pois quero saber se o que foi feito funciona antes de pagar.

Porque não financiei em prazo maior? Conseguir financiamento para imóveis rurais não é fácil, inclusive não encontrei nenhuma modalidade direta para isso. As opções que eu teria seriam contrair empréstimo pessoal; fazer um empréstimo com garantia em imóveis/automóvel; e consórcio. Colocar a terra em garantia não passava pela minha cabeça, pois DIZEM que o crédito rural para custeio é interessante - aí por setembro devo ficar sabendo. Assim, evitei ficar com a terra alienada.
Mansão do Mutley

De todas as opções de financiamento a melhor seria via consórcio. Comprar um carta e dar o lance para contemplação, o que, na média, ficaria num CET de aproximadamente 0,9% a.m. Não é alto como um empréstimo, mas não é nada vantajoso ao meu ver - prefiro apertar agora e não dever nada.

Next steps... os próximos passos são (1) a busca de fornecedores para as mudas, e a turma para realizar o plantio; (2) providenciar as ligações de energia e água potável para a propriedade; (3) definir o projeto da "mansão" que vou construir no sítio e avaliar os custos para isso. Tenho uns cinco meses para pesquisar bem e acertar tudo - obviamente que a prioridade são as mudas e o plantio.

O contrato e o advogado!!! Já ia esquecendo... contratei um advogado para assessorar na 'negociação'. Na verdade apenas para orientar nas cláusulas do contrato de compra e venda. O custo é baixíssimo comparado ao valor do investimento, e parti do princípio de que prefiro pagar um advogado sem necessidade agora do que ter que correr atrás de um por necessidade depois.

Riscos de compra na propriedade rural: como todo o imóvel é importante verificar se há algum impedimento sobre o mesmo antes da compra. No caso dos imóveis rurais, eles podem ser reserva indígena, podem estar averbados como reserva legal (RL) para outra área ou da mesma, podem ser ou conter uma fração muito elevada de áreas de preservação permanente (APP), podem ser parques nacionais, estaduais ou municipais (na sua totalidade ou em parte), podem conter ônus diversos, estarem hipotecados, estarem em disputa judicial, fazerem parte de inventário ainda não finalizado, terem cédulas pignoratícias, etc. Então, como não é meu cotidiano, prefiro delegar essa verificação para alguém competente, no caso um corretor de imóveis e/ou um advogado.

Bom, vou encerrando por aqui para amanhã ir em busca da mascada... e, seguindo a sugestão do amigo VC1KK, vou mudar drasticamente a linha dos clipes que coloco nas postagens...


sexta-feira, 17 de março de 2017

A carne é fraca, e a JBndeS, será que é forte?

Buenas, galera! Hoje acordei com uma boa notícia: a Operação Carne Fraca da PF. Surpreso? Não, conheço bem essa turma e o que a imprensa está publicando não é novidade para mim. Sim, tem algumas coisas que talvez não seja bem assim.

Antes de continuar a falar sobre a operação de hoje, gostaria de retornar à dezembro de 2015, quando, na Universidade de Umuarama/PR, foi constatada a presença de formol em carnes da JBndeS. Obviamente a empresa negou e ficou por isso mesmo. Agora, novamente a 'santa' empresa da família Batista Sobrinho está na maracutaia. Sim, não está sozinha, a BRF também figura na bagunça, junto com algumas outras menores, mas não menos culpadas.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/exame-laboratorial-encontra-formol-em-lote-de-carne-vendido-no-parana-cdqtai0kc7x22ck50kryx5mv6
Retornando à operação da Polícia Federal, como comentei, não me causa a menor surpresa o que li na imprensa. Já participei de diversos projetos em frigoríficos para aumentar o shelf-life de produtos. Isso não é errado? Não, bem ao contrário! Aumentar a validade de um produto melhorando o processo, usando matérias-primas, ingredientes, aditivos e coadjuvantes corretos e na quantidade segura, é louvável. Entretanto, recuperar carne estragada, maquiar um processo ineficiente, fraudar os produtos economicamente, isso é deplorável.

Agora, três situações que saíram na imprensa me parecem que não são bem assim:

Carne de cabeça em linguiça: em alguns meios de comunicação foi exposto que não se pode usar carne de cabeça em embutidos. Na verdade, a legislação permite o uso de carne de cabeça em embutidos que sejam submetidos a tratamento térmico. Exemplificando, pode-se usar carne de cabeça em linguiça calabresa cozida, mas não pode em linguiça calabresa frescal. Carne de cabeça não são os miolos, e sim as aparas da cabeça após a retirada da máscara (pele + orelhas). Na Itália e na França existe uma iguaria feita com a bochecha suína e bovina.

Ácido Ascórbico é cancerígeno: este é o absurdo dos absurdos, ácido ascórbico e vitamina C são a mesma coisa. É um poderoso antioxidante que previne o escorbuto e é associado à diminuição de radicais livres no nosso organismo, ou seja, é mais provável que combata o câncer, do que provoque.

Um grande defensor da ingestão de Vitamina C foi Linus Pauling (Nobel de Química em 1954 e Nobel da Paz em 1962). Durante quase três décadas ingeriu cerca de 18 g de vitamina C diariamente. Morreu aos 93 anos de câncer, justamente o que ele assegurava que a vitamina C prevenia. Segundo ele, a alta ingestão de ácido ascórbico retardou o aparecimento de câncer, já seus críticos dizem que essa ingestão elevada causou o câncer. De qualquer forma, com 93 anos ele já estava no lucro...

O ácido ascórbico e seus sais são aditivos que não tem limite de uso em produtos cárneos, ou seja, pode-se usar a quantidade que desejar. No entanto, em carnes "in natura", no Brasil, nenhum aditivo é permitido, nem o ácido ascórbico, muito embora, o seu uso como prevenção seria inócuo ao ser humano. Sinceramente, eu acho o termo ácido ascórbico era para encobrir o real produto químico que estavam adicionando - usam-se essas técnicas em frigorífico. O ácido ascórbico até pode recupera um pouco a cor vermelha da carne, mas não faz milagre. Já alguns outros químicos podem ser mais eficazes no mascarar a qualidade da carne como: formol, antibióticos, sulfitos, ácido sórbico e sorbato...

Papelão na Carne Moída, chamada de CMS: primeiro, carne moída e CMS são coisas bem distintas. Aqui acho que existe um mal entendido. Conheço muito bem frigoríficos, e digo que é praticamente impossível colocar papelão no CMS e em qualquer outro produto cárneo. Simplesmente porque não se consegue entrar com papelão na área de produção de qualquer frigorífico (exceto fundo de quintal).

CMS é a sigla para carne mecanicamente separada. A mais comum é a de frango e é obtida através de uma extratora de CMS que, basicamente, é um moedor de carne onde coloca-se os ossos de frango (dorso, ossos de peito e pescoço, principalmente) num bocal; uma rosca sem fim empurra esses ossos e prensa-os contra uma série de 'laminas'; a pressão gerada faz com que a carne passe entre as lâminas e os ossos sigam em frente saindo no bocal. O produto obtido é similar a uma geleia. O vídeo abaixo mostra um frigorífico bem rústico extraindo CMS. A higiene e o processo são péssimos!!!


O CMS só pode ser utilizado em produtos cozidos como Salsicha, Mortadela, Calabresa Cozida, Lanches, Empanados, e outros cozidos. Entretanto existe alguns criminosos que usam em produtos frescos como linguiças, hambúrgueres, carne moída...

Dicas para o mercado, não o de ações: eu tenho algumas manias quando escolho alimentos processados no mercado.

  • Não foco muito na data de validade, mas sim na data de fabricação. Quanto mais novo o produto, melhor
    • Olho também a qualidade do carimbo, pois ter sido adulterado
  • Não compro produtos fatiados ou porcionados pelo supermercado, pois podem re-embalar no final da validade ou já vencidos - vejam o vídeo!
    • Não é culpa do frigorífico pois o mercado recebeu o produto dentro da validade
    • Também não sei se essa prática continua na rede que aparece no vídeo, mas já fiz diversos flagrantes de produtos vencidos em diversas redes de supermercados, nacionais e multinacionais
  • Quando compro carne embalada eu furo a embalagem e avalio o aroma. Se o aroma estiver ácido ou podre não compro
    • No final de semana passado, furei quatro embalagens de peito de frango e todas com cheiro de podre. Paguei um pouco mais caro por uma outra marca que estava com aroma suave e característico
  • Embutido e queijos embalados a vácuo, eu verifico se a embalagem está firme, sem estufamento e se o produto não apresenta líquido solto na embalagem
    • Um pouco de líquido é normal
    • Se o líquido estiver esbranquiçado indica contaminação elevada - não compre!
  • Pão, molho de tomate, pasta de cebola e pasta de alho, normalmente faço em casa - melhor e mais barato!

segunda-feira, 13 de março de 2017

IPV, o semi-empreendedor! Nova fase da vida...

Buenas galera! Aos que me acompanham, já perceberam que gosto de privacidade (aos que não acompanham muito, que fiquem sabendo). Outra característica minha, é estar seguro dos meus investimentos, e essa característica chega a ser, em certos momentos, exagerado. Eu sei, isso não é muito bom, mas deixa-me com duas opções: mudar ou me adaptar.

Opto pela segunda: adaptar meus investimentos em ativos que me deixem seguro. Não digo com isso que a renda fixa que aplico é segura, e sim que meu dinheiro aplicado nela não me tira o sono, nem que o dinheiro que investi em imóveis é seguro e que tem uma rentabilidade astronômica, mas também não me tira o sono.

O lado negativo dessa busca por segurança é a inaptidão pelo empreendedorismo. Realmente não sou um empreendedor, pelo menos não até agora*, e nos moldes comuns de empreendedorismo. Não penso em montar uma loja, ou um comércio eletrônico. Gosto muito de frigoríficos, mas não me passa pela cabeça em ter um, nem criar boi, suínos ou frangos. Tenho um emprego CLT e uma representação comercial. E é isso! Um me dá segurança e outro um extra. Ajustei minhas despesas para que meu fixo mais o fixo da minha esposa custeiem a casa, e que as comissões fiquem livres para investir.
*Não até agora: muitos se tornam empreendedores devido a necessidade. Até então não tive necessidade de empreeender, o que não quer dizer que no futuro essa necessidade não apareça.
Como comentei, nunca empreendi nos moldes convencionais, porém, comprei imóveis para renda e para futuras construções, e agora entro numa nova fase:

IPV - AGROSILVOPASTORIL


No caso, ficarei somente na parte do silvo, o agropastoril talvez no futuro, mas não é a ideia original.

Quem compra terra não erra, diz o ditado - espero que ele esteja certo... mas sou um otimista nato. Avalio os riscos e foco no resultado positivo.

Há aproximadamente um ano venho estudando a compra de um pedaço pequeno de terra para cultivo de eucalipto. O mercado está em baixa e o povo que plantou eucalipto focou na produção de energia, pois é um ciclo curto. Agora estão migrando para pasto e, aonde conseguem mecanizar a terra, para as culturas tradicionais (milho e soja).

Meu projeto é cultivar com foco em madeira para serraria, uma vez que a lenha já sai automaticamente no ralheio, na desrama e nas sobras do corte. Bom, esse é o projeto, mas costumo aprender o caminho, caminhando... então, pode ser que daqui há alguns anos o mercado tenha mudado e eu avalie diferente.

Isso também dará uma mudada no blog, pois terei um assunto diferente para comentar por aqui: a saga desse investimento de longo prazo. Inciando, já posso expor...

Os fatores de decisão para compra da terra


Tamanho: como não tenho experiência, busquei um sítio pequeno para iniciar, o que foi difícil, pois as opções que vinha encontrando eram grandes demais ou pequenas demais.

Preço por hectare: conseguia bons preços em áreas muito longes e/ou em grandes extensões, o que inviabilizava o investimento ou estava acima do meu limite. Quando achava áreas pequenas e com melhor localização, o preço por hectare que estava era elevado, ou já tinham muitas benfeitorias o que inviabilizava.

Topografia: para o plantio de eucaliptos eu não preciso de uma área mecanizada. Pode ser uma área dobrada, mas que não seja uma pirambeira que depois não consiga transportar, nem que seja virada em pedra pois gastaria muito com o manejo e perderia muita área. O desenvolvimento das árvores também poderia ficar comprometido.

Localização: lenha é um produto de baixo valor agregado, então quanto menor o deslocamento para escoar a produção, melhor. Mas IPV, seu projeto é para madeira, não? Sim... mas sempre terei uma produção de lenha, é inerente ao processo, e tenho que dar escoamento para ela.

Água: o ideal é que a terra tenha fonte de água, para não depender exclusivamente de São Pedro.

Infraestrutura: é importante para o escoamento o acesso a estradas. Energia elétria e água de concessionária disponíveis também, pois pretendo fazer uma pequena casa para passar alguns finais de semana.

A terra prometida!


Finalmente, achei a terra que estava procurando... obviamente que abri mão de alguns quesitos, pois perfeição é difícil. O principal foi o valor - ficou cerca de 15% acima do que queria pagar, mas a qualidade da terra é superior ao que estava buscando. Ou seja, comprei uma terra melhor do que precisava.

Tamanho: ficou bem dentro do que buscava. Área pequena porém viável para a produção.

Preço por hectare: ficou em 20,7k, o que não é uma pechincha, mas na região em que estou comprando e, pelo fato de metade dela ser mecanizada, o preço está da média para baixo.

Topografia: conforme comentei, metade da área é mecanizada, inclusive está com plantio de milho. A área é pouco dobrada o que facilita numa eventual saída do investimento (venda), pois é uma área mais versátil.

Localização: na minha avaliação é excelente, pois num raio de 80 km tenho cerca de 10 indústrias grandes consumidoras de lenha (frigoríficos e laticínios, principalmente). Além disso, há muitos produtores de frango onde usam tanto lenha como maravalha e cavaco.

Água: não idntifiquei nenhuma fonte/mina d'água, mas tem uma sanga/riacho no início da propriedade e nas propriedades vizinhas tem açude que já foram oferecidos - só canalizar.

Infraestrutura: Em questão de estradas, dois km de chão e uns quatro de paralelepípedo, depois asfalto, o que facilita bem o escoamento. Tem disponibilidade de energia e água, só terei o custo de fazer as ligações.

Bueno! Agora é esperar passar o inverno e começar a plantar os ZOCALITOS!




sábado, 4 de março de 2017

A encruzilhada...

Buenas, galera! Quando iniciei o blog, no início de 2016, eu havia decidido não publicar valores. Isso devido a alguns motivos:
  • Privacidade: em uma postagem antiga, eu já expus que a única pessoa que o blog tem que agradar sou eu. Se eu estiver satisfeito com as postagens e com a evolução, em especial, de conhecimento, isso me basta. Então, pouco me importa se o valor do patrimônio é de interesse público ou não.
  • Segurança: embora a maioria da turma das finanças usam pseudônimos para garantir seu anonimato, há sempre o possibilidade de nossa identidade vazar. Vejo isso com um grande risco de segurança, independente do patrimônio que possuímos.
  • Veracidade das informações: podemos publicar o patrimônio que for, não há garantia de que isso seja verdade. Eu posso ser um multimilionário que está só passando o tempo, ou posso ser um quebrado que deve até as calças. A minha realidade patrimonial com o que é publicado pode não ter relação nenhuma.
Bem, passado um tempo do blog, houve o fechamento de um blog que fazia um ranking (não recordo o nome) alguns amigos da fianasfera resolveram criar um novo ranking. Um blogueiro contatou-me para eu postar os valores para entrar no ranking dele. Acabei passando a postar os valores, mas não fui incluído no ranking. Fiquei chateado? Não, nem um pouco... vi que o ranking já tinha bastante participantes e fiquei contente pelos dois: eu por não precisar participar e ele por conseguir montar seu ranking.

No entanto, já havia publicado os valores. Notei que isso aumentou o tráfego no blog, e os comentário também, então continuei atualizando mensalmente.

Eis que ontem soube que minha identidade pode ter sido descoberta! Como? Bom... existe um ditado que diz que "segredo em dois, só matando um"... Realmente, não sei se isso ocorreu ou não, mas, prefiro não descobrir da pior forma.

Então, eu me vi numa encruzilhada: ou fechava o blog, ou voltava ao sistema antigo. Por hora, estou optando pela opção 'b'. Retirei os posts onde haviam valores e os próximos posts voltam às origens, ou seja, sem publicar patrimônio, compras, etc.

Amigos, espero que entendam minha posição. Acredito que postar valores não tem tanta importância como dividir as experiências que tivemos para conquistá-los.

Abraço e sucesso a todos!

video

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Copom reduz a taxa Selic para 12,25% ao ano - postei atrasado, mas tudo bem...

Buenas galera, se quiserem pulem o comunicado e vão para o rascunho do Ilan, logo após o texto copiado.

"​O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 12,25% a.a., sem viés.

A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom mostra alguns sinais mistos, mas compatíveis com estabilização da economia no curto prazo. A evidência sugere uma retomada gradual da atividade econômica ao longo de 2017;

No âmbito externo, o cenário ainda é bastante incerto. Entretanto, até o momento, a atividade econômica global mais forte e o consequente impacto positivo nos preços de commodities têm mitigado os efeitos sobre a economia brasileira de revisões de política econômica em algumas economias centrais;

O comportamento da inflação permanece favorável. O processo de desinflação é mais difundido e indica desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Houve ainda uma retomada na desinflação dos preços de alimentos, que constitui choque de oferta favorável;

As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus recuaram para em torno de 4,4% para 2017 e mantiveram-se ao redor de 4,5% para 2018 e horizontes mais distantes; e

No cenário de mercado, as projeções do Copom recuaram para em torno de 4,2% em 2017 e mantiveram-se ao redor de 4,5% para 2018. Esse cenário embute hipótese de trajetória de juros que alcança 9,5% e 9% ao final de 2017 e 2018, respectivamente.

O Comitê ressalta que seu cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções: (i) o alto grau de incerteza no cenário externo pode dificultar o processo de desinflação; (ii) o choque de oferta favorável nos preços de alimentos pode produzir efeitos secundários e, portanto, contribuir para quedas adicionais das expectativas de inflação e da inflação em outros setores da economia; e (iii) a recuperação da economia pode ser mais (ou menos) demorada e gradual do que a antecipada.

O Comitê destaca a importância da aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira para a sustentabilidade da desinflação e para a redução de sua taxa de juros estrutural.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 12,25% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2017 e, com peso gradualmente crescente, de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária.

O Copom entende que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira, que continuarão a ser reavaliadas pelo Comitê ao longo do tempo.

O Copom ressalta que uma possível intensificação do ritmo de flexibilização monetária dependerá da estimativa da extensão do ciclo, mas, também, da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel."

Abaixo segue o rascunho da carta, escrita em próprio punho pelo Ilan - kkkk

Bom, a mim interessa a trajetória dos juros futuros, que continuam em baixa, então, rentabilidade nos TD pré-fixados (indexados ou não), ações e FIIs.
Há um mês postei uma análise dos gráficos do DI1F19 e DI1F25. Se quiser ver (ou rever) a postagem, clique DI1F19 e DI1F25 - juros futuros, e daí?. Nessa postagem escrevi:
"Agora, minha expectativa é que os juros continuem caindo e, assim que o DI1F19 romper definitivamente o suporte de 10,41, acredito que venha a testar os 9,80 (linha verde) e os 8,70 (linha rosa). Já o DI1F25 caminha para testar o último suporte em 10,77 (linha verde) depois vai escrever sua própria história, mas acredito em barreiras próximo aos 10 e aos 9, ou seja, os mesmos suportes do DI1F19 + um pequeno prêmio por ser uma projeção mais longa. Obviamente que repiques podem e devem ocorrer, essa trajetória não é linear..."
Não é que foi... logo depois do post, o DI1F19 furou o suporte de 10,41 e depois da reunião de ontem bateu no suporte de 9,80. Sendo assim, acredito que rompido esses 9,80 o DI1F19 vai em direção ao 8,70. Porém, acredito num suporte na faixa 9,20 que havia deixado fora no gráfico anterior.
O DI1F25 também seguiu como esperado, mas surpreendeu por passar tão fácil pelo suporte de 10,77 - passou, fez um reteste e caiu para o patamar de 10,45, aonde se segurou até dia 22/02. Como havia comentado no outro post o DI1F25 não tem mais suportes no gráfico, mas acredito que use algo próximo aos do DI1F19.
Abaixo seguem os gráficos do DI1F19, DI1F25 e um comparativo entre os dois.
Bueno, por hoje era isso... fica um clipe do RHCH (Dark Necessities)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Azar, será que existe?

Há alguns dias atrás postei sobre a sorte se você não leu leia aqui Sorte, será que existe? Hoje vou explanar sobre o seu oposto o azar. Na outra postagem defini sorte como um bônus que recebemos pelo nossos esforços. Pela lógica, o azar seria, então, um ônus devido pela nossa negligência, preguiça, despreparo...

Eu sou muito otimista, por isso não me considero azarado. Quando algo não sai como planejado, procuro ver o lado bom da situação e buscar uma oportunidade de melhoria no "fracasso".

Para ilustrar o azar (na minha concepção), vou pegar emprestado um caso que recentemente ocorreu com uma conhecida minha. Vou chamá-la de Maria. Maria Sem Serventia... porém, no caso dela, não sei se ela já conseguiu ver o lado positivo dos acontecimentos.

Maria Sem Serventia, é uma jovem um pouco perdida. Embora de família humilde, sempre estudou em colégio particular, pois todos faziam os esforços necessários para dar-lhe uma educação de qualidade. Entretanto, Maria tinha dois problemas na escola: números e letras, mas a culpa era dos professores que a perseguiam, e não sabiam ensinar direito. Coitada!

A pau e corda, Srta. Sem Serventia completou o ensino médio e então resolveu trabalhar porém não tinha nenhum diferencial para o mercado. Inglês sempre foi muito chato; em computação ela só sabia navegar na Internet, não sabia nem abrir o Word ou o Excel; atualidades para ela eram as fofocas da vizinhança e o que acontecia nas novelas. Ah, sim, o probleminha com números e letras eu já citei, né?

Bem que ela podia fazer um curso técnico e se qualificar. Porém, de família humilde, a pobrezinha não tinha dinheiro para isso. Ou saia para as baladas nos finais de semana e fazia as tatuagens que queria ou se qualificava. Sim, uma triste realidade ela vivia!

Há mais ou menos um ano, Maria Sem Serventia surpreendeu a todos: começou a trabalhar. Sim, um trabalho simples, mas digno como todo o trabalho. Parabenizei ela, e ouvi o seguinte:

"Nem é um trabalho difícil, nem muito importante".
"Todo o trabalho é importante. Você não deve pensar no seu cargo hoje como o fim, e sim como o começo" - respondi eu.

Mas, Maria era muito azarada, seu primeiro salário não durou mais que duas semanas. Parte dele passou direto por ela e foi para as prestações que já tinha feito antes de completar um mês de trabalho, outra parte foi para as baladas, e mais algumas tatuagens, e novamente nossa amiga não tinha como se qualificar...

O escárnio com o salário se sucedeu nos meses seguintes e aí veio o desânimo, o trabalho começou a ficar ruim, os superiores a perseguiam... mas tudo bem, o Natal estava chegando, o 13º daria uma equilibrada e logo viriam as benditas férias.

Maria estava muito cansada, precisava de férias urgente, estava esgotada! Por azar... até o calendário conspira contra nossa heroína: em 2016 o Natal caiu num domingo e não seria feriado. Logicamente, o mesmo aconteceu com o Ano Novo. Que bosta!!! Mas eis que uma luz acende na sua cabeça oca: se não tinha um feriado, que seria um "direto" dela, ela poderia pegar um atestado médico para ter seu "justo" dia de folga. 

Mas vejam, caros colegas, como Maria Sem Serventia é azarada e burra. Ela mora numa cidade pequena e não demorou muito até a "fofoca" de que ela estava gozando de sua enfermidade junto a alguns amigos (num bar, tomando cerveja, no meio da tarde) chegar ao seu chefe. O resultado foi esse mesmo: demissão "sem justa causa", por estar tomando cerveja no lugar errado, na hora errada - é muito azar!!!

E o que está ruim ainda pode piorar, pelo menos para as pessoas azaradas. Agora, Maria Sem Serventia está sem trabalho, continua sem qualificação, e tem algumas prestações atrasadas e outras tantas a vencer. Seu nome já está no SPC. Tudo isso antes de completar 20 anos de idade!!!

Realmente não sei se Maria irá aprender algo com a situação, espero que sim!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Sorte, será que existe?

Buenas, galera! Hoje vou falar um pouco do imponderável, do acaso, ou seja, da sorte. Normalmente finalizo minhas postagens com um vídeo (via de regra, uma música), mas hoje vou colocá-lo no início. É um vídeo com texto do Marcos Piangers em que ele fala sobre sorte.

Sorte...

Eu acredito na sorte, acredito que a sorte é um bônus que recebemos pelo esforço desprendido em uma tarefa, ou no acúmulo desses esforços. Como assim??? Muitas vezes já aconteceu comigo uma dessas duas situações:

1. Fiz um bom planejamento, executei, mas por algum lapso, cometi um erro. Mesmo assim, o projeto deu certo, tive êxito... por sorte!

2. Tive um esforço homérico em uma dada tarefa, mas o resultado não foi o desejado, porém o aprendizado acumulado tornou uma outra tarefa muito fácil. Ou seja, usei as lições de um fracasso para o êxito em um novo projeto... que sorte!

Há um tempo atrás, quando ouvia as pessoas dizerem que eu tinha sorte porque estava "bem financeiramente" isso me incomodava, pois essas pessoas não tinham passado pelo que eu passei: pelas angústias e riscos das decisões; pelas privações em prol do estudo e do trabalho; pelas abdicações de lazeres e bens imediatos pelo planejamento financeiro; pelas mudanças de cidade e estado, vivendo distante das famílias, minha e de minha esposa, em busca de melhor oportunidade profissional.

Como digo, o sol nasce para todos, mas a sombra para poucos. Então, temos que plantar a nossa árvore. Todos acham bom deitar debaixo da sombra, mas poucos se dispõem a plantar e cuidar de uma árvore, até porque nem sempre ela vai crescer como planejamos...

Eu, assim como o povo da finansfera busca a IF. Não tenho certeza se vou alcançar, mas não desisto; não existe um seguro que a garanta, mas gosto da dúvida; fico imaginando como será se quando atingi-la mas não deixo de curtir a viagem, por isso, invisto para viver e não o contrário. Até acho que trilhar o caminho é a parte mais prazerosa dessa jornada. Se não for, bem... terei aprendido muito e quem sabe tenha ainda mais SORTE!

P.S.: minha intenção era falar também sobre o outro lado, o azar, mas o post já está longo e vou deixar para a Parte II

Desejo a todos que leram esse post muita SORTE!!!!