Hi m8! E aí galera, tudo beleza? Mais um retorno do Mutley... vamos ver se agora, com a saúde em dia, volto para ficar...
Pois é, não tem sido fácil meus últimos anos, mas sem desânimo... sacudir a poeira e dar a volta por cima como bom brasileiro.
No último post eu comentei sobre a minha vinda para a Inglaterra e que estava me adaptando muito bem por aqui, e realmente estou. Depois de sofrer alguns revezes na vida, o que consumiu alguma gordura financeira (infelizmente só a financeira), a tranquilidade voltou a imperar e o sol a brilhar.
Mutley, tem muito sol na Inglaterra? Não... foi modo de falar, sol aqui é coisa rara, ainda mais nessa época do ano. Olha aí do lado 👉
Birmingham, viram... é a cidade aonde o Mutley habita. Birmingham fica na região central da Inglaterra, chamada West Midlands. Embora menos famosa que Liverpool e Manchester, é a segunda maior cidade do Reino Unido. A maior é Londres mesmo - grande novidade!
Birmingham é o berço da Revolução Industrial e também a cidade da família Shelby. Para quem é fã da série Peaky Blinders, o sotaque daqui é igual. Na verdade mistura um pouco do Brummie (povo de Birmingham) com o Black Country que fica na região metropolitana, mas ao norte de Birmingham. Para quem quiser saber, o Black Country é formado por quatro councils: Dudley, Sandwell, Walsall e Wolverhampton. Ah... Peaky Blinders é ambientado em Birmingham, mas filmado em Liverpool, beleza?
Porque Black Country? Segundo pesquisei na BBC, o Black Country ganhou seu nome em meados do século XIX devido à fumaça das fundições e forjas de metalurgia, além do trabalho nas minas de carvão da região. Bom, aqui começou a Revolução Industrial, então havia muita poluição, diferente de outras áreas.
Tem algum time de futebol por aí? Sim... o Aston Villa é de Birmingham e já ganhou uma Champions League, o Wolverhampton que tem o mesmo nome da cidade, o West Bromwich Albion (WBA) é de... West Bromwich, que fica dentro do council de Sandwell. Entendeu a história do WBA? Não? Até hoje nem eu entendo direito...
Depois tem outro menos famosos (ainda) como o Birmingham City, o Walsall, e mais alguns aí que eu não conheço.
Olá a todos! Há tempos não escrevia, mas resolvi retomar minha prazerosa rotina de escrever um pouco das minhas aventuras. Em 2019 mudei para a Inglaterra depois de passar um período bem turbulento da minha vida. Minha escolha pelo Reino Unido não foi por acaso, mas feita após um balanço de prós e contras. Mas então Mutley, conta logo porque a Inglaterra? Sim já vou contar. Eu sou cidadão italiano, havia um prazo para o Brexit, é um país que fala inglês, é uma das economias fortes da Europa, a Libra estava muito depreciada... acho que devem ter outros motivos, mas vamos deixar esses aí.
Como cidadão italiano tenho direito de viver legalmente na terra da Beth, assim como qualquer país da União Européia (ao menos por enquanto). No caso do UK, eu tinha até o final de março de 2019 para estar aqui e esse foi o motivo para vir para cá.
Estando aqui e não gostando, poderia mudar para outro país, mas não estando aqui até março de 2019 eu poderia correr o risco de não podere mais ser aceito para trabalhar e viver aqui sem nenhum requisito além do meu passaporte. Esse sim foi o principal motivo pela escolha da Inglaterra. Sim, o prazo final de março de 2019 mudou duas ou três vezes por conta dos adiamentos do Brexit, e agora parece que é até o final de 2020. Como vai ficar depois? Não sei... acho que tem muita água para rolar por debaixo dessa ponte, porque assim como tem vários europeus que querem morar aqui tem vários britânicos que querem morar no continente. Só que isso já não mais é problema meu! O fato de ser um país de língua inglesa me atraiu porque com o inglês afiado eu me viro em qualquer lugar (talvez não na França), então para que sofrer duas vezes? Sim, porque praticamente todo o europeu fala inglês e aí eu teria que aprender o italiano mais o inglês, o alemão mais o inglês, o espanhol mais o inglês... além disso, meu nível de inglês já era quase fluente, então isso facilitou bem a coisa.
A economia britânica é pujante, naquela época tinha cerca de 4-5% de nível de desemprego e é possível ter uma boa qualidade de vida aqui.
Libra x Real (Jul18-Jul20)
Também vi a Libra muito barata naquela época! Em comparação com o Real, desde que cheguei aqui a Libra já valorizou mais de 30%, e caiu cerca de 2% em relação ao Dólar. Existem coisas ruins? Sim, mas outra hora eu conto. Okay Mutley, mas aonde você mora, o que faz, como se vira aí, quais as experiências e dicas... isso tudo vem nos próximos posts! Um abraço a todos! Cheers m8!!!
Olá galera da finosfera, após uns dois anos e meio parado por motivos de força maior estou de volta.
Esse tempo foi muito difícil para mim, mas acho que passou. Tive alguns problemas de saúde e fiquei afastado das publicações. Mas, na vida tudo passa, até uva passa, diz uma amiga minha.
Hoje não vou publicar nada de financeiro, apenas dar um alô para vocês e dizer que tenho um novo blog também. Nesse vou contar minha vida de imigrante no Reino Unido - decisão que fiz no final de 2018.
Por hora era isso, e até a proxima.
Cherrs m8!
31 dezembro 2017
Buenas galera! 2017 já élvis e agora é 2018. Sim, teremos Lula lá... aonde eu não sei, mas acredito que isso dará volatilidade e boas oportunidades.
Eu prefiro Lulá lá em Piraquara/PR. Até porque, se é para ressocializar quem cometeu um crime... Brasília não é o ambiente propício.
02 de Janeiro de 2018 marca dois anos de blog InvestirParaViver. Foram dois anos em que aprendi bastante sobre investimentos (pelo menos eu acho), e o blog tem sido uma ferramenta incrível para isso. Escrever o que venho fazendo, registrando as rentabilidades e etc. funciona como um histórico dessa jornada. Um histórico que consulto seguidamente para aprimorar o que vem dando certo e repensar sobre o que não vem dando um retorno tão bom.
2017 termina com a venda de um imóvel e esse valor vai turbinar a carteira financeira. Parte desse valor veio em dezembro e o restante deve vir em janeiro. A questão agora é aonde investir... por hora vou priorizar a renda fixa pós-fixada, mesmo com as taxas não muito atrativas, mas o foco é ter liquidez para aproveitar eventuais oportunidades. Quanto a distribuição da carteira, vou continuar com a mesma divisão, ao menos, por enquanto.
E dezembro, como foi? Então, vamos aos números:
A Carteira valorizou 1,68% turbinada, principalmente pelas ações. O Ibovespa subiu bem na segunda metade de dezembro, mas esse movimento não me convenceu. Subiu mesmo com notícias não muito boas e sem volume. Espero (e torço para) uma queda em janeiro ou fevereiro, aí posso comprar melhor.
Carteira financeira perdeu para Ibovespa e Dólar no mês, ficando acima de CDI, IFIX e IPCA.
Ações bateram o Ibov: 6,93% vs 6,16%
FIIs superaram o IFIX: 0,98% vs 0,60%
Outras Rendas Fixas ficaram em linha com o CDI: +0,55% vs +0,54%
Tesouro Direto ficou positivo no mês mas perdeu para o CDI: 0,48% vs 0,54%. Nesse mês, a causa do desempenho baixo no TD foram os aportes feitos na última semana do mês
As doletas ganharam bem do dólar comercial - aportei próximo do fundo do mês: 2,10% vs 1,31%
Aportes e Retiradas
Dezembro foi um mês de dedicação ao trabalho (últimas viagens do ano) e aos trâmites da venda do imóvel.
Com essa venda, o aporte foi gordo e deverá ser maior em janeiro. Coloquei praticamente tudo na renda fixa pós fixada, aos poucos pretendo migrar para a renda variável mantendo o limite de 30%.
Objetivos 2018
PROJETO 1 MILHÃO - 2019
Chegar a 1 milhão na carteira financeira? Não... esse objetivo seria para 2019, a não ser que tenha uma surpresa muito positiva, uma vez que não tenho ideia de vender mais nenhum imóvel no curto prazo.
O grande objetivo em 2018 é a estruturação da carteira de ações. Hoje tenho um amontoado de papéis sem muito critério nos objetivos. Pretendo traçá-los a partir de 2018 e começar a colocar essa carteira nos eixos.
Quanto a rentabilidade anual, gostaria de atingir, ao menos, 10%, mas tenho ciência que será difícil em vista que a Selic deve ficar na faixa de 6,5-7,0% a.a. e estou bastante cético com a renda variável para aumentar a exposição nesse momento.
No campo profissional, estou fazendo uma avaliação de carreira e pretendo definir meu futuro em breve, mesmo que a definição seja permanecer aonde estou.
Quanto à saúde, tenho que cuidar mais dela. Perder peso, retomar os exercícios e curtir mais família e lazer. Infelizmente esse é o objetivo mais difícil para mim...
Bola de Cristal
Faz algum tempo que não escrevo esse quadro, até porque estava ficando repetitivo, mas agora, com a virada do ano, acho que vale a pena:
Lula 1: acredito que ele será condenado pelo TRF-4 e, com isso bolsa para cima e dólar para baixo. Quanto? Acho que não muito, pois já tivemos a precificação na marcação da data do julgamento. Se eu fizer alguma aposta, será bem pouco dinheiro no cenário contrário, pois a queda da bolsa e a subida do dólar seriam fortes.
Lula 2: acredito que, mesmo condenado, seguirá candidato via liminares. O apoio a outro candidato de esquerda seria o Plano Z dele, o importante (para ele) é conseguir a imunidade.
Eleições 2018: não simpatizo com nenhum dos candidatos melhores colocados nas pesquisas. No entanto, entendo que o foco deveria estar muito mais no Congresso do que no Planalto. Minha expectativa é de que teremos bastante volatilidade no mercado e, quedas exageradas serão oportunidades de compra. Espero estar atento aos movimentos.
Reformas: acho que a reforma da previdência não passa e, se passar, será uma meia-sola que terá que ser revista em breve. Não importa o governo (direita ou esquerda) é preciso baixar o gasto público, então as reformas serão imprescindíveis.
Ameaça externa: temos sempre a imprevisibilidade de uma acontecimento como uma guerra (EUA x Coréia do Norte, por ex.), atentados de grande proporção, eventos que nem imaginamos, etc. Mas, a redução do excesso de liquidez será imprescindível e, cedo ou tarde, irá ocorrer. Não adianta nos enganarmos em achar que dessa vez será diferente, porque nunca foi e, acredito, que nunca será. A redução da liquidez transfere investimentos da renda variável para a fixa e tende a afetar o preço das ações - Lei da Oferta e da Demanda. Paciência, acho que isso contribui para boas oportunidades na compra de ações. Apenas torço para que a redução da liquidez seja feita de forma progressiva ao invés de termos um estouro de bolha como 2008.
Otimismo ou pessimismo: enxergo que as ações brasileiras foram tão castigadas nos últimos tempos que, nem mesmo essa retomada deixou a bolsa tão cara. Não vejo mais muitas barganhas como em 2016 e 2017, mas ainda assim podemos garimpar ações de boas empresas a preços interessantes. Isso reforça meu objetivo de depurar minha carteira. Se conseguirmos manter as taxas de juros baixas na economia brasileira, a bolsa tupiniquim continuará atrativa.
Bueno, era isso por esse ano. Um feliz 2018 para todos e bons investimentos.
Buenas, galera! Na renda variável, FIIs são os ativos os quais invisto há mais tempo e, por isso, considero que minha carteira já atingiu uma certa maturidade. Isso não quer dizer que a carteira seja espetacular, que seja a mais lucrativa e equilibrada do mercado, nem que eu a recomende para você. Um bom investimento, para mim, tem que ser lucrativo no longo prazo e não dar dor de cabeça. Hoje enxergo minha carteira de FIIs nesse patamar. Ao menos, não me dá dor de cabeça, quanto ao lucro no longo prazo... tem que esperar o longo prazo...
Independente das classificações que Bovespa, blogs e sites fazem, eu classifico os FIIs de acordo com os ativos que eles têm. Por exemplo, KNRI11 para mim ele é praticamente 55% logística e 45% escritórios. De onde tiro isso?
Além do relatório de gestão eu confiro o informe mensal. Lá vejo como o fundo está distribuindo seu patrimônio. No caso do KNRI11, vi que ele tem cerca de 5,2% do patrimônio em LCIs, o que acho aceitável. Além disso o fundo mantém cerca de 2,6% em títulos públicos e outros ativos para liquidez imediata - também aceitável. Por fim, não investe em nenhum outro FII. Porque essa análise? Meu objetivo na compra de KNRI11 é a renda advinda da locação dos seus imóveis, e não da participação em outros FIIs ou recebíveis. Se eu quiser um Fundo de Fundos ou Fundo de Recebíveis, eu compro um com esse perfil, e não um fundo tijolo.
Algumas exceções ocorrem: casos como no BRCR11 em que boa parte do seu patrimônio está no FII Prime Portfólio, um fundo fechado onde ele detém 100% das cotas. Nesse caso considero a participação no FII Prime Portfólio como imóveis do BRCR11 e não participação em outros FIIs.
Não, o IPV não é doido em fazer isso todo o mês... duas vezes por ano, e só. Se algo está fora do normal vejo se tem explicação plausível. Por exemplo, se algum fundo tijolo, desenvolvimento ou fundo de fundos fez emissão de cotas recente, entendo como normal ter um percentual elevado em recebíveis de curto prazo ou títulos públicos. O mesmo vale para um fundo de gestão ativa quando vende um imóvel.
Bueno, esmiuçado os percentuais que cada fundo tem nos respectivos segmentos, eu aproprio o valor investido no FII nessas classes. Desse modo, e tendo definido minha meta para cada segmento, vou trabalhando minha carteira para manter o equilíbrio.
Preferencialmente, faço o ajuste através de aportes e não através de vendas. Como não tenho lá muuuuita experiência, procuro diversificar dentro dos segmentos. No entanto, hoje conto com 24 na carteira e acho que é demais. Sendo assim, algumas vendas serão inevitáveis.
Meu yield anual está na faixa de 7,5%. Já esteve bem superior, mas, com a valorização das cotas, os proventos baixaram um pouco. Além disso, em 2017 foquei na compra de vacância, o que também afetou o yield. Enfim, FII bom, barato e com elevado yield ficou no passado (mas pode voltar). Além do mais, 7,5% isento de IR não é tão baixo assim considerando que a Selic está nos mesmos 7,5% e deve cair um pouco mais.
Buenas galera! O ano acabando, e parece que o namoro com o mercado não vai vingar... a dúvida que fica é: acabou o bull market ou é só uma correção? Entendo que o mercado precificou a melhora da economia, a diminuição do desemprego, as reformas... e, agora, está cobrando a conta: economia voltou a cresce, emprego está diminuindo, os resultados das empresas estão melhores, algumas reformas foram feitas, mas... isso já foi precificado. Então não adianta o PIB crescer 1,0-1,5% pois isso não deve animar o mercado. Precisaríamos da Reforma da Previdência e, essa, eu acho que vai ficar para 2019.
Bom, a coisa não tá feia só no institucional, minha carteira encolheu novamente esse mês, após dois meses de crescimento. Alguns não recorrentes fizeram eu raspar a guaiaca e o resultado foi uma retirada de grana. A expectativa é de que isso não se repita nos próximos meses, mas vamos ver... não custa pedir uma ajuda!
Então vamos aos resultados do mês:
A Carteira teve desvalorização de 0,25% - impactada principalmente pelo resultado do Tesouro Direto e das Ações. Assim, teve desempenho superior ao Ibovespa e IFIX, mas perdeu para os demais benchmarks - até pros pilas que ficaram na carteira.
Ações superaram o Ibov: -1,38%vs-3,15%
FIIs superaram o IFIX: +0,55% vs-0,60%
Outras Rendas Fixas ficaram em linha com o CDI: +0,55% vs +0,57%
Tesouro Direto registrou novo prejuízo em Novembro e perdeu para o CDI: -0,55%vs 0,57%. O principal motivo para a queda foi o preju apurado no TD-Selic+35
As doletas também apanharam do dólar comercial: -0,97%vs-0,06%
Aportes e Retiradas
Em novembro tive um encolhimento da carteira, onde a principal classe sacrificada foi a de Outras Rendas Fixas. Nos FIIs coloquei uma merrequinha e fui mais generoso com Ações e FIIs.
Quanto aos calotes momentâneos, consegui recuperar parte do atrasado, mas o net permaneceu igual pois, em Novembro, mais um cheque de cliente voltou e estou tentando receber. Isso já tá enchendo o saco!!!
Em Novembro fiz mais uma troca de parte de TD-IPCA+35 por TD-Selic e é bem provável que continue essa migração em Dezembro, embora o foco desse mês é avaliar o risco da carteira e planejar 2018. Por hora não consigo adiantar nada, a não ser que vou tentar seguir a Regra Número 1.
Bom, o clipe de hoje não é Moraes Moreira / Pepeu Gomes com a música do título. Escolhi Paralamas do Sucesso com cover de Legião Urbana (Que País é Esse). Mas sabemos bem... é o País que construímos com o jeitinho brasileiro, com a lei de Gérson, com a propina pro guarda da esquina, com aquele valor a mais na nota que a empresa vai nos reembolsar, com a sonegação, com a mutreta... sempre me pergunto se as críticas aos políticos são por causa da ética ou do ciúmes...
Buenas, galera! Eu estava devendo um post dedicado ao projeto dos eucaliptos.
Porque investir numa plantação de Eucaliptos?
Sinceramente, eu não fiz uma avaliação precisa do retorno do investimento, e nem sei se o retorno do projeto será positivo. Sim, fiz uma conta de padaria, mas meus reais motivos para investir foram os seguintes:
1. Sempre tive interesse em investir na área rural;
2. Quem tem plantações de Eucaliptos (assim como Pinnus) está bastante desestimulado, pois os preços estão muito baixos. A consequência desse desestímulo é a óbvia migração do cultivo de florestas para outras atividades;
3. Assim, meu racional está em entrar na contramão da tendência, acreditando que terei madeira disponível quando o mercado estiver em alta.
Avaliar o projeto em si é um pouco difícil - muito no meu caso. Alguns fatores tem graus de liberdade muito grandes pois o investimento é de longuíssimo prazo. Obviamente, há uma maneira correta de fazer essa análise, mas eu preferi cuidar os riscos e acreditar no feeling.
O mercado de eucaliptos é impactado diretamente pela atividade econômica, uma vez que boa parte da sua produção é usada como energia. Siderurgia é o maior consumidor, mas diversas indústrias, também usam caldeiras a lenha. Na região onde moro, abatedouros e frigoríficos, laticínios, secadores de grãos, lavanderias industrias são grandes compradores de lenha e também de maravalha. Uma melhora na atividade econômica, leva a um aumento na demanda por lenha.
Outro mercado que afeta bastante o preço do eucalipto é o de celulose. Eucalipto é matéria-prima para celulose de fibra curta, mas nesse caso, não tenho nenhuma processadora de celulose próxima para eu vender a produção.
A construção civil consome varas, tábuas brutas e ripamento, e também está numa pindaíba danada. A expectativa é de que sua recuperação também contribua para a demanda por eucaliptos.
Finalmente, existe o mercado de serraria e laminação, mas o prazo para atender pode passar de 20 anos, e a maioria dos produtores não aguentam. Na minha visão, é aí que está o grande lucro, e esse é o meu objetivo. Abaixo ficará mais claro, quando explicar o ciclo de produção que pretendo seguir.
Ciclo de produção:
Pela lógica, inicia-se o ciclo pelo preparo da terra e plantio. E aí já tenho que decidir a densidade que vou trabalhar (árvores / hectare). Existem vários espaçamentos para o plantio de Eucalipto, desde os mais adensados (1,5 x 1,5) com foco quase que exclusivo em energia, até os bem espaçados (10 a 50 metros) para integrar gado à floresta. Eu estou usando espaçamento 3 x 2, ou seja, terei espaçamento de três metros entre as linhas e dois metros entre as ruas.
Nesse sistema terei cerca de 1.600 árvores por hectare com pasto integrado ao plantio florestal. Provavelmente o pasto sofra após alguns anos pois o eucalipto tende a ser dominante, mas a terra está nua e o pasto irá conter os efeitos nocivos das chuvas - já tive prejuízo com isso.
Quanto à manutenção e colheita, a expectativa é a seguinte:
Na fase inicial, após a preparação do solo e o plantio propriamente dito, a maior preocupação é o ataque de formigas, o que venho combatendo desde o primeiro dia. Além das formigas, no primeiro ano, a limpeza no entorno das árvores é fundamental e deve ser feita através de capinas e roçadas. Por hora, o foco está só no combate às formigas, pois os pés ainda estão livres de mato.
2 anos: faz-se a desrama para evitar o aparecimento de nós nas madeiras. Caso seja possível, o material retirado será vendido para maravalha, lenha e/ou carvão.
4-6 anos: corte de 50% das árvores com venda para escoras, mourões, maravalha, lenha e/ou carvão. As árvores cortadas irão rebrotar e, após 4-6 anos, terei um novo corte. Espero um volume equivalente a 125 m³ de lenha por hectare nesse corte.
10-12 anos: corte de 75% das árvore com venda para escoras, mourões, maravalha, lenha e/ou carvão. Novamente as árvores cortadas irão rebrotar e darão um novo corte após 4-6 anos. Tenho a expectativa de um volume equivalente a 250 m³ de lenha por hectare.
16-20 anos: corte raso. 75% das árvores (as que são fruto de rebrotas) irão para o mercado de escoras, mourões, maravalha, lenha e/ou carvão. Nesse volume espero obter o equivalente a 375 m³ de lenha por hectare.
Já, nos 25% restante, é onde estará o grande lucro, pois o retorno financeiro deverá equivaler a 2.000 m³ de lenha por hectare vendendo para serraria e/ou laminação.
Escoras e Ripamento, Carvão, Maravalha, Lenha
Mourões, Tábuas e Lâminas
Há quinze dias o Rock perdeu uma grande figura: Malcolm Young, guitarrista base do AC/DC faleceu, e hoje trago o som deles no Monumental de Núñez (You shook me all night long). Sei que no Brasil assistimos a bons shows, mas quem tiver a oportunidade de, algum dia, assistir um show em Buenos Aires... é uma experiência única!!!